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domingo, 19 de abril de 2026

O VIVIFICANTE PODER DE DEUS

Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou. Foi-lhe dado para vestir-se linho fino, brilhante e puro". O linho fino são os atos justos dos santos.

Apocalipse 19:7,8

Inúmeras são as demonstrações da salvadora graça de Deus na vida dos que Ele "chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz" I Pedro 2:9. Isto é especialmente notado por meio do contraste que se nos oferece nas rudes terras pagãs. Eis um exemplo da Costa do Ouro, na África Ocidental:

Era sábado em Agona. Umas 500 pessoas se haviam reunido no improvisado "tabernáculo" de teto de palha. Tocando uma campainha e cantando os hinos de Sião enquanto caminhavam, das várias direções do mato, grupos de irmãos tinham feito ouvir sua aproximação. O chefe principal e sua comitiva estavam localizados no centro e todos escutavam atentamente a pregação sobre o amor de Deus. Por ocasião do apelo final, também os pagãos manifestaram, pelo erguer das mãos, seu desejo de encontrar-se entre os remidos perante o trono de Deus.

A seguir, delegados de nossas igrejas se adiantaram, dando seu testemunho de amor e gratidão. Uma irmã nativa foi para a frente erguendo uma grande efígie de madeira de um sacerdote fetichista, vestido com todos os parlamentas de seu cargo. Em alta voz, cheia de emoção, exclamava: "Esses eram os ídolos que adorávamos antes de conhecer o Deus vivo. Agora, não mais colocamos neles nossa confiança, mas no Criador dos Céus e da Terra, que nos remiu desses poderes que nos mantinham em suas garras. Agradecemos à Missão por nos mandar mensageiros da verdade, e sentimo-nos muito alegres por sermos agora filhos de Deus!"

Foi um poderoso testemunho este, que não deixou de impressionar o auditório pagão, pois não poucos de nossos irmãos eram conhecidos por eles como havendo anteriormente pertencido a seu grupo.

 O Missionário

quarta-feira, 31 de julho de 2024

UM REVÓLVER, UMA BÍBLIA E O SERTÃO NORDESTINO

Um dos aspectos mais gratificantes em liderar um centro de treinamento no sertão é a beleza da obra da cruz externada em vidas que conhecemos na caminhada. Um destes personagens verídicos é o irmão Luiz. Ele era violento. Um violento “calmo”, de fala mansa, homem de palavra e que não levava desaforo para casa. Cismado, não gostava de brincadeira. Para ele as coisas se resolviam logo na bala. Este estilo de ser não é incomum no sertão nordestino. Homens que valorizam a honra, e respeitam mais o revólver que a Bíblia. Era assim que pensava e agia o seu Luiz, morador de Ibiara, na Paraíba. Não era difícil ameaçar alguém de morte e ser ameaçado, principalmente em sua mocidade. Com este estilo de vida, ele adquiriu muitos inimigos e, alguns, de morte. 

Em determinado dia foi pego numa emboscada, levou muitos tiros. Não morreu. Segundo ele, porque era escolhido de Jesus. Depois que seu Luiz se recuperou dos ferimentos, passou a refletir mais sobre a vida, e se valia à pena viver. 

Foi quando, num belo dia, um crente se aproximou dele e dos demais cabras valentes que estavam reunidos embaixo de um juazeiro e informou acerca de uma reunião na casa de seu Zé Nicolau, no sítio Olho d’Água. Seu Luiz ficou intrigado com a ousadia e segurança daquele crente. Afinal de contas ele e seus companheiros eram famosos pela ignorância e violência. Sem saber exatamente por que, ele disse que ia. E foi. E gostou do que ouviu, passando a frequentar a igreja dos crentes, contudo, só ia armado. Ele não confiava em ninguém, só em seu revólver. 

Um dia, na igreja dos crentes, ele se sentiu mal por estar de revólver na cintura. Meditou dentro de si e chegou à conclusão que não era certo estar armado dentro da casa de Deus. Foi para casa, chamou um compadre dele e propôs a venda da arma. O amigo sugeriu uma troca por um terreno, um lote de casa. Seu Luiz concordou e fechou negócio. Pouco tempo depois ele se converteu de verdade, aceitando a Jesus como Salvador e Senhor. 

O irmão Luiz hoje é um homem manso, ainda corajoso, mas, só para pregar o Evangelho. Um evangelista de mão cheia por sinal. É aluno do Seminário Sertanejo da Juvep em Itaporanga e termina neste ano o básico em teologia. A filha do irmão Luiz se casou ano passado e ela disse uma frase que ele não esquece: “Pai, que bom que o Senhor  trocou o revólver pelo terreno, eu e meu marido temos um lugar para construir a nossa casa. Muito obrigado, meu pai”. O Evangelho quando chega de verdade transforma vidas.

