Por isso, não desanimamos. Embora exteriormente nos desgastemos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia.
2 Coríntios 4.16
A dor é um fator inevitável neste mundo. Não há caminho que nos torne imunes ao seu toque. Alguns caminhos podem até nos levar para mais longe dela, mas nenhum nos tornará completamente livres de suas marcas. Mesmo no paraíso, houve uma serpente tentando o ser humano a viver uma aventura que resultou em dor e tristeza.
Jesus mesmo nos disse: “No mundo tereis aflições” (Jo 16.33). Se, mesmo caminhando segundo os ensinamentos do Mestre, ainda seremos submetidos à angústia, à ansiedade, à inquietação e ao desassossego, o que devemos fazer?
A resposta de Jesus é clara: “Tende bom ânimo!”
O problema não são apenas as aflições, mas o nosso comportamento diante delas: diante da dor, da perseguição, da traição, da ingratidão e da mentira.
Jesus não disse que deveríamos nos abater, acovardar, fraquejar ou nos desencorajar. Não disse que o desânimo e a apatia deveriam dominar os nossos dias ou o nosso coração. Ele disse: “Tende bom ânimo!”
É a falta de ânimo que, muitas vezes, destrói aquilo que ainda poderia ser reconstruído.
O segredo do Mestre para enfrentarmos os momentos difíceis é o ânimo: a coragem para levantar depois de cada queda; a esperança para continuar depois de cada perda; a fé para permanecer quando não conseguimos compreender; e a renovação do amor depois de cada ingratidão.
As aflições podem desgastar o nosso exterior, mas não precisam destruir o nosso interior.
Enquanto o corpo sente o peso dos dias, Deus pode renovar a alma. Enquanto as circunstâncias nos ferem, a graça pode nos fortalecer. Enquanto o mundo nos apresenta motivos para desanimar, Cristo nos lembra:
“Tende bom ânimo!"
Por isso, não desanimamos.
Não porque a dor deixou de existir, mas porque Cristo continua conosco dentro dela.
E, dia após dia, enquanto exteriormente nos desgastamos, interiormente somos renovados.
Fandermiler Freitas

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