quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MUITOS SÃO CHAMADOS E POUCOS ESCOLHIDOS

Jesus disse: “Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos” 

Mateus 22.14

Estas palavras foram proferidas pelo Senhor ao concluir a Parábola das Bodas, na qual destacou a necessidade de se possuir a veste nupcial fornecida pelo Noivo para se poder participar da comunhão com Ele.

Esta veste nupcial nada mais é do que a própria vestimenta da sua justiça que é oferecida gratuitamente por Deus a todos os que creem em Cristo.

Disto aprendemos que os muitos que são chamados se refere à totalidade da humanidade que é convocada pela proclamação geral do evangelho.
Todos são chamados para participarem da íntima comunhão com Jesus pela simples fé nele, demonstrada na aquisição da sua veste de justiça por meio do arrependimento e da conversão. 

Aqueles que partem deste mundo sem a referida vestimenta, ou que forem achados desnudos (por ocasião da Sua segunda vinda) da Sua justiça, pela qual seriam justificados dos seus pecados, serão lançados nas trevas exteriores nas quais há choro e ranger de dentes, como afirmado na Parábola das Bodas. 

Assim, como se tem verificado ao longo da história da Igreja, os que atendem ao convite da salvação são poucos, em relação aos muitos que são também convidados e que rejeitam não somente o convite como principalmente ao Pai do Noivo que os convidou.

Os que se arrependem e atendem à convocação são os escolhidos por Deus para fazerem parte do Seu povo, e evidentemente, os demais são rejeitados pela própria determinação deles de andarem afastados de Deus e dos Seus mandamentos.

Silvio Dutra

RIQUEZA

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CONTINUE A EMPURRAR

Nunca desista do propósito que o Senhor tem para sua vida 



Uma noite, um homem estava dormindo em sua cabana quando, de repente, seu quarto ficou cheio de luz e Deus lhe apareceu. O Senhor disse ao homem o trabalho que ele deveria fazer para Ele e mostrou-lhe uma grande rocha na frente de sua cabana. O Senhor explicou que o homem deveria empurrar a rocha com toda a sua força. O homem então o fez, dia após dia. 

Por muitos anos ele pelejou de sol a sol; com seus ombros escorados na fria e maciça superfície da rocha imóvel, empurrando-a com toda a sua força. A cada noite o homem retornava à sua cabana aborrecido e sem roupa, sentindo que havia gasto todo o seu dia em vão. 

Desde que o homem mostrou-se desencorajado, o Adversário (Satanás) decidiu entrar em cena colocando pensamentos em sua mente desgastada. "Você tem empurrado essa rocha por tanto tempo, e ela ainda nem sequer se moveu." 

Isso dava ao homem a impressão de que sua tarefa era impossível e que ele era um fracasso. Esses pensamentos desencorajavam e desanimavam o homem. 

"Por que eu vou me matar tentando fazer isso?", ele pensou. "Eu farei apenas o possível, colocando o mínimo esforço e isso será suficiente". E era o que ele planejava fazer, até que um dia ele decidiu fazer disso um alvo de oração e levar os seus pensamentos atribulados ao Senhor. 

"Senhor", ele disse, "eu tenho trabalhado duro e por muito tempo em Teu serviço, colocando toda a minha força pra fazer aquilo que o Senhor me mandou. Entretanto, após todo esse tempo eu não consegui mover essa rocha por nem um milímetro. O que está errado? Porque eu tenho falhado?" 

O Senhor respondeu com compaixão: 
"Meu filho, quando eu lhe disse para me servir e você o aceitou, eu disse que sua tarefa seria empurrar a rocha com toda a sua força, e é o que você tem feito. Eu nunca sequer mencionei que eu esperava que você a movesse. Sua tarefa era empurrá-la. 

E agora você vem a mim após todo o seu esforço, pensando que você falhou. 
Mas, será isso realmente verdade? Olhe para si mesmo. Seus braços estão fortes e musculosos, suas costas estão enrijecidas e bronzeadas, suas mãos estão calejadas pela pressão constante, suas pernas se tornaram musculosas e firmes. Pela oposição você cresceu muito e agora suas habilidades superam o que você era antes. 

