sexta-feira, 29 de agosto de 2014

MAIS FORTE AINDA


Desistir é uma solução permanente para um problema temporário. 

James MacArthur

Quando chegam as dificuldades ao ponto de serem empilhadas umas em cima das outras a um grau de você já não sequer poder ver o caminho à sua frente, aí então, você tem duas opções. Você pode optar por desistir ou pode optar por se tornar mais forte ainda. Você pode optar por enterrar os seus sonhos debaixo de uma impenetrável camada de medo e preocupação, ou você pode optar por fazer dos seus sonhos algo ainda mais magnifico e ainda mais atraente a tal ponto que você não terá outra alternativa a não ser seguir corajosamente em frente.

Você pode sentir pena de você mesmo ou você pode sentir o poder de um verdadeiro propósito. Você pode buscar alguém para lançar culpas ou você pode buscar por maneiras de assumir a sua total responsabilidade pela situação. Essa é a sua vida e mesmo diante dessas dificuldades, vale a pena continuar vivendo e esperar os desenvolvimentos dos próximos capítulos. A realidade é que são em meios a esses tempos de grandes desafios que você pode – pela graça de Deus – construir uma pista de decolagem para altos voos!

Quando não há razão para se manter positivo, faça a opção de ser mais positivo ainda. Em vez de ser desmantelado pelos problemas, faça o opção de ser energizado pelas possibilidades que estão ocultas dentro deles. Sinta a genuína confiança de saber que Deus está bem presente e muito, mas muito perto de você. Com isso na mente e – melhor ainda – com isso no coração você pode se tornar mais forte ainda.

Para Meditação: Tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4:13

Nélio DaSilva

FUNDO DO POÇO

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O AMOR



O evangelista Moody contava a seguinte história: Em Brooklyn fiquei conhecendo um jovem. Quando rompeu a guerra, esse jovem estava noivo de uma moça da Nova Inglaterra e o casamento foi adiado. O jovem foi muito feliz nas batalhas em que tomou parte, até que, pouco antes de terminar a guerra, teve início a Batalha do Deserto. A noiva contava os dias que levaria para o noivo voltar. Esperava cartas, que não chegavam.

Afinal recebeu uma, trazendo no subscrito uma caligrafia diferente da que lhe era conhecida. A carta dizia o seguinte: "Houve outra batalha terrível. Desta vez fui infeliz: perdi ambos os braços. Não posso escrever eu mesmo, de maneira que estou ditando a um companheiro. Escrevo para avisá-la de que você me é tão querida como nunca; mas agora terei que depender de outras pessoas para o resto dos meus dias, e faço-lhe esta para desobrigá-la do compromisso do noivado."

Esta carta não teve resposta. No trem seguinte a moça se dirigiu para o cenário da última batalha e mandou avisar o capitão da finalidade de sua chegada, e conseguiu o número da cama do rapaz. Percorreu a enfermaria e, no momento que os olhos caíram sobre o número dado, correu para o ferido e, lançando-lhe os braços em torno do pescoço, beijou-o

– Jamais o abandonarei, disse ela. Estas mãos nunca o deixarão; sou forte para sustentá-lo; hei de cuidar de você. Meus amigos, vós não podeis cuidar de vós mesmos. Pelo pecado estais condenados. Cristo, porém, diz: "Eu cuidarei de ti." 


terça-feira, 26 de agosto de 2014

PALAVRAS FAZEM ESCRAVOS

Um homem sentado ao lado do caixão daquela que fora sua companheira por muitos anos, olhava o corpo inerte com o coração amargurado e triste. 

Mergulhado em pensamentos profundos, começou a perceber que em sua mente se desenhavam formas belas e brilhantes, leves e agradáveis que lhe traziam alento ao coração. 

Diante de tanta beleza ousou perguntar quem eram aquelas formas. Elas lhe responderam que eram as palavras que ele poderia ter dito à esposa. 

– Ah, fiquem comigo! - implorou o homem. Apesar de cortarem meu coração como um punhal, fiquem comigo, pois agora ela está fria e eu estou me sentindo tão sozinho. 

Mas elas responderam com firmeza: "Não, não podemos ficar porque não temos existência. Somos apenas luz que nunca brilhou. E, dizendo isto, desapareceram de sua tela mental."

O homem continuou triste e pensativo. De repente, outras formas se lhe desenharam na consciência. Eram formas terríveis, amargas e sem vida. 

— Quem são vocês, formas horrendas? Perguntou ele espantado. 

— Nós somos as palavras que ela ouviu da sua boca a vida inteira. 

O homem gritou estremecido: "Saiam daqui, me deixem só! "

Mas elas permaneceram ali, em silêncio, desenhando-se constantemente em sua memória.

***

Quantos de nós, desatentos, deixamos passar muitas oportunidades de acender luzes em nossa consciência, no convívio diário com aqueles a quem dizemos amar. 

As palavras gentis e belas, as frases bem elaboradas fazem parte do nosso vocabulário, sim, mas não para os de casa. Raramente nos dirigimos ao esposo ou esposa, filhos ou demais familiares, com o mesmo respeito com que nos dirigimos aos amigos, clientes ou colegas de trabalho. 