Pedro Luis Da Silva –  Missão JUVEP

terça-feira, 12 de setembro de 2023

CONVERSÃO OPERA MUNDANÇAS


O Espírito do Senhor se apossará de ti, ... e tu serás mudado em outro homem. ... Sucedeu, pois, que, virando-se ele para despedir-se de Samuel, Deus lhe mudou o coração. 

I Samuel 10:6-9

Com a idade de 29 anos, Charles Grandison Finney era um advogado promissor no Estado de Nova Iorque. Os pastores que haviam tentado despertar-lhe o interesse pelo cristianismo desistiram, concluindo que ele estava além das esperanças - era um "caso perdido", alegavam.

Até 1821, Finney nunca havia possuído uma Bíblia, mas a fim de tornar mais completa a sua coleção de livros, adquiriu uma para a sua biblioteca. Mas fez mais do que isso. Começou a ler o Livro. Ao contrário de Saul, que experimentou uma conversão instantânea, Finney começou gradualmente a transferir seu interesse, dos Comentários de Blackwood para a Bíblia. Finney converteu-se, despediu-se de seus clientes e contou a seus colegas advogados que havia recebido "uma procuração do Senhor Jesus Cristo para pleitear a Sua causa".

Durante os anos que se seguiram, Finney experimentou um sucesso fenomenal como evangelista, tanto na América como na Inglaterra. Em 1834, estabeleceu o Tabernáculo Broadway, na cidade de Nova Iorque, e mais tarde se tornou o segundo diretor do Colégio Oberlin. Sua vida foi de uma dedicação sempre crescente ao Senhor. E tudo isso aconteceu porque um "livro de consulta" lhe foi parar na biblioteca e posteriormente no coração.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O LADRÃO

Aquele que furtava, não furte mais.
Efésios 4.28

Foi em Goiás, numa cidade do interior, próximo a Ceres. Um fazendeiro que não gostava de crente e que nunca permitira que ninguém lhe falasse de Jesus, sem saber, contratou os serviços de um evangélico, que antes de se converter a Cristo era ladrão.

No entanto, num episódio de fraqueza, o ex-ladrão voltou às escondidas à fazenda e roubou uma porca do fazendeiro, mas, não conseguiu dormir aquela noite, pois, o Espírito Santo inquietou sua consciência e, logo de manhã, ele foi se aconselhar com seu pastor, que exigiu, como prova de sua sinceridade, que ele voltasse à fazenda, confessasse seu delito e reparasse o dano, pagando o fazendeiro com dinheiro ou serviço.

Apesar de querer muito reparar aquela situação, o rapaz tinha medo da reação do fazendeiro, pois ele era arrogante, estúpido e violento. Demorou quase uma semana, mas, finalmente, no domingo seguinte, ele criou coragem e voltou à fazenda.

- O que o traz aqui assim tão cedo, meu amigo?

- Vim lhe confessar um crime.

- Que crime rapaz?

- Depois que o senhor me pagou aquele último serviço, eu voltei aqui na fazenda e roubei uma porca. O senhor não sabe, mas, desde bem cedo na vida fui um ladrão, mas, agora sou crente e não posso mais fazer isso. Não tenho dinheiro para lhe pagar, mas posso pagá-lo com serviço, e garanto-lhe não vou nunca mais mexer nas suas coisas ou de qualquer outra pessoa.

O fazendeiro demorou alguns segundos para entender o que o rapaz havia acabado de lhe falar, mas, logo depois gritou: Mulher, chame nossos filhos e venham aqui, todos vocês.

O rapaz achou que iria levar a maior surra de sua vida, pois os filhos do fazendeiro eram uns rapazes muito fortes e, como o pai, também violentos.

Quando eles chegaram, o fazendeiro ordenou: Moço, eu devo admitir que você tem coragem. Faça o favor, repita para meus filhos e para minha mulher tudo o que você acabou de me falar.

E o rapaz repetiu. Se tremeu na primeira vez, agora, então, nem se fala. Sua voz mal saía da garganta.

- É isso que é ser crente, moço?

- Rss...

Mas, para sua surpresa, o fazendeiro falou: Ser crente é ter coragem de confessar o próprio erro e se propor a reparar o prejuízo? Se é isso que é ser crente, eu, minha esposa e meus filhos também queremos ser crentes. Como é que a gente faz pra ser crente?

Todos eles se converteram e o temido fazendeiro tornou-se um dos mais influentes pregadores do evangelho daquele rincão.

Quanto à porca? Bem, o fazendeiro ficou tão feliz com Jesus que disse para o rapaz: Quanto à porca, fica de presente, irmão!