quinta-feira, 16 de julho de 2015

FÉ MADURA

Gosto de ver os resultados de meu esforço. Trabalho num artigo, e meses mais tarde ele aparece impresso. Escalo uma montanha e atinjo o topo.

A oração segue normas diferentes, as normas de DEUS. Nós a praticamos em segredo, de modo que ninguém observa nosso esforço, e os resultados – de DEUS são os nossos – chegam de formas surpreendentes, muito tempo depois do esperado. Orar significa abrir-me para JESUS, e não LHE impor limites por meio de meus preconceitos. Em suma, orar significa deixar DEUS ser DEUS.

Muitas orações bíblicas originam-se do ato de esperar. Abraão e Sara esperando por um único filho. Jacó esperando sete anos por uma esposa, e depois mais sete por ter sido enganado pelo pai dela. Os israelitas esperando séculos pela libertação. Davi esperando em cavernas por sua merecida coroação. Profetas esperando pelo cumprimento de suas estranhas previsões. Maria e José, Isabel e Zacarias, Ana, Simeão esperando por um Messias.

DEUS que é atemporal, exige de nós uma fé madura que pode envolver, como nos casos citados, atrasos que parecem provações. A paciência é um sinal dessa maturidade, virtude que só pode desenvolver-se com o passar do tempo.

As crianças querem as coisas já. Quem AMA, pelo contrário, aprende a esperar: ‘Então Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava”. Os pais esperam anos na esperança que o filho pródigo volte para casa. Esperamos pelo que é digno de espera , e nesse processo adquirimos a paciência. Oro pela paciência para suportar os tempos de provação, para continuar a boa espera, continuar com esperança, continuar acreditando. Oro pedindo a paciência de ser paciente.

Philip Yancey, em “ORAÇÃO, ELA FAZ ALGUMA DIFERENÇA?”
http://salmo37.wordpress.com/

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