quinta-feira, 30 de junho de 2016

A FOGUEIRA DA MÃE BICKERDYKE

"Isso me foi no coração como fogo ardente." 

Jeremias 20:9

Era dia de Ano Novo e o frio era terrivelmente forte. Por mais de uma semana a neve, acompanhada de ventos e chuviscos, vinha castigando as tendas que formavam o hospital de campanha onde jaziam mais de 2.000 feridos da batalha do Monte Lookout. A enfermeira Mary Ann Bickerdyke conseguira conservar os soldados aquecidos ao manter acesa uma fogueira de grande tamanho, mas agora o termômetro descera a zero e o suprimento da fogueira estava chegando ao fim. Era bem tarde já, e assim a Sra. Bickerdyke saiu à procura do médico em serviço antes que ele fosse para os escritórios da administração. Finalmente ela o encontrou.

- A lenha está se acabando - ela disse ofegante - e seria melhor mandar pessoas buscarem mais antes que termine de todo.

Levantando os olhos para o céu enegrecido, o médico respondeu:

- Já é muito tarde. Creio que terá de se arranjar até amanhã de manhã. - Ele se virou, montou o animal, e saiu para os aquecidos escritórios em Chattanooga.

A Sra. Bickerdyke ficou furiosa. Ela ficou ali parada junto ao caminho e ergueu para ele seus punhos ameaçadores. Quando finalmente o médico estava fora do alcance de sua vista, ela caminhou coisa de um quilômetro até o acampamento mais próximo e conseguiu persuadir um grupo de soldados a acompanhá-Ia até o hospital.

Depois de oferecer-Ihes uma bebida quente, mandou que os homens fossem derrubar uma linha de fortificações de madeira que havia nas proximidades do hospital, e usou este material para manter acesa a fogueira. Destruir propriedade militar sem ordens superiores era um crime grave, mas esses homens tinham sido cuidados pela Sra. Bickerdyke. Além do mais, eles sabiam que ninguém ousava dizer não a esta corajosa mulher de Illinois. Assim não tiveram dúvida em cortar a madeira, empilhá-Ia, e deixá-Ia pronta para ser usada na fogueira.

Nessa noite centenas de vidas foram salvas porque a Sra. Bickerdyke manteve acesa uma fogueira. Deus tem uma tarefa semelhante para você hoje.

"Cyclone in Cali", Reader's Digest. dezembro de 1952, págs. 141-162.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

DEIXE A RAIVA SECAR

Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males. O Senhor lhe pague segundo suas obras.

II Timóteo 4.14

Certa vez uma menina ganhou um lindo brinquedo no dia do seu aniversário, mas uma amiguinha o levou para sua casa sem permissão e o destruiu antes mesmo dela brincar uma única vez com ele. Ela ficou muito brava e queria porque queria ir até a casa da amiga para brigar com ela. Mas a mãe ponderou:

- Você se lembra daquela vez que você chegou em casa com lama no seu sapato? Você queria limpar imediatamente aquela sujeira, mas sua avó não deixou. Ela lhe disse para deixar o barro secar, pois assim ficaria mais fácil limpar.

- Sim, mamãe, eu me lembro.

- Pois é, meu amor, com a raiva é a mesma coisa. Deixe-a secar primeiro, depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Mais tarde, a campainha tocou: era a amiga trazendo um brinquedo novo, em reposição ao que havia quebrado, pelo que se desculpou. E a menina respondeu:

- Não faz mal, não, minha raiva já secou!

Anônimo

FALAR DEMAIS

terça-feira, 28 de junho de 2016

SEM TEMPO

Eu me ajoelhei para orar,
mas não por muito tempo
pois tenho muito a fazer.
Eu tive de apressar e ir trabalhar.
pois contas em breve precisam ser pagas
Assim, me ajoelhei e orei apressadamente
e me levantei depressa de meus joelhos.
Minha obrigação cristão foi feita.
minha alma pode descansar em paz...
Por todo o dia eu não tive tempo
de espalhar uma palavra de alegria.
Sem tempo de falar de Cristo aos amigos,
eles ririam de mim, eu receio.
sem tempo, sem tempo, muita coisa a fazer,
era minha constante
reclamação.
sem tempo de dar as almas necessitadas
um pouco do meu tempo.
Mas por último chegou o tempo
o tempo de morrer.
Eu fui perante o Senhor,
eu entrei e fiquei de olhos baixos.
Pois em suas mãos Deus tinha um livro
O Livro da Vida.
Deus olhou em seu Livro e disse:
"Seu nome não consigo encontrar.
Uma vez, eu ia escrever o seu nome..
Mas nunca encontrei tempo!!!!

O SILÊNCIO DOS AMIGOS

segunda-feira, 27 de junho de 2016

SUSSURRO DE DEUS

Conta-se que um amigo levou um índio para passear no centro de São Paulo. Seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas indo e vindo. Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis, as pessoas falando em voz alta. De repente o índio falou:

- Ouço um grilo...

O amigo espantado retrucou:

- Impossível ouvir um inseto tão pequeno nessa confusão!