Ainda assim, você não moveu a rocha, mas seu chamado foi para ser obediente e empurrar, exercitando sua fé e confiança na minha sabedoria. E isso foi o que você fez. Agora, meu filho, Eu mesmo moverei a rocha." 

Às vezes, quando ouvimos uma palavra de Deus, nós tentemos a usar nosso próprio intelecto pra decifrar o que Ele quer, quando na verdade o que Ele deseja é apenas nossa obediência e fé Nele. Em todos os sentidos, exercite a fé que remove montanhas, mas saiba que continua sendo Deus quem as move. 

Quando tudo parecer estar errado, apenas empurre! 

Quando o trabalho te deixar pra baixo, continue empurrando! 

Quando as pessoas não agirem da maneira que deveriam, continue empurrando! 

Quando o seu dinheiro parecer ir embora e as contas ficarem, continue empurrando! 

Quando as pessoas não compreenderem você...apenas - empurre! 

E lembre-se: "ORE ATÉ ALGUMA COISA ACONTECER" 

Deus Te Abençoe! 

Autor desconhecido / Internet 

HUMANOS


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

OS DOIS MONGES

Há uma história sobre dois monges no Japão que estavam andando, um dia, debaixo de uma chuva forte num caminho coberto de lama e encontraram uma moça bonita num vestido de seda, sem meios para atravessar um riacho.

- "Venha comigo" disse Tansan. Ele a levantou nos braços e atravessou o riacho, deixando ela do outro lado.

Ekido, o outro monge, não disse nada até chegar a noite e eles estarem no templo. Aí, ele não conseguiu se controlar mais.

- "Nós monges não nos aproximamos a mulheres." ele disse a Tansan. "Especialmente quando elas são jovens e bonitas. É perigoso! Por que você fez isso?"

- "Eu fiz para ajudar," explicou Tansan. "E, eu deixei ela lá, à beira do riacho. Você ainda está a carregando?"

Quantos pecados de outros nós ainda carregamos

TODAS AS RESPOSTAS

domingo, 18 de setembro de 2016

O CACHORRO E O COELHO

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um Coelhinho para os filhos. Já os filhos do outro pediram um bichinho maior, um Cachorrinho Pastor Alemão. Papo entre eles (os vizinhos):

- Mas o seu cachorro vai comer o meu coelho!

- De jeito nenhum. Imagina... O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade... Pode acreditar em mim, pois eu entendo de bicho!

E parece que o dono do chachorro tinha mesmo razão. Juntos cresceram e amigos se tornaram... Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e o cachorro, vive-versa.

Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou só.

Domingo, à tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo, trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, completamente morto.

Quase mataram também o cahorro de tanto agredí-lo. Dizia o homem:

- O vizinho estava certo, e agora? Só podia mesmo dar nisso!

O problema maior é que os vizinhos iam chegar em algumas horas, o que fazer? Todos se entreolharam...

O cachorro, coitado, chorando lá fora, e lambendo os seus ferimentos.

- Já pensaram como vão ficar aquelas crianças?
De repente, não se sabe exatamente quem teve a boa idéia, mas parecia infalível: "Vamos banhar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador de cabelos e o colocamos na sua casinha."

E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. "Ficou lindo! Parece até estar vivo" (disse uma das crianças).

Logo depois, ouvem o barulho dos vizinhos chegando... Instantes depois, notam os gritos da gurizada:

- Vixe! Descobriram!

Não passaram nem cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado (com cara de quem tinha visto um fantasma).

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho, o coelho...

- O que tem o coelho?

- Morreu!

- Como assim, morreu? Eu o vi vivinho da silva ainda hoje...

- Pois é, e ele morreu desde sexta-feira!
- Na sexta?

- Sim, e foi antes de viajarmos, as crianças até o enterraram no quintal e agora REAPARECEU!

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa... Mas o grande personagem dela é o Cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele... provavelmente como o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos (imaginando que pudessem fazê-lo ressuscitar). Mas o ser humano continua o mesmo, sempre julgando os outros... Julgando mesmo sem antes verificar o que de fato aconteceu.

