sexta-feira, 19 de novembro de 2021

CONSTRUÍNDO PELA FÉ

O pastor Roldan dirigia uma pequena congregação em Buenos Aires, mas um dia ele começou a sentir aflorar em sua mente a ideia de fazer algo pelas crianças abandonadas. Ver as crianças vagando pelos trens, dormindo nas estações, partia seu coração. Ele não sabia o que fazer com esse fardo, que compartilhou com sua esposa,

e se perguntava: “Onde conseguiríamos o dinheiro para começar um orfanato?”

Por um tempo, eles permaneceram orando, até que um dia lhe ocorreu pedir permissão a uma rádio, para usar uma parte do terreno onde eles tinham suas antenas. Eles deram a autorização e o pastor, com grande alegria, começou a procurar materiais, pediu nas vizinhanças e com a ajuda de alguns irmãos começou a construir uma casa para abrigar os meninos. Aos seis meses, eles já tinham mais de45 crianças que eram cuidadas por ele, sua esposa e outros irmãos na igreja. Como eles foram sustentados? Pela provisão de Deus. Uma leiteria lhes dava leite, uma padaria lhes dava pão, outras igrejas que ele visitava doaram roupas, móveis, utensílios, comida. A sociedade nos ensina que, quando queremos fazer algo, precisamos primeiro ter os meios. Quando empreendemos algo para o Senhor, temos que violar essa lei. Deus quer que comecemos com o que temos e Ele nos ajudará com o fornecimento do que precisamos. Nenhuma grande obra para o Senhor começa com base na segurança do homem; tudo dependerá da fé em Deus.

 Alberto D. Gandini / José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas

OMBROS FORTES

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

MORDOMIA EXPRESSSA NUMA FRASE

O norte americano R. G. La Tourneau (1888 - 1969), um homem de negócios e inventor cristão bastante conhecido, que dava 90% de seus ganhos para a obra do Senhor, disse certa vez: “Não é questão de quanto do meu dinheiro eu vou dar a Deus, mas sim de quanto do dinheiro de Deus eu vou guardar para mim”.

  Albert W. Lorimer / José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas

PRAZER EM DEUS

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

NOSSO DEUS É UM DEUS JUSTO

Belsazar tornou-se rei da Babilônia em 539 AC. Em uma festa fatídica, ele ordenou que os instrumentos sagrados retirados do templo em Jerusalém fossem usados como taças de vinho. Por quê? O rei queria blasfemar contra o Deus de Israel. Sua irreverência não passou despercebida.

Fora da manga da noite, uma mão misteriosa apareceu. O dedo da mão gravou uma mensagem no gesso. Belsazar tremeu tanto que desabou. Seus astrólogos e adivinhadores não conseguiram interpretar a mensagem, então Daniel foi convocado.

No exato momento em que ele estava explicando a profecia do fim do reinado do rei, os exércitos medo-persas se preparavam para tomar a cidade. A aquisição foi rápida. A poderosa nação da Babilônia entrou em colapso; Belsazar foi morto. Nosso Deus é um Deus justo. 

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “Our God Is a Just God”

DEUS

 

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

A SILENCIOSA FONTE DA ANSIEDADE

Minha ressaca foi terrível, mas eu sobreviveria.
A náusea foi palpável, mas eu sabia que passaria.
A disciplina foi severa, mas eu mereci.
O que eu não suportava foi a culpa.

A nossa árvore genealógica é marcada pela mancha do alcoolismo. Meu pai foi bem claro: o abuso do álcool leva à aflição e essa aflição leva à miséria. Mais de uma vez eu prometi que nunca ficaria bêbado.

Então, por que eu fiz? Por que eu, aos 16 anos, fiquei tão furiosamente embriagado que nem consegui dirigir? E por que eu dirigi de todo jeito? Por que eu bebi tanto que deitei com a cabeça girando e o estômago virando?

Quando acordei, na manhã seguinte estava com a cabeça latejando, um pai desapontado e, acima de tudo, uma consciência culpada. A culpa pesou como um bloco de concreto no meu estômago.

Você já sentiu?

Sua descida talvez não envolveu álcool. A sua podia ser por sexo, brigas, roubo, mentiras, drogas, ou explosões raivosas. Sua culpa pode ser resultado, não de um momento na vida, mas de uma estação da vida. Você farrapou como pai. Você jogou fora sua carreira. Você desperdiçou a sua juventude ou o seu dinheiro. Culpa. Essa culpa é uma das sementes que produzem a erva daninha da ansiedade.