O índio insistiu que ouvia o cantar de um grilo. Tomando o seu cicerone pela mão, levou-o até um canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto.

- Como? 

-Perguntou o amigo, ainda sem crer.

O índio pediu-lhe algumas moedas, e então as jogou na calçada. Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou:

- Escutei o grilo porque o meu ouvido está acostumado com este tipo de barulho. As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque foram condicionados a reagirem a esse tipo de estímulo. Depois arrematou:

- A gente ouve o que está acostumado ou treinado a ouvir. 

Vivemos em um mundo materialista. A vida nos impõe que sejamos muitas vezes duros. Acabamos nos tornando céticos. A voz de Deus não é ouvida senão por aqueles que tem o ouvido sensível. Muitas vezes a correria da vida e as agitações da nossa alma inquieta não nos permitem perceber o Divino. Treinamos os nossos sentidos para reagir apenas aos impulsos da sobrevivência, mas há realidades que só se percebem com o espírito. Aqueles que aquietam o coração e se deixam tocar pelo Eterno, escutam o sussurro de DEUS.

Autor desconhecido

NO SABOR DA VITÓRIA


domingo, 26 de junho de 2016

O MISTERIOSO SANSÃO

"Vós todos sois Irmãos." Mateus 23.8

Era quase meia-noite do dia 18 de fevereiro de 1952. Charlie Jones, um negro de Houston, Texas, estava a caminho de sua casa quando foi detido pelas luzes intermitentes de uma patrulha rodoviária.

Uma carreta de vasta proporção tinha batido contra uma grande árvore. A carreta entrou para dentro da cabine do chofer, sendo que este ficou preso entre a direção e o assento. Seus pés ficaram retidos , entre o freio e os pedais. Imediatamente tudo pegou fogo e este começou a atingir Roy Gaby, o chofer da carreta.

Um carro-socorro foi engatado à carroceria, e outro à cabine. Estes veículos puxando em direções opostas não conseguiram mover a I carreta. Os bombeiros estavam já a caminho com seu equipamento, i mas chegariam muito tarde para salvar o motorista.

Charlie Jones caminhou até a cabine sinistrada e arrebentou a porta com fechadura e tudo. Com as mãos desnudas ele arrancou fora o freio, desvencilhou o homem já em chamas, começando por libertar-lhe os pés antes presos nos pedais. Então ele puxou o Sr. Gaby para fora, não sem antes forçar o teto da cabine com o seu próprio corpo r que pesava mais de 100 quilos. Forçando sempre, a lata foi cedendo e finalmente o Sr. Gaby estava livre
.
Todos os olhos estavam postos no homem libertado, e ninguém viu Charlie Jones sair. No dia seguinte toda a cidade se perguntava quem era o misterioso Sansão que havia salvo o Sr. Roy Gaby. Ninguém, realmente sabia. Quando afinal ele foi descoberto, perguntaram.lhe como conseguira fazer o que dois poderosos veículos especializados não conseguiram.

Um homem não sabe o que pode fazer até o momento em que outro homem está ferido e em perigo de vida - ele disse.

O Interessante em relação com esta história é que ela ocorreu durante a Semana da Fraternidade, quando se lembrava às pessoas que todos os homens são irmãos, não importa sua raça, religião, cultura ou posição social. Charlie Jones libertando seu irmão de cor branca dava uma demonstração de fraternidade e amor.

Esta é a espécie de amor que você e eu precisamos - amor que transpõe todas as barreiras e nos une na família de Deus.

"Nisto todos saberão que sois Meus discípulos, se vos amardes um, dos outros." S. João 13:35.

"A Man Don't Know What He Can Do", Elise Miller Davis, Reader's Digest, julho, 1960, págs. 41.52

INDEFESOS


sexta-feira, 24 de junho de 2016

JAIME E O ATEU

Jaime era um órfãozinho que morava com uma tia velha e maliciosa. Era tão mesquinha, que não lhe dava bastante alimento. Não gostava de cuidar dele. Podia ver pelo rosto dela que não amava ao nosso Senhor Jesus Cristo. Jaime dormia num quarto miserável do 2º andar da casa desta tia.


Uma noite, enquanto ele dormia, a casa incendiou-se. A casa era muito velha e construída de madeira, e por isso queimava-se rapidamente e com facilidade como se fosse palha. O alarme soou na vila. Pouco depois alguns homens com estopas molhadas e baldes de água corriam no local, fazendo todo o possível para apagar o fogo. Enquanto trabalhavam arduamente para vencer as chamas, ouviu-se o grito de um menino atemorizado e a chamar: "Socorro!", vindo da janela do quarto do 2º andar. Erguendo os olhos, viram Jaime ali na janela, mas ninguém estava pronto para arriscar a vida para salvá-lo. Aquele que tentasse, poderia ser queimado severamente, e talvez ser levado à morte.


