segunda-feira, 11 de maio de 2026

DE OLHO NO FUTURO

E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem homem não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro e subiu. Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Peço-te, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.

Gênesis 24. 16-17

Quando eu era criança, havia muitos poços perto de minha casa, chamados cacimbas. As pessoas desciam baldes e puxavam a água para a superfície. Pela manhã e à tarde, carregavam o precioso líquido para dentro de casa.

Também era assim no tempo de Abraão. Mulheres enchiam seus cântaros e voltavam do poço trazendo água para suas famílias.

Diz a Bíblia que, numa tarde, Rebeca foi ao poço levando seu cântaro, quando encontrou um homem cansado pedindo água. Ela lhe deu de beber.

Sem perceber, carregava nas mãos muito mais do que água: carregava o próprio destino.

Aquele homem foi à casa de seu pai e a pediu em casamento para Isaque, filho de Abraão.

Rebeca teve diante de si o poder da escolha: permanecer onde sempre esteve ou partir em direção a um mundo novo.

É curioso como pequenas atitudes mudam completamente a vida. Uma conversa, um livro, um amor, uma decisão impensada — e a velha vida já não existe mais.

Por isso, é preciso cuidado com aquilo que cultivamos. Muitas vezes, a colheita nasce justamente das pequenas escolhas que pareciam insignificantes.

São nossas atitudes que constroem o lar, a terra e o mundo ao nosso redor.

Fandermiler Freitas

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