Quanta vezes tiramos conclusões precipitadas e erradas de situações? Nos achamos sempre os donos da verdade... e às vezes fazemos os outros sofrerem por nosso injusto e desastroso julgamento. Pense nisso!

A vida tem quato sentidos: " Amar , Sofrer, Lutar e Vencer", então, AME muito e SOFRERÁS pouco, LUTE bastante e VENCERÁS sempre... mas jamais julge diante da primeira visão que tiver ou do primeiro comentário que ouvir...

Silvana Lacerda

A VITÓRIA


sábado, 17 de setembro de 2016

ASSALTADO TRÊS VEZES

Três amigos viajavam por uma estrada deserta quando se viram diante de uma encruzilhada. Sem nenhuma placa que lhes indicasse categoricamente qual das duas estrada deveriam seguir nem ninguém por perto para lhes dizer a direção a tomar, iniciaram uma calorosa discussão.

Um deles insistia que deviam pegar a estrada à esquerda. Os outros dois preferiam o outro caminho. Tentaram convencê-lo a irem os três juntos, primeiro à direita, depois à esquerda, caso estivessem errados, com os devidos pedidos de desculpas, é claro. Mas, não deu certo.

Buscaram, então, ganhá-lo pelo coração, lembrando-o que juntos iniciaram aquela jornada, que estavam perto do destino, e que nunca é uma boa ideia separar companheiros de viagem, pois dificilmente acabam se encontrando novamente.

No entanto, o teimoso mostrava-se irredutível, exigindo que o seguissem, senão, iria ficar ali mesmo, descansando, enquanto eles "quebravam a cara", andando feito bobos. E os avisou que, quando eles voltassem, iria zombar bastante deles.

Após um longo período de discussão, acabaram se separando. Nos primeiros instantes, após a separação, o teimoso sentia-se muito bem, firmado em suas convicções, mas, tão logo seus companheiros desapareceram lá longe na estrada, ele foi assaltado três vezes.

Primeiro, ele foi assaltado pela solidão. Uma solidão miserável e tão sem graça, aparecida assim, do nada, sem ser convidada.

Depois, foi assaltado pelo arrependimento, pois sabia que não deveria ter-se separado de seus amigos. Fosse o que fosse, era melhor terem ficado juntos (apesar de ele ainda não querer admitir isso).

Por fim, ele foi literalmente assaltado por dois sujeitos mal-encarados que passaram por ali e o obrigaram a lhes "dar" seus sapatos.

VITÓRIAS

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A DESCOBERTA DE UM ADOLESCENTE

"Toda Escritura é inspirada por Deus." 

II Timóteo 3: 16

John Trevor foi para o trabalho como de costume, na manhã de 15 de março de 1948. Em sua mesa na Escola Americana de Pesquisas Orientais em Jerusalém ele olhou para a correspondência da manhã e notou uma carta que estava esperando. Trazia como remetente William F. Albright, o bem conhecido arqueólogo. Abrindo cuidadosamente a carta o Sr. Trevor leu e releu o seu conteúdo.

"Boa!" o Sr. Trevor exclamou com exaltação. "Ele concorda comigo. Os velhos manuscritos são antigos!" "É a maior descoberta de manuscritos nos tempos modernos", a carta dizia.

Que estava o Dr. Albright querendo dizer? Que havia de tão importante em velhos rolos de pergaminhos empoeirados? Quem os descobriu? Como? Onde?

Um dia, "Maomé, o Lobo", um jovem pastor de 15 anos, procurava uma cabra que se havia extraviado e se perdido nas alturas dos rochedos próximo à extremidade nordeste do Mar Morto. Vendo um buraco em forma circular no rochedo e que poderia conduzir a uma caverna, ele atirou uma pedra no seu interior. Houve o som de cerâmica quebrada. Esgueirando-se através da abertura ele encontrou vários rolos de pergaminho envolvidos em linho empoeirado.
Levando seu tesouro a Belém, ele o vendeu a alguns mercadores.

Cinco desses rolos foram mais tarde recebidos pela Escola Americana de Pesquisas Orientais onde John trabalhava. Um desses rolos continha o livro completo de Isaías copiado pelos eruditos judeus por volta do tempo de Cristo.