Naquela vila morava um homem que era ateu. Sempre dizia ao povo que não acreditava em Deus, nem em Jesus Cristo, nem na Bíblia como a Palavra de Deus. Quando viu o rosto de Jaime na janela, rapidamente subiu pelo cano que passava perto da janela. Quando chegou ao nível da janela estendeu seu braço forte, tirou Jaime das chamas e, aguentando o calor intenso do fogo, levou Jaime até o chão. O ateu sofreu queimaduras nas mãos, mas a tia de Jaime por causa das terríveis queimaduras que sofrera, morreu. Isto deixou Jaime sem lar mais uma vez. O povo da vila não podia imaginar o que iria acontecer com ele.


Um pastor levou o menino à casa dele e disse ao povo que se alguém quisesse adotá-lo que viesse à casa dele num determinado dia. Entre outros que vieram para adotar a criança, havia um casal chamado Souza. Não tinham filhos em casa e queriam adotar Jaime. Mas enquanto a Sra. Souza falava com Jaime e pedia que viesse morar com ela na sua casa como seu filho, o ateu apareceu na porta. Depois de entrar a convite do Pastor, explicou-lhe que queria convidar Jaime para morar com ele. 

O pastor, sabendo que o casal Souza falaria ao menino a respeito de Jesus Cristo e faria todo o possível para que Jaime o aceitasse como seu salvador, queria que eles, o casal, e não o ateu, adotassem o menino. O ateu falava pouco, mas enquanto se aproximava de Jaime e da Sra. Souza, começou a descobrir a mão esquerda, e tirar as ataduras e o homem mostrou as feridas e disse: "Não queres vir ser meu filho?". E Jaime, vendo a mão queimada e ferida, correu para o homem, abraçou-o e disse-lhe: "Quero ir com o Senhor e ser seu filho, porque a sua mão foi queimada em favor de mim". Ninguém podia negar que o salvador do menino tinha o 1º direito sobre ele. Assim, o pastor juntou a roupa de Jaime, e ele foi para a casa do ateu, pois sabia que ele o amava. 


Jaime e seu novo pai tiveram tempos maravilhosos juntos: brincavam, pescavam no rio perto da casa, passeavam nas florestas, etc. Nada, entretanto, foi dito a respeito do Senhor Jesus. De fato, nenhuma palavra foi mencionada a respeito de Deus, o Pai. Nenhuma "ação de Graças" foi dada à mesa quando se assentavam parar comer. 


Um dia, fez-se na vila uma exposição de pinturas. Os quadros foram pendurados na parede do grande salão da prefeitura. Pessoas vieram de longe para apreciar as pinturas maravilhosas, e Jaime, com seu pai, foi examinar cada quadro. O pai explicou-lhe cada uma até chegar perante um quadro especial. Tentou passar despercebido por ele e explicar-lhe o outro; mas Jaime ficou preocupado e desejou ver toda aquela pintura especial. Assim voltou e perguntou ao pai: - "Por que estão os cravos nas mãos e pés deste homem?" - "E por que as pessoas estão chorando tanto?". 

O ateu, reconhecendo que não podia evitar as perguntas do rapaz replicou: - "Pois bem, eu não creio na história, mas é isto que me contaram acerca do homem neste quadro. Muitos anos atrás, quase 2000 anos, uma multidão estava de pé em frente a um grande edifício do governo de Jerusalém, uma cidade na terra da Palestina. Pilatos, o governador, julgava um homem e achava que não era culpado, mas inocente. Levou o homem para fora do palácio e disse: - Não acho culpa nele. Vou castigá-lo ou libertá-lo?!. Era costume para o governador daquela época, uma vez por ano, perdoar ou libertar um criminoso: o preso que o povo pedisse. Assim Pilatos indagou ao povo: - Quem quereis que vos volte? Barrabás ou Jesus, o que se chama Cristo?. E enfurecida a multidão clamava: Crucifica Jesus. Crucifica-o! Crucifica-o! Crucifica-o! Pilatos, por causa disso mandou açoitar a Jesus. Os soldados, zombando, colocaram uma coroa de espinhos na cabeça de Jesus, que fez com que o sangue corresse. Cuspiram-no na cara, e deram-lhe pancadas e varadas. Mas durante tudo, o homem não fez nenhum esforço para defender-se. Por último, colocaram sobre os ombros de Jesus uma cruz pesada e o levaram para ser crucificado no lugar chamado calvário. Ali cravaram suas mãos e seus pés. Levantaram a cruz e deixaram-no cair num buraco. Por cima da cabeça, escreveram estas palavras: 'ESTE É O REI DOS JUDEUS'. Essa Jaime, é a história, mas eu não acredito nela."
Assim, o pai e o filho continuavam a andar, olhando a cada quadro até que chegaram ao ponto por onde tinha começado. Jaime, intrigado com toda aquela história, rogou ao pai, no caminho para casa, que contasse a história de novo, e outra vez quando estava para se deitar. Antes do ateu deixar o quarto da criança, Jaime lhe disse: - "Papai, as mãos feridas do homem me fazem pensar em suas mãos queimadas e de como o senhor sofreu por mim para me salvar".