Mas os anos passam... E um dia, também nós estaremos diante do caixão de um ser querido que se despede da existência física. 

Também em nossa memória desfilarão as palavras mais proferidas no convívio diário... Também em nossa mente se desenharão os gestos mais comuns do cotidiano... E o nosso coração sentirá alegria ou tristeza de conformidade com as nossas ações mais constantes. 

Assim, comecemos hoje mesmo a tratar nossos entes caros de forma gentil e carinhosa para que nossas palavras não nos tragam amargura e remorso amanhã. 

Fonte: O livro das virtudes, v. II, de William J. Bennett, ed.Nova Fronteira

UM CARPINTEIRO


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

EM PLENA EVOLUÇÃO

Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.

2 Coríntios 3:18


A vida é uma eterna caminhada. Todo dia a gente acorda, se levanta, realiza alguma obra e, no final do dia, voltamos a dormir. E neste ciclo vicioso, passam-se dias, semanas, anos, décadas até que quando menos esperamos finda-se a vida.

Dos filhos de Deus, no entanto, se faz necessário algo mais: Deus espera que estejamos em plena evolução - transformados de glória em glória. Quando acordamos, todos os dias é necessário clamar ao Pai que nos ajude a mudar, que nos oriente a não falar mais aquilo que não convém, a não andar no caminho errado e a não desejar com o coração o que é mal.

O coração do cristão deve estar voltado  para o que o aproxima mais da imagem de Deus e aborrecer tudo aquilo que o afasta. O próprio Senhor Jesus disse certa vez: "Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo." (Lucas 14.26).

O Verdadeiro discípulo de Jesus precisa entender que muitas vezes terá que enfrentar o mundo, aborrecer aos que ama e até desagradar-se a si mesmo para que a vontade de Deus prospere em sua vida. Se não fizer isso, deixará de refletir a imagem de Deus e, consequentemente, não será discípulo de Jesus.

Fandermiler Freitas 

O QUE IMPORTA


domingo, 24 de agosto de 2014

NOVENTA NORTE

"Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração." 

Jeremias 29.13.

Ventos furiosos açoitaram a interminável extensão de gelo do Ártico e romperam a Cabana de lona meio enterrada na neve. Dentro, um explorador americano jazia sozinho num catre. Ele não conseguira andar desde que seus pés se congelaram, três meses antes. A dor era insuportável. Teria ele de abandonar seu sonho de alcançar o Pólo Norte. De novo ele procurou erguer-se sobre os pés inchados, mas a dor forçou-o a retornar para o leito. Então, inclinando-se, ele escreveu na parede de lona mais próxima: "Acharei o caminho, ou farei um. Robert E. Peary."

Seu indeclinável alvo na vida era alcançar o Pólo Norte. Ele foi avante em seu sonho através dos anos, enfrentando durezas que teriam assustado a maioria das pessoas. Não importa quais as dificuldades que ele tenha suportado no mundo inóspito e branco do Norte, o certo é que ele venceu. As 10:00h do dia 6 de abril de 1909, Robert E. Peary tirou fora o seu sextante e mediu a altura do sol. Terminando seus cálculos, ele exclamou para seu companheiro de exploração: "Matt, oh, Matt! Noventa Norte!" Ele era o primeiro homem a chegar ao ponto onde todas as direções levam ao sul. Tão logo foi possível, Robert telegrafou a sua esposa: "Triunfamos, afinal. Tenho o pólo."

Robert E. Peary encontrou o que estava procurando porque pôs o coração por inteiro em sua busca. Se ele estivesse procurando tesouros escondidos no Caribe ao mesmo tempo que procurava o pólo, provavelmente mão teria encontrado nem um nem outro. É uma lei da vida que esforços dispersos pouco conseguem.

Assim, se você realmente e muito a sério, está procurando Deus, ponha então o coração completamente nesta busca. Estudo ocasional da Bíblia, sem meditação e sem afinco, pouco adiantará. Uma vez ao ano  nos acampamentos não basta. Ela deve constituir um estudo diário.

Você quer realmente conhecer a Deus? É este um alvo e propósito em sua vida? Se sim, e você está pondo todo o seu coração nesse alvo, certamente encontrará a Deus.

North Pote, Tony Simon, Nova Iorque. págs. 89, 90 e 128-137.
More Heroes of Civilization, págs. 14 e 15.

ÁRBITRO DO MUNDO


sábado, 23 de agosto de 2014

DAS TREVAS PARA A LUZ

"A revelação das Tuas palavras esclarece." Salmo 119.130.

John Henry Newman, cujo nascimento ocorreu no dia 21 de fevereiro, escreveu um belo hino (Hinário Americano) em que pede que a Luz o guie bondosamente em meio a tristezas e pesares desta vida. O hino em questão foi escrito enquanto ele viajava por mar de Roma para Marselha. Nos Estreitos de Bonifácio entre as ilhas da Sardenha e da Córsega, o navio parou por falta de ventos, e durante sete dias permaneceu imóvel. Foi durante este período difícil da viagem que, saudoso do lar, o Sr. Newman escreveu esse testemunho das trevas para a luz.