Antes da descoberta dos rolos do Mar Morto, o exemplar mais antigo da Bíblia datava de cerca do ano 1.000 depois de Cristo. Muitas pessoas indagavam: "Como podemos saber que a Bíblia que temos atualmente é a mesma dos tempos passados? Talvez tenham sido cometidos tantos enganos que já não podemos crer no que ela diz." Os manuscritos do Mar Morto provam que a Bíblia é a mesma de 2.000 anos atrás. Podemos ver como Deus tem protegido Sua Palavra através dos séculos. Sem dúvida podemos aceitar a Bíblia como acurada e fiel. Não admira que o Dr. Albright tenha chamado à descoberta do menino-pastor "a maior descoberta de manuscritos nos tempos modernos". Agora, como nunca dantes, podemos crer que a Bíblia é realmente o que diz ser: a inspirada Palavra de Deus.

Archeology and the Old Testament. 1958. pág. 44.
Planet in Rebellion, 1960, págs. 78-98.
The World Book Encyclopedia, voI. 5, pág. 49.

NECESSIDADE


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo." 

Efésios 6:11

Por volta de uma hora da tarde do dia 8 de março e 1862, oficiais a bordo de dois barcos da União notaram uma estranha embarcação descendo o rio Elizabeth em sua direção.

Tratava-se do Merrimac, um encouraçado dos Confederados. Os engenheiros do Sul haviam conseguido fabricar uma embarcação de metal utilizando como molde um velho barco de madeira, resultando daí uma espécie de encouraçado.
Embora o Congresso e o Cumberland tivessem 80 canhões no total para os 10 do Merrimac, não tinham condições de enfrentar um encouraçado. Assim, um deles afundou e o outro se rendeu.

Na manhã seguinte, dia 9 de março, cerca de nove horas da manhã, o Merrimac partiu na direção do Minnesota, esperando repetir a proeza do dia anterior. O piloto viu-se surpreendido ao dar com outro encouraçado vindo em sua direção. Era o navio do Norte, o Monitor.

Os dois encouraçados pareciam em igualdade de condições. Logo depois do meio-dia um tiro passou justo por um buraco da cabine do piloto do Monitor, cegando o oficial-comandante. O Monitor teve de se retirar e a batalha terminou. Esta batalha' do dia 9 de março de 1862 marcou o início de um novo tipo de guerra naval.

Hoje nenhuma armada moderna pensaria em enviar navios de madeira para uma batalha. Às vezes os cristãos não são igualmente sábios. Eles saem desprotegidos para a lufa contra o inimigo.

Leia Efésios 6:10-17. Note quantas partes da armadura cristã são aí mencionadas. Sua melhor arma de defesa são os versos da Escritura.

Davi sabia onde estava sua armadura. Ele disse: "Escondi as Tuas palavras no meu coração, para eu não pecar contra Ti." Jesus Se protegeu com a armadura da Palavra. Quando Satanás tentou-O, Ele o enfrentou com o "Está escrito".
Você, também, pode ser bem sucedido em sua batalha contra o inimigo. Vista-se da armadura de Deus cada dia. Gaste tempo em oração e estudo da Bíblia. Ler apressadamente a Inspiração Juvenil com a Devoção Matinal não basta. Pense no significado do que estiver lendo. Decore versos da Bíblia. Em assim fazendo você estará pondo a armadura de ferro que o manterá a salvo das tentações.

Enciclopédia Britânica, sobre o assunto.
The World Book Encyclopedia, vol. 13. págs, 604 e 605.

livre


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

LANCE FORA

E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.Jonas 1.15

Tem dias na vida que tudo vai mal. A gente procura consertar uma coisa aqui, outra começa a dá errada ali. Era assim a situação vivida por aqueles marinheiros. O mar agigantava-se com ondas cada vez maiores, o vento soprava cada vez mais violento e o navio parecia que não resistiria mais. Os homens fizeram de tudo que a experiência mandou: 

1. "Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus," (V.5) - Alguém com certeza era religioso e, buscou na fé uma solução para o problema. Realizaram culto, vigília, novenas;

2. "e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso,"( V.5) - Com certeza, um navio mais leve é mais fácil de manobrar em condições tão adiversas.