O que o menino dissera ficou na mente do pai por muito tempo e não pôde conseguir dormir bem naquela noite. Lembrou-se daquele dia em que fôra a casa do pastor para pedir Jaime para si. Imaginava quão terrível teria sido se Jaime não desse valor a mão ferida e tivesse recusado se tornar seu filho. Não aguentava tal pensamento. Ele se feriu por Jaime, arriscou a sua vida para salvá-lo e mesmo assim Jaime não era forçado e acompanhá-lo; podia ter escolhido ir com o casal Souza. Quão contente estava ele, porque resolvera tornar-se o seu filho. De repente tornou-se triste, porque DEUS lhe fizera entender que apesar do fato de Jesus ser ferido por ele, mesmo crucificado pelos seus pecados, ainda recusava se fazer um filho de Deus. Deus trouxe-lhe a memória alguns versículos da Bíblia que aprendera quando era menino: "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus"; "Cristo sofreu por nós"; "Aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo"; "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna".


Deus o convenceu de tal maneira de sua incredulidade, que ele ajoelhou-se ao lado da cama e aceitou a Jesus Cristo como o salvador. Agora ele estava alegre. Pouco depois, Jaime, também, aceitou a Jesus como seu salvador. E os dois foram feitos filhos de Deus. Porque creram no Seu Nome.

COMPORTAMENTO

quinta-feira, 23 de junho de 2016

É PRECISO LER

Certa família tinha em casa, na parede da copa, um extintor de incêndios. Ali foi colocado e ali ficou. Durante uns três anos a única atenção que ele recebia era uma espanagem rápida para tirar o pó acumulado. 

Ora, um dia, uma dessas chaminés ambulantes, um viciado no fumo, fez uma visita a casa e na sala de estar com um cigarro recém-aceso, distraidamente, pôs fogo numa cortina. O fogo se alastrou a alguns jornais e outros objetos inflamáveis e daí a pouco foi aquele corre-corre. A dona da casa arrancou da parede da copa o extintor e procurou usá-lo. Esforço inútil: ele estava descarregado... Felizmente uma guarnição dos bombeiros chegou a tempo de impedir que a casa toda fosse destruída. Mas assim mesmo foi grande o prejuízo. Um extintor que não seja periodicamente carregado não adianta. 

Assim também a Bíblia: se fica na sala apenas como objeto de decoração – o que acontece em muitas casas de crentes – não vai adiantar grande coisa num momento de crise ou dificuldade.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

PRESO NUMA CAVERNA

"Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos. outros." 

I S. João 4:11

No dia 31 de janeiro de 1925, Floyd Collins decidiu investigar uma caverna arenosa na fazenda Estes no Kentucky central. Numa profunda ravina, debaixo de uma rocha suspensa, ele encontrou a entrada.

Floyd rastejou para dentro e desapareceu na escuridão.

Na manhã seguinte ele não havia ainda saído, de modo que um dos filhos Estes, 17 anos de idade, saiu para verificar. Floyd tinha ficado preso lá dentro. Seus rastros puderam ser seguidos até um estreito túnel aberto na parede da caverna, e ele foi encontrado com uma grande pedra prendendo sua perna. Os primeiros esforços para libertá-lo foram inúteis.

Jornais e rádios levaram ao público as novas da situação de Floyd.

Repórteres e jornalistas correram para o local. A Cruz Vermelha chegou com um grupo de pessoas treinadas para este tipo de salvamento. Dinheiro, equipamentos e telegramas chegaram em quantidade.

Pessoas de toda a América estavam orando pelo salvamento de Floyd Collins.

Um túnel paralelo de 18 metros foi cavado diretamente na rocha.

Pouco depois do meio-dia de 16 de fevereiro eles chegaram a Floyd. Mas era muito tarde. Ele estava morto.

Durante os serviços fúnebres o Pastor Roy Biser disse: "Nenhum outro incidente de que me lembre deu motivo a tantas orações da parte de toda uma comunidade em favor de um companheiro." E era verdade. Milhares de dólares foram gastos. Centenas de homens trabalharam mais de duas semanas para salvar um único homem terá valido a pena?

"Quem pode calcular o valor de uma alma? Se quiserdes conhecê-lo, ide ao Getsêmani, e vigiai lá com Cristo durante aquelas horas de angústia, quando suava grandes gotas de sangue. Contemplai o Salvador crucificado!... Vede a fronte ferida, o lado traspassado, os pés perfurados! Lembrai que Cristo tudo arriscou! Para a nossa redenção o próprio Céu esteve em jogo. Recordando ao pé da cruz que Cristo teria dado Sua vida por um único pecador, podeis apreciar o valor de uma alma." - 

Parábolas de Jesus, pág. 196.
Fonte: http://www.4tons.com

APONTA O NARIZ

terça-feira, 21 de junho de 2016

FÉ E ESPERANÇA

Durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, algumas pessoas pobres e perseguidas se refugiaram numa caverna escura e fria. Depois de terem abandonado aquele lugar medonho, achou-se inscrito numa das paredes, o seguinte:

"Creio no sol, mesmo que ele não brilhe.
Creio em Deus, mesmo que ele esteja em silêncio.
Creio no amor, mesmo que ele esteja oculto."

Com estas palavras um dos refugiados de um belíssimo testemunho de possuir grande esperança e confiança.