Surpreso? Listas de gatilhos de ansiedade tipicamente incluem agendas cheias, exigências irrealistas ou engarrafamentos. Mas precisamos ir mais fundo. Por trás das expressões frenéticas da humanidade, é culpa não resolvida. De fato, a primeira ocasião de ansiedade pode ser atribuída à culpa.

“Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.” (Gênesis 3:8)

O que aconteceu com a primeira família? Até esse ponto não havia sinal de medo ou ansiedade. Eles não se esconderam de Deus. De fato, eles não tinham o que esconder. “O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.” (Gênesis 2:25)

Mas, aí veio a serpente e o fruto proibido. Eles disseram “sim” para a tentação e “não” para Deus. E num instante tudo mudou. Eles se cobriram de folhas e se esconderam nas árvores. Eles fizeram o que pessoas ansiosas fazem, eles se envolveram numa corrida para se cobrirem.

Note a sequência. Primeiro veio a culpa. Ansiedade veio em seguida. A culpa dirigiu o caminhão. A ansiedade pegou carona atrás. Adão e Eva não souberam como lidar com a sua derrota. Nós pagamos um preço alto quando não lidamos de forma apropriada com a nossa.

Vamos voltar para a história de Max aos 16 anos, o jovem que acorda num poço de culpa. Imagine que ele resolvesse tratar o seu pecado com a atitude de Adão e Eva. Que ele minimize ou descarte o evento. Talvez ele opte pelo caminho da autopunição. E afinal, ele pode até se embriagar de novo para escapar da culpa, por um tempo, até que ele fique sóbrio.

O que vai acontecer com Max se ele nunca descobrir um tratamento saudável para sua derrota? Que tipo de pessoa a culpa não resolvida cria? Uma pessoa ansiosa, sempre se escondendo, fugindo, negando, fingindo.

A culpa suga a vida das nossas almas.
A graça, por outro lado, a restaura.

Ninguém tinha mais motivos para sentir o peso da culpa que o Apóstolo Paulo. Ele foi uma versão antiga da ISIS, prendendo discípulos e derramando o seu sangue (veja Atos 8:3). Ele era legalista até a alma. (Veja Filipenses 3:4-6). Ele tinha sangue nas suas mãos e diplomas religiosos na sua parede. Mas aí veio o momento no caminho de Damasco. Cristo achou Paulo, e Paulo acho a graça. Filipenses 3:7-8

Ele nunca foi o mesmo. “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo.” (Filipenses 3:7)

Eu posso testemunhar para o poder transformador da graça. Por quatro anos eu vivi com o bloco de concreto da culpa; não só daquela noite de bebedeira, mas por mais cem como ela. A culpa me estragou e estava à caminho de uma vida inteira de miséria. Daí, eu ouvi um pregador fazer para mim o que estou tentando fazer para você: descrever a graça divina que transforma pródigos em pregadores. Quando ele perguntou se alguém gostaria de receber esta graça, correntes de ferro não podiam ter me segurado. A verdade seja dita, correntes de ferro haviam me segurado. Mas essas correntes foram quebrada e eu fui liberto.

Isso faz quarenta anos. Nos anos desde então, eu passei por ansiedade. Mas nunca tive um momento ansioso que foi devido à culpa não resolvida. Em Cristo, eu descobri um perdão que é profundo demais para ser sondado, alto demais para ser escalado. Você conhece esta graça? Senão, podemos ter descoberto uma fonte da sua ansiedade. Você pensou que o problema era seu calendário, seu casamento, seu trabalho. Na realidade, é culpa não resolvida.

Entregue a ele. Diga a ele o que você fez e que você está arrependido. Peça para ele trocar sua culpa por paz, tranquilidade e esperança.

Não se afogue no bojo da sua própria condenação. Deus está pronto para escrever um novo capítulo em sua vida. Diga com Paulo “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:13-14)

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “The Unspoken Source of Anxiety”

MORTA

 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

FALE COM O REI DO CÉU

Você, como Ester, está enfrentando um desafio impossível? Então imite a rainha. Esther poderia ter permanecido escondida, ela poderia ter feito nada. Ou ela poderia ter corrido para a presença do rei Xerxes, mas em vez disso, ela escolheu a oração.