Em sua primeira adolescência John Newman duvidava de Deus e da Bíblia. Era forte de vontade e estava certo de que poderia fazer sua vida sem ajuda de ninguém. Assim ele andou sozinho em trevas.

Aos 15 anos, entretanto, John se rendeu ao Espírito Santo. Voltou-se para Deus e pediu Sua guia. Desse dia em diante John caminhou na luz.

John Newman pode ser comparado a Cristão, personagem do livro O Peregrino, de John Bunyan. Ele foi prisioneiro no Castelo da Dúvida, onde morava o Gigante Desesperança.
Cristão descobriu uma chave chamada Promessa, que podia abrir a porta do Castelo da Dúvida. Ele usou a chave e conseguiu sair para a luz da confiança em Deus. John Henry Newman também usou a chave para escapar às trevas de suas dúvidas.

Hoje, os jovens ainda são tentados a duvidar. Trevas os cercam. Uma mãe morre de câncer; um amigo fica desesperadamente paralítico num desastre de carro; um respeitável líder deixa a igreja. Por que Deus permite que tais coisas aconteçam? eles perguntam. A vida não faz sentido e eles se veem cercados de pesares. Precisam, justo então, usar a chave chamada Promessa.

Se você começar a duvidar do amor de Deus, abra sua Bíblia, comece a ler, e verá como o Espírito Santo o guiará para a luz. Ele dará a você uma promessa capaz de abrir a porta que leva das trevas para a luz.

The People Behind Our Hymns, Donald W. Mckay, págs. 68-70.
The Church Hymnal (Hinário Americano), n° 403.

SUFICIENTEMENTE AMADA



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A CADERNETA VERMELHA

"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá."

Êxodo 20:12

O carteiro estendeu o telegrama.  José Roberto não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa. Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. Palavras breves e incisas:

- Seu pai faleceu. Enterro 18 horas. Mamãe.

José Roberto continuou parado, olhando para o vazio. Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração. Nada! Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho?

Com um turbilhão de pensamentos confundido-o, avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi, vencendo os silenciosos quilômetros de estrada enquanto a cabeça girava a mil.

No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada. Ela sabia que pai e filho não se davam bem.

A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José Roberto havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa.

Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa... Ele havia se desligado da família não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava na vida era ser parecido com ele.

O velório: Poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho - como as que o pai gostava de cultivar. José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido, um estranho, um...

O funeral: O sabiá cantando, o sol se pondo. Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la.

Agora, ele poderia voltar à casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo. Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão:

- Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse. Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes...

Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a não no bolso e sentiu o presente. O foco mortiço da luz do bagageiro revelou uma pequena caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso. Páginas amareladas. Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:

"Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!"

À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estômago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiram firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer!

"Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue"

Outra página

"Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras" ·

José Roberto mordeu os lábios. Lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia ter a sua? E quando, no dia do aniversário, a havia recebido, tinha corrido aos braços da mãe sem sequer olhar para o pai.

Ora, o "velho" vivia mal-humorado, queixando-se do cansaço, tinha os olhos sempre vermelhos... e José Roberto detestava aqueles olhos injetados sem jamais haver suspeitado que eram de trabalhar até a meia-noite para pagar a bicicleta... !

"Hoje fui obrigado a levantar a mão contra meu filho! Preferia que ela tivesse sido cortada, mas fui preciso tentar chamá-lo à razão, José Roberto anda em más companhias, tem vergonha da pobreza dos pais e, se não disciplinar amanhã será um marginal. Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo" ·

José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos...

Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o cemitério.

As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado.

O "velho" escrevia de madrugada.

Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde.

E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor

A última pagina. Aquela do dia em que ele havia partido:

"Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem? Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser o pai que ele merecia ter".

Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a ideia de que o pai tinha morrido naquele momento, José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía.

O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.

Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo.

Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, musica, cor, alegria, despreocupação, vaidade. Não era ele um semideus? Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.

De repente. No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores. Como não havia pensado nisso antes?

Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, à vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.

Ele jamais tivera a ideia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha para anotar uma a frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome.

Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?

Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade. Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenas o vazio.

Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer. Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor.

Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes? Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora:

-"Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você velho! Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego?"

AJA


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

OS PROBLEMAS TÊM UM PROPÓSITO

“Clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará”. 

Salmos 50:15

Deus usará o que ele quiser para mostrar sua glória. Os céus e as estrelas. A história e as nações. As pessoas e os problemas. O meu pai morrendo em West Texas.

Os últimos três anos de sua vida foram marcados por ELA. A doença o levou de um mecânico saudável a um paralítico confinado em uma cama. Ele perdeu sua voz e seus músculos, mas nunca perdeu sua fé. Os visitantes percebiam. Não tanto pelo que ele falava, mas mais pelo que ele não falava. Nunca externou raiva ou amargura, Jack Lucado sofreu majestosamente.