Deus é realmente a nossa esperança. Ele deve ocupar o primeiro lugar em nossas vidas, para que, destemerosos, possamos enfrentar infortúnios, doenças e a própria morte. Com Deus, podemos enfrentar com paciência tudo o que for necessário.

A força de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza.
A esperança é como uma estrelinha que brilha no céu. Graças sejam dadas a Deus, por nos conceder esta dádiva celeste.
"O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?"


Ruth Luchsinger (Suíça)

J NETO - NA ALEGRIA OU NA DOR

CARÁTER

domingo, 19 de junho de 2016

O AMOR VENCE O MEDO

"Deus é amor." Esta expressão é o resultado da experiência pessoal de João. Como os primeiros mártires do cristianismo, ele aprendeu que a coragem não podia ser frustrada. O segredo do destemor dos cristãos em face da perseguição e da morte era seu sincero amor pelo Salvador.

Um dia, uma casa incendiou. Muitas pessoas acorreram para ver o fogo.

Sabiam que havia umas crianças presas no interior da casa em chamas, mas ninguém se animava a entrar na casa para salvá-las.

Chegou, pois, a mãe das crianças e, sem detença, penetrou no meio das chamas, buscando salvar seus filhos. Era uma mulher tímida, mas no momento em que soube que seus filhos periclitavam, o amor materno lançou fora o temor. Instantaneamente, perdeu o medo de todo o perigo e salvou os seus filhos. Estamos vivendo numa época de grandes perigos. É só o amor por nosso Salvador que pode lançar fora todo o nosso temor. Somos nós destemidas testemunhas de Cristo, num mundo cheio de pecados e injustiças?

Chew Hock Hin (Malaísia)

O JEITO DE DEUS GUIAR


sábado, 18 de junho de 2016

MUDANÇA


LAR CELESTIAL


"Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros" 

Jo 13.35

Uma noite chegamos às muralhas da China, depois de terem cerrado o portão. Através do guichê do portão, o guarda pediu-nos nossa carteira de identidade. Logo o portão se abriu e nos foi permitido entrar. 

Algum dia chegaremos às muralhas da Cidade Eterna. Que credenciais teremos a apresentar, a fim de que a porta se abra? Será o nosso conhecimento da Bíblia? Nossa certidão de batismo? Nossa carta de membro da Igreja? Uma carta de recomendação do pastor? Ou a ficha de nossa vida diária?

Jesus nos deu a única resposta. Disse ele: "Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros". Eis a prova principal de que fomos redimidos pelo sangue de Jesus Cristo: "amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos".


sexta-feira, 17 de junho de 2016

O AMOR DE CRISTO

"Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor" 

Jo 15.9.

O Dr. Karl Barth, grande pensador suíço, foi talvez o maior teólogo de sua geração em todo o mundo e um notável filósofo. Nem sempre concordava com ele, mas era seu amigo e eu o respeitava. Numa vez em que foi aos Estados Unidos, um seminarista lhe perguntou:

-Dr. Barth, qual é a grande verdade que está sempre presente em sua mente?
Todos os alunos esperavam uma resposta longa, profunda, grave e complicada. 

O Dr. Barth levantou vagarosamente sua cabeça de cabelos grisalhos, olhou para o estudante e disse:

-Jesus me ama; e isto sei, porque a Bíblia assim me diz.

Oração: Senhor Jesus, que eu possa sempre conhecer o teu amor em verdadeira simplicidade, e nunca encobri-lo com muita sabedoria.

Obrigado porque me amas.

Fonte: http://recursoshomiletica.blogspot.com.br/

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O MECÂNICO E O CARDIOLOGISTA

Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto quando vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele está olhando o mecânico trabalhar. O mecânico pára e pergunta:

- Hei, doutor, posso fazer uma pergunta pro senhor?
O cirurgião um tanto surpreso concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando.

O mecânico se levanta e começa:

- Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Por que é, então, que eu ganho tão pouco e o senhor ganha tanto se o nosso trabalho é praticamente o mesmo?

O cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala baixinho ao mecânico:

- Tente fazer isso com o motor funcionando.

* Deus muda o nosso coração de carne em outro enquanto o velho está funcionando. Maravilhosa graça!

CAMINHO SEM OBSTÁCULO


terça-feira, 14 de junho de 2016

SEM PACIÊNCIA

As pessoas andam muito apressadas. Sem tempo e ocupadas demais com tantas coisas. O homem tem-se concentrado em objetivos vãos e cada vez mais urgentes, de tal ponto que ele acaba por se esquecer de muitas coisas fundamentais e importante à alma, ao coração e a harmonia em família.

É triste ver que a paciência é fator raro entre nós e que cada vez mais a impaciência ganha rostos, adquiri formas e vira ação. Homens, mulheres, crianças vivem a fase da urgência e não desenvolvem com prazer o dom da espera.

Se todos entendessem que a paciência mantém o equilíbrio e a razão, a vida seria mais feliz. Pessoas impacientes destroem a união e são causa de conflitos. A Bíblia fala da paciência como um tesouro adquirido pelo homem ou como uma fortaleza a lhe proteger.