A situação, no entanto, não melhorou, pelo contrário, o mar tornara-se ainda mais revolto. Os homens então perceberam que aquilo não era obra da natureza, mas a mão de Deus que pesava sobre alguém

3. "Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por que causa nos sobreveio este mal" (V.7) - Ele começaram a pergunta-se quem, dentre eles, teria trago todo aquele mal. "E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas." 

Algumas vezes na vida é preciso a gente entender que as coisas só começarão a melhorar quando tivermos a coragem de lançar fora tudo aquilo que nos distancia de Deus.

A Bíblia diz que os marinheiro lançaram Jonas ao mar e o mar cessou a sua fúria.

Fandermiler Freitas

ENFRENTAR OS PROBLEMAS

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A MARCENARIA

Contam que em uma Marcenaria houve uma estranha assembleia.

Foi uma reunião, onde as ferramentas juntaram-se para acertar suas diferenças. Um martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e além do mais passava todo tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito...

Nesse momento entrou o marceneiro, juntaram todos e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato.  Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos.Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com sinceridade o ponto forte dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades... Isto é para os sábios!!!

JORGE JÚNIOR

METADE DE MIM


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A BESTA QUE MORA DENTRO


O que você faria se atropelasse com seu automóvel um ciclista? 
Bem, digamos que você decidisse não parar para socorrê-lo. O que você faria se, centenas de metros adiante, notasse que há um braço separado do corpo pendurado em seu para brisa? O estudante de psicologia Alex Siwek decidiu arremessar o membro ao rio, acabando com as chances de reimplante para o ciclista.

O que você faria se encontrasse uma senhora idosa desmaiada na calçada? 
Bem, um homem aqui da região do Capão Redondo, em São Paulo, achou que seria uma boa oportunidade para abusar sexualmente dela.

O que você faria se estivesse sendo julgado por ter cometido uma chacina em uma escola? Qual seria sua atitude? 
Bem, T. J. Lane, agora com 18 anos, apresentou-se ao tribunal com uma camiseta branca sobre a qual escreveu à mão "killer" e passou o julgamento inteiro com um sorriso sardônico. Ao final, pediu a palavra. O que você diria em seu lugar? Qual seria a moral da história, como gostaria de aproveitar esse momento em que os holofotes estão sobre você? Bem, Lane, olhando diretamente para os pais das suas vítimas, disse: "Quero que vocês saibam que a mesma mão que puxou o gatilho que tirou a vida dos filhos de vocês é a que me masturba pensando nisso. F**** you" e então mostrou o dedo médio.

Poderíamos apagar essas três cenas chocantes da cabeça repetindo para nós mesmos que se trata de uma coincidência de fatos protagonizados por pessoas disfuncionais. Pontos fora da curva. Exceções à ampla regra da civilidade, do humanismo reinante e da razoabilidade. Será? Achei curioso ao ligar o rádio do meu carro em um programa desses que mistura esportes com humor e ouvir uma longa discussão entre os participantes não sobre o Corinthians ou a Seleção Brasileira, mas sobre o que está acontecendo com o ser humano. Alguma coisa está muito errada, diziam eles.Não é sintomático que Lane tenha uma legião de fãs na Internet, meninas que o chamam de herói e que adorariam estar na cela com ele?

Com incômoda frequência temos tido lembretes de que por sob o verniz de evolução cultural civilizatória de pessoas até então absolutamente normais existe uma besta, um animal selvagem capaz de se revelar quando menos se espera. 

Temos sido lembrados de que há algo no íntimo que cheira mal, muito mal. Sinto esse cheiro no metrô, em um restaurante chique, na igreja e até mesmo na solidão de meu escritório.

Para a mente pós-moderna, a noção de que precisamos de um Salvador é estranha. Não faz sentido. É talvez por isso mesmo que ela é muito mais urgente hoje do que já foi em qualquer outro tempo. Salva-me, Senhor, do que há dentro de mim!

Levi de Paula Tavares