Sua fé levou um homem a buscar uma fé como essa. Depois do funeral este homem me procurou e me contou. Por causa do exemplo do meu pai, ele se tornou um discípulo de Jesus.

Deus orquestrou a doença do meu pai por esse motivo? Conhecendo o valor que ele atribui a uma alma, eu não ficaria surpreso. E imaginando o esplendor do céu, sei que meu pai não está reclamando.

Um período de sofrimento é um pequeno exercício quando comparado à recompensa.

Ao invés de censurar seu problema, explore-o. Reflita sobre ele. E acima de tudo, use-o. Use-o para a glória de Deus…

Seu sofrimento tem um propósito. Seus problemas, suas lutas, suas angústias e suas perturbações cooperam para um fim – a glória de Deus.

Ore: Pai celestial, quando os problemas e o sofrimento vierem em minha direção, ajude-me a lembrar que nada vem em minha vida sem a sua aprovação. Ao invés de reclamar e chorar por causa dos desafios que enfrento, ajude-me a considerá-los como oportunidades para glorificá-lo. Dê-me força e paciência para carregar as minhas cargas de maneira que o honre. Tirarei meus olhos das provações e os manterei fixados firmemente no senhor, amém.

“Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e Ele nos livrará”. Daniel 3:17

“De todas as boas promessas do Senhor à nação de Israel, nenhuma delas falhou; todas se cumpriram”. Josué 21:45

“O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas”. Salmos 34:19

Max Lucado, em “ISSO NÃO É PARA MIM”

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

BOAS COMPANHIA

Deixem a companhia dos tolos e vivam. Sigam o caminho do entendimento.

Prov. 9.6

A vida é uma caminhada. E, no decorrer desse percurso nunca estamos sozinhos. A gente vai sempre acompanhado. É muito importante saber escolher os companheiros de jornada. Isso faz uma tremenda diferença, pois dessa escolha dependerá o sucesso de nossa empreitada.

Boas companhias, segundo provérbios tornam o caminho mais belo e seguro, mesmo quando a estrada não é boa ou os vales são os da morte. Um bom amigo não só caminha ao nosso lado, mas nos orienta, conforta e ajuda a viver sabiamente.

Só a sabedoria nos permitirá reconhecer os tolos que nos cercam e a fugir deles. Viver sabiamente é a porta que nos permitirá alcançar grandes coisas e a colher os doces frutos da paz, do amor e do viver tranquilo.

Todo dia, nosso coração deve indagar: Quem são os meus companheiros de estrada? Tolos ou sábios? Como eles têm me influenciado? Para o bem ou para mal? E minhas escolhas tem me levado a paz ou a guerra?

Fandermiler Freitas

terça-feira, 19 de agosto de 2014

VITÓRIA

Em todas as coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

 Romanos 8:37



A vitória só é conquistada depois que muitas lutas são travadas. No entanto, não se pode esquecer que uma de suas grandes armas é a fé. “O maior sinal da derrota é quando não se crê na vitória” (Montecuccoll). É bem verdade que diante de determinadas batalhas, daríamos tudo de nós para não enfrentá-las. Ex.: certas enfermidades, desemprego, injustiças no trabalho secular, perseguições das mais diversas, incompreensões no lar, etc, etc.

Quando somos atingidos pelo decreto antecipado da derrota, a sensação de que não há nada mais a fazer é terrível. No entanto, “enquanto há vida há esperança” é um provérbio popular de grande valia. Pois ao se perder a esperança e se destrói qualquer possibilidade de vitória.

Davi ao enfrentar o gigante Golias deve ter avaliado suas possibilidades e percebeu que a luta seria tremendamente desigual. Contudo sua esperança em Deus o fez deslumbrar sua vitória. Aleluia! Nós jovens somos vencedores não porque estamos cheios de vida ou repleto de forças, mas por um decreto divino. A guerra contra o nosso maior inimigo já está ganha, pois Cristo Jesus já o venceu por nós. O que temos à nossa frente são os obstáculos, que poderão se agigantar se tirarmos nossos olhos do nosso general de guerra – JESUS. Quando andamos com Deus somos capazes de enfrentar gigantes, apostando sempre na vitória, não por nossas forças, mas pela SUA FORÇA em nós. Que Deus nos conduza sempre à Vitória.

QUEM ERRA?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O SOL VOLTARÁ A BRILHAR

Não temas, crê somente 

Marcos 5:36

Há muitos anos atrás, um jovem vendedor de jornais, magro e com as roupas encharcadas pela chuva, continuava trabalhando mesmo sentindo calafrios naquele dia de inverno. Primeiro ele descalçava um dos pés e o comprimia junto à outra perna tentando conseguir um pouco de calor. Depois fazia o mesmo com o outro pé. A todo momento ele gritava de forma estridente: "Jornal matutino! Jornal matutino!" Um homem que passava perto dele e estava bem protegido por seu casaco e guarda-chuva, parou para comprar o jornal e notando o desconforto do menino, disse: "Este tempo é muito ruim para você, não é?" Olhando para cima, o menino fitou o homem e, com um sorriso, respondeu: "Eu não me importo muito, senhor.