Arnaldo Jabor aborda esse fato de forma simples e transparente e, eu gostaria de utilizar suas palavras como se fossem minhas: "Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo e eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado. Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para DEUS! "

MENTIRAS UNIVERSAIS


segunda-feira, 13 de junho de 2016

PERSEVERANÇA

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçamo-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança, a carreira que nos está proposta.

Mateus 10:16

Quão triste de ser para um atleta desistir de uma maratona a poucos metros da linha de chegada.

Todos nós já desistimos de alguma coisa; porém, depois de algum tempo, lembramos que se tivéssemos resis-tido mais um pouco, teríamos conseguido finalizar.

Perseverança é a palavra que define a atitude de permanecer firme. A palavra era usada no mundo grego para definir a capacidade que uma planta possui de sobreviver em circunstâncias desfavoráveis.

Os hebreus estavam querendo abandonar a confiança em Cristo (Não lanceis fora a vossa confiança, que tem uma grande recompensa Hb 10:35), por isso o autor desta carta os exorta a perseverar (porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa HB 10:36). Ele dá duas razões porque os hebreus deveriam perseverar: a primeira razão era o estímulo dos santos (“tão grande nuvem de testemunhas”) , e a segunda, o exemplo de Cristo que suportou a cruz.

Quando olhamos para a situação de Jesus na cruz, não vemos, humanamente, uma situação favorável. Pregos foram cravados em suas mãos e pés, a multidão blasfemava contra ele, feriram-no com uma lança em seu lado, e até desafiaram-no a descer da cruz. Se ele não tivesse resistido, suportado, perseverado, teria descido da cruz.

O exemplo de Jesus Cristo deve está bem vivo em nossa mente, para não descermos da cruz. Sempre podemos suportar um pouco mais. Lembre-se disso para chegar ao final.

Pr. Roberto

SEJA


domingo, 12 de junho de 2016

FAZENDO ESCOLHAS

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro." 

Mateus 6:24

Você não pode fazer omelete sem quebrar os ovos. Você não pode estar em Londres e em Paris ao mesmo tempo. Você não pode servir a dois senhores.
Pergunte-o a Edward Albert Christian George Andrew Patrik Davi, melhor conhecido como duque de Windsor, e ele pode lhe dar a resposta. Ele teve uma vez de fazer uma escolha muito difícil.

Nascido neste dia em 1894, o duque de Windsor estava destinado a ser o rei da Inglaterra. Seu avô era o rei Eduardo VII e seu pai, o rei George V. Quando o pai morreu, ele se tornou herdeiro do trono do Império Britânico.

Antes do término do ano, Eduardo se viu em face de uma séria decisão: permanecer como rei da Inglaterra ou casar com Wallis Simpsono Ele não podia ter as duas coisas. As leis e costumes de seu país não lhe permitiam casar com uma mulher divorciada. Então ele pediu que fosse criada uma lei especial que lhe permitisse ser rei da Inglaterra e marido de Wallis Simpson ao mesmo tempo. Como esta lhe fosse recusada, ele fez a sua escolha.

"Estou decidido a casar com Wallis Simpson e pronto para partir", o rei decidiu. No dia 11 de dezembro de 1936 ele abandonou o trono inglês, dizendo: "Tenho considerado impossível desempenhar meus deveres de rei como gostaria de fazê-Io, sem a ajuda da mulher que amo." Se Eduardo VIII estava certo ou errado na decisão que tomou, é questão de opinião. Ele tinha de fazer uma escolha. Fazendo-a, deixou claro o que era mais importante para ele.

Cada dia você e eu temos de fazer escolhas. Algumas são de pouco significado, mera questão de gosto. Outras, porém, são muito importantes, e revelam que espécie de senhor temos escolhido em nossa vida.

Enciclopédia Britânica, sobre o assunto

VIVER UM GRANDE AMOR


sábado, 11 de junho de 2016

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

Numa cidade do interior havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava numa modesta pensão, onde era admirado e querido. 

Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o convidariam a um jantar. 

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito. 

A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa. 

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. 

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha. 

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:
- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi, sim senhor! 

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos… Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:
- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! 

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura. 

Precisamos de pessoas com essa sabedoria! (Desconheço a autoria)

O HOMEM QUE LUTA


sexta-feira, 10 de junho de 2016

É NECESSÁRIO PROVAR

Um gabola divertia-se numa praça pública cercada de curiosos. Tinha facilidade de linguagem, fazia questão de ressaltar sua condição de ateu, e, gratuitamente, ofendia os presentes interrogando:

- Quem quer discutir comigo? - pastor, padre, médico, advogado ou um simples crente, suba aqui!

Só um respondeu à insistência do sabichão e se dirigiu a ele. Era um senhor de trajes humildes. Nada nele demonstrava capacidade nem erudição. O orador, bazofiando, ainda tentou humilhá-lo, baseando-se em sua aparência.

O desafiado subiu ao palco, sentou-se e, indiferente às provocações, tirou uma laranja de um embrulho, descascou-a e chupou-a...