O sol brilhará novamente".

Que belo quadro da vida cristã! Os ventos gelados das adversidades e os céus cinzentos de um ambiente pecador podem facilmente nos desencorajar. Mas podemos contar sempre com dias melhores porque sabemos que Deus está trabalhando em nossas vidas.

Talvez estejamos enfrentando o mau tempo das crises e decepções. As vestes de nossa fé estão frias e não sentimos nenhuma motivação para persistir na busca de nossos sonhos.

Todas as circunstâncias sussurram em nossos ouvidos espirituais: "Não há solução... desista".

Mas nós somos filhos de Deus e não podemos ser dirigidos pela situação momentânea. Aprendemos, desde que Jesus veio morar em nosso coração, que há um Deus que nos ama e que nos ajuda mesmo quando a desesperança se apresenta atrevida em nosso caminho. Ela será sempre derrotada porque maior é Aquele que está em nós. Mais cedo ou mais tarde a vitória virá.

Se os ventos contra nós são fortes, logo haverá bonança. Se a tristeza nos invade a alma, logo nosso coração estará regozijando de alegria. Se as chuvas das decepções estiverem molhando as nossas aspirações, logo voltará a brilhar o sol das incontáveis bênçãos do Senhor.

Paulo Roberto Barbosa

LÁGRIMAS QUENTES

domingo, 17 de agosto de 2014

IMAGEM DISTORCIDA

"Ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos" 

Isaías 64:8

Um homem, desejando homenagear seu pai, contratou um escultor para que fizesse seu busto. Forneceu ao artista várias fotografias para que pudesse recolher características da imagem de seu pai e, com muita ansiedade, ficou ao lado assistindo o trabalho desde que este começou a moldar o barro. O escultor, contudo, não conseguia trabalhar direito, pois, a todo momento o homem queria "ajudar", removendo um pedaço de barro aqui e adicionando outro pedaço lá. Após um dia inteiro de trabalho, o resultado não passou de uma imagem distorcida.

De igual modo, ao pedirmos ao nosso Pai celeste que nos molde segundo a sua semelhança, não devemos tentar ajudá-lo. Como um barro nas mãos do escultor, devemos nos render inteiramente e permitir que Ele nos faça segundo à Sua vontade. Qualquer que seja a nossa intervenção, por menor que seja, resultará em uma imagem distorcida do Senhor. 

Deus tem Sua maneira de trabalhar em nossas vidas. Tem também o tempo certo para que cada transformação necessária seja feita. Mesmo que achemos que está doendo, ou que está demorando, ou que não está saindo como planejamos, o melhor que temos a fazer é confiar plenamente na ação do Senhor. Ao final, com alegria e regozijo no coração, constataremos o quão maravilhosa se tornou a nossa vida nas mãos perfeitas do Grande Oleiro!

Se Deus já começou a trabalhar em você, descanse e tenha paciência. Seu trabalho sempre será perfeito!

Paulo Roberto Barbosa

PROCURA O ESSENCIAL


sábado, 16 de agosto de 2014

CHARLES DARWIN E O OLHO

... Foi o Senhor quem fez os nossos olhos, será que Ele não pode ver? O Senhor repreende as nações, será que Ele não vai castigá-las? O Senhor ensina todos os seres humanos, será que Ele não tem sabedoria? O Senhor conhece os pensamentos das pessoas e sabe que eles não valem nada. 

Salmo 94:9-11.

Provavelmente não há nada na Terra que desafie tanto a lógica evolucionista quanto o olho. Isso mesmo, o olho que você está usando neste momento para ler estas palavras é um dos mais eficientes sermões a favor da criação por Deus como é contada no livro do Gênesis.

Mesmo Charles Darwin, o pioneiro mais famoso da teoria da evolução, teve um problema imenso tentando explicar como o olho poderia ter evoluído. Numa carta datada de 3 de abril de 1860, Darwin escreveu: "Para supor que o olho - com todos os seus dispositivos inigualáveis de ajustamento para focalizar a diferentes distâncias, admitir quantidades diferentes de luz, e corrigir aberrações esféricas e cromáticas - tenha surgido pela seleção natural, parece ser, confesso sinceramente, um absurdo do mais alto grau." 

Um dos maiores problemas que os evolucionistas têm com o olho é que em todos os estágios do desenvolvimento no que chamam de árvore evolucionista, existem criaturas com olhos perfeitamente desenvolvidos. Não há olhos desenvolvidos parcial e intermediariamente, para explicar como evoluíram. Os olhos estão aí, em centenas de milhares de criaturas diferentes, e todos os olhos são perfeitos. Algumas criaturas, como as que vivem nas profundezas do mar ou em cavernas, aparentam ter perdido o uso da visão, mas em nenhum lugar encontramos seres com olhos completamente desenvolvidos ao lado de outros da mesma espécie que não possuam nem mesmo sua forma. Somente no olho humano há mais de um milhão de células sensíveis à luz formando a retina, que é a porção do seu olho que recebe a luz através das pupilas e a transforma em impulsos nervosos que alcançam o cérebro onde novamente se transformam em figuras coloridas e tridimensionais, que podem até ser memorizadas para o futuro.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O SHEIK, O CAVALO E A CARIDADE

Houve uma vez, há muito tempo atrás, um sheik chamado Samir, que possuía o mais famoso cavalo de sua região, que certo árabe de outra tribo, chamado Daher, cobiçava muito. Daher ofereceu, em troca do belo cavalo, todos os seus camelos, porém Samir não aceitou a proposta.

Um dia, o árabe Daher, disfarçando-se, cobriu o rosto de cinzas e vestiu-se de farrapos e colocou-se à beira do caminho por onde havia de passar o sheik montado em seu magnífico animal.

Ao ver que Samir se aproximava, implorou Daher, com voz disfarçada – triste e sucumbida:

-”Ajuda a este infeliz peregrino! Há três dias que estou doente e sem forças para sair daqui, em busca de alimento! Socorrei-me, óh generoso sheik, e Deus que está nos céus lhe beneficiará por sua esmola!”

Samir ofereceu-se bondosamente para levá-lo na garupa de seu cavalo. O invejoso, porém, disse assim:

-”Não posso levantar-me, senhor! Não tenho mais forças!”

Comovido diante de tão deplorável miséria, desceu Samir do cavalo e, com grande dificuldade, colocou o falso mendigo sobre a sela de seu animal.

Tão logo se viu sobre o cavalo, o impostor o esporeou e afastou-se, dizendo:

- “Sou Daher! Tenho agora este cavalo em meu poder! Vou levá-lo para minha tenda, quer queiras, quer não!”

Samir, então, pediu-lhe que parasse por um momento, pois queria solicitar-lhe apenas um favor.

O ladrão, certo de que não poderia ser perseguido nem agarrado, se deteve para ouvir o que o outro tinha a dizer.

-”Você se apoderou do meu cavalo e desejo que o mesmo te sirva bem. Entretanto eu te peço que não contes a ninguém a forma pouco digna pela qual o obtiveste.”

-”E por que não?” – disse Daher.

-” A razão é simples” – explicou o sheik. “Pode acontecer que outro homem, encontrando-se doente de verdade, se veja forçado, algum dia, a pedir auxílio e o viajante venha a desconfiar do infeliz e lhe negue assistência e esmola. Serás a causa de que muitos se abstenham de praticar a caridade pelo medo de uma traição.”

Tocado no coração, envergonhou-se Daher ao ouvir essas palavras e, inspirado pelo arrependimento, desceu do cavalo e devolveu-o ao seu legítimo dono.  Samir, que era um homem bondoso e sábio, convidou-o a ir até a sua tenda, onde o hospedou por vários dias e do  ocorrido nasceu uma amizade que lhes durou por toda a vida.

(Conto extraído do livro “Lendas do Céu e da Terra”, do escritor brasileiro Malba Tahan)

ENSINAR A NÃO OFENDER


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

VIAJANDO DE TREM

Convidei certa vez uma garota de dez anos para fazer um passeio. Viajar de trem de Assis até Ourinhos. O trem saía ás seis horas da manhã, assim, teríamos que levantar bem cedo. O curioso é que a garota não conseguia dormir de tanta ansiedade e expectativa. O dia amanheceu,tomamos um leite quente com aveia e fomos. Por nunca ter viajado de trem,a garota não parava, olhava pelas janelas, corria pelo corredor. 

Era muito entusiasmo e alegria sem cessar, que todos os presentes podiam perceber. Havia a curiosidade de saber quem conduzia, como que não saía a roda dos trilhos, e se saísse, o que aconteceria, e tantas outras perguntas. Cada estação,ela ficava surpresa vendo o embarcar e desembarcar das pessoas. Como, o percurso era curto, durou pouco. Apenas duas horas, na verdade ela queria seguir adiante até o ponto final, a cidade de São Paulo. 

Mesmo assim, foi suficiente para deixar a recordação inesquecível de um passeio. Hoje, quando nos encontramos e lembramos deste passeio é só risos e abraços. É assim que, podemos comparar a nossa vida. Estamos numa viagem, muitas vezes felizes, entusiasmados, outras, sentimos tristes, cansados, mas o trem segue, estaciona uns minutos nas estações, entra algumas pessoas, saem outras e assim continua até chegarmos ao destino final.  

São os nossos familiares, nossos amigos, conhecidos, que passam pela nossa vida. Podemos ver as paisagens lindas, também quadros tristes. Tudo faz parte da criação. 

Deus é o nosso condutor. Ele nos dirige. Ele nos sustenta. Vamos prosseguir, vamos em frente, na certeza que em todos os momentos, em cada estação. Deus está conosco. Que a sua viagem seja inesquecível, de amor, de entusiasmo, de alegria, de fé, esperança, força, graça e vitórias. 

Você está nos trilhos certos! Trilhos da salvação, rumo a cidade celestial. O maquinista é Deus. O trem não vai descarrilhar. Não tenha medo. Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores. Gênesis 28:15. 