O pregador continuou seus desaforos:

- Veio falar comigo, ou fazer um piquenique? Depois de chupar a laranja, perguntou ao desafiante:

- O senhor quer me dizer se a laranja que eu chupei estava doce ou azeda?

- Bem desconfiei que o senhor é meio maluco, respondeu o orador. Foi o senhor que chupou a laranja, como quer que eu saiba se estava doce ou azeda?

Nesta altura dos acontecimentos era grande a expectativa geral. Todo o auditório queria saber como terminaria aquilo.

- Justamente isso é que fala em meu favor. Se quem chupou a laranja foi eu, só eu sei se ela estava doce ou azeda. O senhor não pode falar da experiência da salvação em Cristo se não passou por ela - continuou - Antes de me converter eu era um beberrão, mau esposo, mau pai: não valia nada. Um dia experimentei a graça do Evangelho e me tornei outra criatura. Por isso posso falar de ambas as coisas. Eu conheci ambas as coisas. O senhor só conhece o seu lado ateu. Não pode falar sobre Deus.

"Provai, e vede que o Senhor é bom: bem-aventurado o homem que nele confia" (SI 34.8).

O SEGREDO DO FRACASO


quinta-feira, 9 de junho de 2016

O PERDIDO

Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Lucas 19.10

James B. Finley, um dos pregadores pioneiros do Oeste dos Estados Unidos, conta a respeito de um culto religioso em que o bispo William McKendree administrou a santa ceia numa reunião de acampamento.

Durante o ato, o bispo notou uma mulher jovem chorando. Ele percebeu que ela estava em agonia. Chegou-se a ela e lhe disse:

-Filha, vem ajoelha-te. ao pé da cruz, e acharás misericórdia.

Ela replicou:

-Pensa o senhor que uma vil pecadora como eu iria aventurar-se a se aproximar da mesa da ceia e tomar com mãos impuras os emblemas do amor sacrificial do Salvador?

-Sim, minha filha, foi exatamente para pecadores como tu, que o bendito Jesus morreu. Enquanto se retorcia em agonia, ele demonstrou sua disposição e seu poder para salvar, prometendo ao ladrão arrependido que ele estaria no seu reino.

-Então, irei a Jesus -respondeu ela.

Ajoelhou-se à mesa de comunhão, enquanto o bispo, com lágrimas nos olhos, possuído de gozo e emoção, serviu-lhe os elementos da santa ceia.

Quando se levantou, o seu rosto resplandecia com a alegria de ter achado uma nova fé.

Edgar H. Nease (Carolina do Norte, E.U.A.)

PELA FÉ


UMA PRIORIDADE

Terantius, capitão do exército de Adriano, apresentou ao imperador romano uma petição, na qual solicitava permissão para os cristãos construírem um templo. Adriano rasgou o documento em pedaços, atirou-o ao chão e disse a Terantius que seria melhor que pedisse alguma coisa em seu próprio beneficio e seria atendido imediatamente.

Terantius humildemente recolheu os pedaços de sua petição e, com dignidade, falou ao imperador: "Se eu não tenho o direito de ser ouvido quanto à causa do meu Deus, então nada quero pedir em meu favor".

Fonte: http://recursoshomiletica.blogspot.com.br/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

PULANDO O MURO...

Certa vez, ainda na adolescência, fomos fazer um trabalho na casa de uma colega. Depois do trabalho pronto, ela sugeriu que fôssemos até a casa de sua avó. No quintal ao lado, onde havia um pé de jabuticabas. Um muro dividia o quintal, rapidamente as meninas já estavam em cima do muro. Eu, sem nenhuma experiência em pular muros, dei a volta pela rua, entrando pelo portão.

Fiquei constrangida com as gozações, mas não me arrisquei a levar um tombo. Por outro lado, por que não pulei o muro. Seria o tempo de aprender, ter ousadia e deixar o medo de lado?

Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho. 2º Samuel 22:33.


A vida ensina que muitas vezes, precisamos sim, deixar o medo de lado e arriscar, pular o muro. Já pensou se, Noé não se arriscasse a construir um barco que nunca tinha visto antes; se Abraão tivesse dito não ao convite de Deus para ir a um lugar que não sabia onde ficava; se Davi decidisse continuar cuidando das ovelhas em vez de lutar contra o gigante; se Maria tivesse dito ao anjo que, como adolescente, não estava interessada em ser mãe.

Se Jesus não tivesse Se arriscado a deixar o Céu, não haveria esperança para nós. E muitos outros, que se tornaram heróis porque se arriscaram.

O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes. Deuteronômio 31:8.

Todos os dias, nós deparamos com muros. Não seria o caso de arriscarmos, inovarmos, crescermos e aprendermos. Que possamos estar pulando o muro, ousar e sair da mesmice.

Pular o muro de uma nova vida, de um novo projeto, de amizades, um novo emprego, um amor, sonhos esquecidos. Com a ajuda de Deus, somos vencedores, somos capacitados. Somos guiados, protegidos e amparados.

Pois, o Senhor vosso Deus é o que vai conosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos. Deuteronômio 20:4.
Valéria Belotti

VIVER


terça-feira, 7 de junho de 2016

O REI, O JOVEM E O MENDIGO

Houve um tempo em que a Irlanda era governada por um rei que não tinha nenhum filho.