O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes. Deuteronômio 31:8. Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. 2 Coríntios 2:14

Valéria Belotti

RI


terça-feira, 12 de agosto de 2014

OCULTOS, MAS VISTO

"mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça" 

Isaías 59:2

O capitão do navio atravessava apressadamente o convés e foi interrompido por uma senhora que ali estava. "O que está acontecendo, capitão? Qual o problema?" "O fato, madame, é que nosso leme está quebrado." "E por que tanta preocupação?" perguntou a senhora, "ele fica o tempo todo debaixo da água e ninguém notará coisa alguma." Os pecados escondidos não são vistos e nem são do conhecimento de outras pessoas, mas afetam grandemente a vida daqueles que os praticam.

É com grande ingenuidade ou ilusão que achamos que aquelas nossas faltas, cometidas sem que ninguém as tenha visto ou percebido, em nada influenciarão em nosso dia-a-dia. Podemos esconder os pecados dos amigos mais próximos, dos nossos parentes e daqueles que conosco convivem o tempo todo, mas jamais conseguiremos esconder nossos atos do Pai celeste que tudo sabe e que tudo vê!

Assim como um pequeno ferimento em local escondido do corpo afeta nossa saúde e nosso bem-estar, os pecados que cometemos e que ferem a santidade de Deus tirarão nosso bem-estar espiritual e impedirão que as nossas bênçãos sejam plenas e a nossa vida abundante.

Da mesma forma que o leme do navio, mesmo oculto, precisava ser consertado para que o navio voltasse a seguir em seu caminho, é preciso que confessemos nossos pecados ao Senhor, mesmo os mais escondidos, para que através de seu perdão tenhamos nossas vidas espirituais "consertadas" e possamos prosseguir firme em nossa jornada de alegria e vitórias.

Deus quer consertar as "avarias" de sua vida para que ela volte a brilhar com intensidade!

Paulo Roberto Barbosa

NEGLIGÊNCIA DO CULTIVADOR


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PODE CONFIAR

“...mas sob a tua palavra lançarei as redes.”

Lucas 5:5b


É bastante frustrante trabalhar o dia todo e não ter nenhum resultado. Pedro e seus colegas experimentaram isto, pois haviam passado a noite pescando, mas não pegaram nada. Só restava-lhes lavar as redes e emprestar o barco para Jesus proferir seus ensinos. E a grande lição do dia estava por vir na prática.


Acabando seu discurso, Jesus disse para Pedro lançar as redes ao mar novamente. Que ordem estranha! O que um filho de carpinteiro sabe sobre peixes? Os pescadores somos nós. Não, não foi assim que Pedro reagiu. Ele até replica a noite de labor, mas responde de forma fantástica- mas sob a tua palavra lançarei as redes. Esta é uma declaração que demonstra confiança na palavra de Jesus. O texto bíblico diz que eles apanharam grande quantidade de peixes de modo que as redes se rompiam. Precisaram da ajuda de outro barco para não perderem os peixes.


Nós também precisamos desta confiança na palavra de Jesus. É o que faz toda a diferença. Se Pedro não tivesse crido na ordem de Jesus, teria perdido aquela pesca maravilhosa. Quantas coisas não perdemos por não confiar e obedecer na Palavra de Deus?

Precisamos confiar na palavra de Cristo para bendizer a quem nos maldiz e orar pelos que nos caluniam. Precisamos desta confiança para perdoar o irmão arrependido, para continuar orando mesmo que a resposta seja demorada ou até negada. Carecemos desta confiança para semear o evangelho mesmo sabendo que muitos o rejeitarão.


Se você tem pensado em guardar as redes, lembre-se das palavras de Jesus. Ele sabe muito bem o que diz. As suas palavras são verdade e vida. Pode confiar.

Pr. José Roberto

CRITICAR OS AMIGOS


domingo, 10 de agosto de 2014

UM PAI PERFEITO

Meditação: O homem justo leva uma vida íntegra; como são felizes os seus filhos! (Provérbios 20:7)

Pensamento: Uma vida vivida para Cristo é a melhor herança que podemos deixar para nossos filhos


Certa vez meu pai admitiu e me disse: "Quando você estava crescendo, muitas vezes eu estava ausente". Eu não me lembro disso. Além do seu trabalho de tempo integral, muitas noites ele estava ausente para ensaiar o coral na igreja, o ocasionalmente viajava por uma semana ou duas com o quarteto masculino. Mas em todos os momentos significativos (e alguns de menor importância), ele estava lá. Por exemplo, quando eu tinha oito anos, eu participei de uma apresentação simples na escola. Todas as mães vieram assistir, e somente um pai – o meu. Através de diferentes maneiras ele sempre deixava saber, a mim e às minhas irmãs que nós éramos importantes para ele e que ele nos amava. E, ao vê-lo cuidar com carinho da minha mãe, nos seus últimos anos de vida, ensinou-me o que é o amor abnegado e altruísta. Meu pai não é perfeito, mas sempre foi um pai que me deu uma pequena idéia do que é o nosso Pai celestial. E, de forma ideal, isso é o que deve fazer um pai cristão. Às vezes os pais terrenos decepcionam e ferem seus filhos. Mas nosso Pai celestial é "compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor" (Salmo 103:8). Quando um pai que ama o Senhor corrige, conforta, instrui e provê as necessidades de seus filhos, ele lhes serve de modelo do nosso Pai perfeito celestial.



Fonte: Cindy Hess Kasper - Nosso Andar Diário

DE TODO O CORAÇÃO


sábado, 9 de agosto de 2014

AMOR DE PAI

VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.

1 João 3:1

Um jovem empregado numa igreja de Londres perdeu sua esposa. Tinha um filhinho. Os anciãos da igreja tinham a esperança de que algum dos parentes viria e tomaria cuidado da criança, mas nenhum apareceu. Dois ou três anos passaram-se. Um domingo, quando a igreja estava cheia, o ministro subiu ao púlpito, guiando uma criança pela mão, sentando-a adiante consigo. Começou o sermão.

Em seu sermão o ministro falou da mãe de Cristo, e a agonia de sua alma ao ver Jesus morto na cruz. Disse: "Pensai na vida de uma criança sem os ternos cuidados de uma mãe! Quem jamais pode envolver um filhinho? Quem pode cuidar, acariciar, quem pode amar como uma mãe?"

Tão grande era o seu sentimento, que a voz forte e dominante parou, como que esperando uma resposta. Em meio do silêncio de toda a congregação uma voz suave, como de uma criança, fez-se ouvir, tão clara e docemente: "Um papai também faria tudo da mesma maneira, querido papai!"

Assim, nosso Pai, com um coração mais amante que o de mãe, com uma simpatia mais pronunciada que a de um irmão, com um amor que excede a todo o amor humano em conjunto, procura fazer o maior bem à família humana. Não podemos nós, então, dizer com Jesus: "Nosso Pai?"

The Lovers Love

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

AMOR DE PAI

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.

Salmos 127:3

Os filhos são os tesouros mais preciosos dos pais. Os anelos do coração de um pai também são bem ilustrados por Charles F. Brown, numa história que lhe foi narrada por seu colega, que mora em Nova York.

Conhecia um homem que em sua meninice ficou cansado de estar em casa, e portanto fugiu. Tornou-se um marinheiro, e por dez anos trabalhou nos navios, ficando grosseiro, duro e bruto. Nunca, durante todo este tempo, escreveu uma carta ao lar. Pensou que em sua casa já o teriam por morto. Finalmente seu desejo de voltar ao lar tornou-se tão grande que decidiu voltar.

Entrou no porto, tomou um pequeno barco e remou em direção ao lar. Sobreveio-lhe a idéia de que talvez todos estariam mortos. Tinha vergonha de ser visto durante o dia, portanto, esperou até à noite. Então remou em direção da casa, mas viu uma luz, e alguém que se movia na praia. Não desejava encontrar estranhos, e por isso se retirou outra vez. Voltou às dez, mas a luz continuava no mesmo lugar. Retirou-se outra vez e esperou até às onze, mas a luz estava ali ainda, e alguém estava andando pela praia. Aproximou-se do lugar e eis que seu pai, de barba branca, olhos melancólicos, coração quebrantado, estava ali. Noite após noite, durante dez anos, havia colocado uma lanterna para guiar e receber o seu filho, que voltaria ao lar paterno.

Deus é assim. É um pai, e nenhum filho, jamais, será esquecido por Sua mente infinita e dos propósitos inumeráveis de seu coração amante.

NOÇÃO DA BONDADE


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CANTAR E MURMURAR

"Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós" 

João 6:43

Um aleijado foi conduzido até um ônibus lotado em seu horário de maior movimento quando circulava pela cidade em um dia quente de verão. Um dos passageiros, que viajava sentado, levantou-se e cedeu seu lugar para ele. Um outro passageiro, observando o gesto do homem que deu a cadeira para o aleijado, começou a murmurar: "Eu continuo aqui, cansado, em pé por quase uma hora!" Ouvindo a reclamação daquele passageiro, o homem que caminhava com muletas, respondeu: "Você deveria estar muito feliz por poder se manter em pé."

Muitas vezes sentimo-nos tentados a reclamar, mas é nessa hora que devemos pensar em tudo de bom que tem acontecido conosco e que, certamente, é bem mais do que as coisas ruins. Devemos olhar para o alto e não para baixo, regozijando-nos e não dando espaço para a tristeza. Existe esperança em Cristo em toda a estrada da vida. Não devemos desistir jamais e nem dar vazão aos maus sentimentos.

Jesus pode transformar a água em vinho mas não pode transformar nossas lamúrias em coisa alguma.

Se aceitarmos a orientação do Senhor que nos diz para estarmos contentes com o que temos, pois, promete não nos deixar ou desamparar, certamente seremos muito mais felizes e a murmuração será abolida de nosso cotidiano.

Pratiquemos o hino que diz: "Em vez de murmurares, canta um hino de louvor a Deus."

Paulo Roberto Barbosa