O rei mandou que os mensageiros colocassem avisos em todas as cidades do reino. Os avisos diziam que todo jovem qualificado deveria se apresentar para uma entrevista com o rei que iria escolher um possível sucessor para o trono.

Todos os candidatos deveriam amar a Deus e amar os seres humanos de todas as classes e raças.

Um jovem leu o aviso e achou que ele amava a Deus e, também, amava ao próximo. Uma coisa, porém, o deixava desanimado. Ele era tão pobre que não tinha nenhuma roupa digna para apresentar-se ao rei nem tinha fundos para comprar o necessário para a longa viagem até o palácio.

Então, o jovem implorou aqui, e pediu emprestado ali, até conseguir o bastante para as roupas apropriadas e os materiais necessários.

Corretamente vestido, o jovem partiu, e tinha quase completado a viagem quando encontrou um pobre mendigo ao lado da estrada. O mendigo estava sentado, tremendo de frio, coberto apenas por trapos esfarrapados.

Ele estendeu o braço pedindo ajuda. Sua voz fraca implorou:

- Tenho fome e frio. Por favor, me ajude! Por favor…

O jovem comovido pela necessidade do mendigo imediatamente tirou suas roupas novas e vestiu os farrapos do mendigo. Sem pensar duas vezes deu para o mendigo tudo o que tinha. Então, um pouco indeciso, ele continuou a viagem rumo ao castelo vestido com os farrapos do mendigo.

Na chegada ao castelo, um criado do rei o conduziu a um grande corredor. Depois de um breve repouso, ele foi levado finalmente até a sala do trono. O jovem se curvou diante de sua majestade. Quando levantou os olhos exclamou com surpresa:

- Você…? Você não era o mendigo da estrada?

- Sim – respondeu o rei com um sorriso. – Eu era aquele mendigo.

- Mas… você não é realmente um mendigo. – gaguejou o jovem. – Você é o rei! Então, por que você fez aquilo comigo?

- Porque eu tinha que descobrir se você realmente tem amor a Deus e aos seus semelhantes. – disse o rei. – Eu sabia que se eu chegasse até você como rei, você ficaria impressionado por minha coroa e minhas roupas reais. Você teria feito qualquer coisa que eu pedisse por causa de meu poder real. Deste modo eu nunca saberia o que verdadeiramente está em seu coração. Assim eu usei um disfarce. Eu vim a você como um pobre mendigo. E descobri que você sinceramente ama a Deus e a seus semelhantes. Você será meu sucessor. – prometeu o rei. – Você herdará meu reino. (Lenda irlandesa)

PALAVRAS CERTAS


segunda-feira, 6 de junho de 2016

CRUELDADE

O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.
Prov. 12:10.



Quando eu tinha 9 anos de idade, nossa família morava na Ilha da Madeira. As ruas de Funchal, a capital, eram pavimentadas com paralelepípedos (ainda o são), e grande parte do transporte nas ilhas era feito em trenós arrastados sobre aquelas pedras. Os trenós tinham longos patins de aço e eram puxados por cavalos ou mulas. Os condutores desses trenós reduziam a fricção sobre os patins, engraxando-os periodicamente com sebo bovino envolto em sacos de aniagem.

Um dia, enquanto eu caminhava pelas ruas da cidade, vi uma multidão que observava um homem com uma parelha de cavalos e um daqueles trenós, tentando mover um grande barracão colocado na calçada de cimento. Também parei para olhar. O condutor havia amarrado longas e grossas cordas dos cabrestos para o trenó, e batia sem piedade nos cavalos. Meu coração se condoeu das pobres criaturas. Por mais força que fizessem, não conseguiam mexer a carga.

Enquanto o condutor pensava no que faria a seguir, as cordas se afrouxaram momentaneamente. O condutor virou-se e começou a juntar as cordas, aparentemente para açoitar um dos cavalos, o qual ele julgava estar-se negando a trabalhar. Seu movimento assustou os cavalos. Eles deram uma guinada, esticando as cordas. Com a rapidez de um relâmpago, o homem foi jogado para o ar. A imagem daquele homem descendo com a cabeça para baixo está indelevelmente gravada em minha memória. Caiu de cabeça e se machucou muito. Eu estremeci, mas em minha mente infantil fiquei feliz porque o homem havia provado um pouquinho de seu próprio "remédio".

Um cristão nunca deve regozijar-se com o infortúnio alheio, mesmo que este seja o resultado dos erros da própria pessoa (ver Prov. 24:17). Afinal de contas, a vingança pertence a Deus. Mas por outro lado, maltratar os animais está errado e Deus vai pedir contas a quem comete essa maldade. Se um pardal não cai ao chão sem que nosso Pai celestial o observe (S. Mat. 10:29), com certeza Ele está acompanhando a maneira como tratamos as Suas outras criaturas.

Se isso é verdade, não deveríamos tratar bondosamente os nossos semelhantes, que valem mais "do que muitos pardais"? (Ver S. Luc. 12:7.)