E você? Este é o momento para uma conversa franca, honesta e rosto no chão com o Senhor de tudo. As roupas não precisam ser rasgadas, mas o verniz deve ser removido. O jejum é opcional, mas a oração de humildade genuína não.

Que desafio você está enfrentando? Seu trabalho está em perigo? O seu ente querido está no hospício? Sua fé está em frangalhos? Retire-se para o seu quarto de oração. A rainha pôde entrar na sala do trono de Xerxes porque ela havia passado algum tempo na sala do trono de Deus. O mesmo se aplica à sua história e à minha. Depois de falar com o rei do céu, estamos prontos para enfrentar qualquer rei na terra. 

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “Speak to the King of Heaven”

domingo, 7 de novembro de 2021

COMANDO

É duas vezes melhor para nós pensarmos em Deus do que pensarmos em qualquer outra pessoa ou coisa. Deus quer que comecemos e terminemos nossas orações pensando n´Ele. Quanto mais focados estivermos nas coisas lá do alto, mais inspirados estaremos aqui na terra.

Ampliar. Ao ampliar um objeto, você o aumenta para que possa entendê-lo. Quando ampliamos Deus, fazemos o mesmo. Aumentamos nossa consciência acerca dEle para que possamos entendê-lo melhor. É exatamente isso o que acontece quando adoramos – tiramos nossa mente de nós mesmos e a colocamos em Deus; a ênfase está n´Ele.

Gosto do modo como a ultima frase da Oração do Senhor é traduzida na The Message [a mensagem] (Mateus 6.13):

“Você está no comando! Você pode fazer o que quiser! Você resplandece na beleza!”

Poderia ser mais simples? Deus está no comando! Este conceito não é estranho para nós. Sabemos o que significa estar no comando de um restaurante ou de uma loja. Mas e estar no comando do universo?

Há muitos exemplos acerca da autoridade de Jesus, mas só mencionarei um de meus favoritos. Jesus e os discípulos estão em um barco atravessando o mar da Galileia. Uma tempestade surge de repente, e o que era calmo fica violento – ondas terríveis se levantam do mar e batem na embarcação. Enquanto os discípulos se angustiam, Jesus dorme (ELE DORME!). Como Ele pode dormir em um momento como esse? Ou, como perguntaram os discípulos: “Mestre, não te importas que morramos?” (Marcos 4.38).

A tempestade que deixou os discípulos em pânico o deixa com sono. O que pôs medo nos olhos deles o pôs para dormir. O barco era um túmulo para os seguidores de Jesus e um berço para Cristo. Como Ele podia dormir durante a tempestade? Simples – Ele estava no comando do barco.

“Ele, se levantou, repreendeu o vento, e disse ao mar: “Aquieta-te! Acalme-se!” O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.” Mc 4:39

Incrível. Ele não entoa um mantra ou balança uma varinha mágica. Nenhum anjo é chamado; nenhuma ajuda é necessária. O mar enfurecido se acalma no mesmo instante. Uma calma imediata. Nem uma onda. Nem uma gota. Nem uma rajada de vento. Em um instante, o mar deixa de ser uma torrente agitada para ser um lago tranquilo.

É de admirar que os discípulos estivessem dispostos a morrer por Jesus? Eles nunca haviam visto tal poder; nunca haviam visto tal gloria É justo que eles declarem a autoridade de Jesus. É justo que façamos o mesmo. E, quando o fazemos, declaramos sem duvida: o governador do universo governa nossa vida e nosso coração.


MAX LUCADO

sábado, 6 de novembro de 2021

O ROSTO DE DEUS

Rafael, Michelangelo e vários outros pintores tentaram retratar o rosto de Deus. Foram infelizes. Como mostrar na tela quem nunca foi visto? Com a proximidade do Natal, mais artistas procuram esboçar o que imaginam ser o rosto de Deus.

Ele se parece com uma criança? É o frágil bebê das manjedouras? Talvez; o reino do céu pertence aos pequeninos, aos que mamam. Ao tentar desenhar o mistério, o artista termina com um ídolo.

O rosto de Deus, entretanto, pode ser experimentado nos sem-teto que perambulam pelas ruas e dormem nos viadutos das grandes cidades. Quando Jesus nasceu, a família estava sem moradia certa, não possuía recursos para pagar uma hospedaria e viu-se obrigada a refugiar-se em um estábulo. 

O rosto de Deus pode ser percebido em vítimas de preconceito e em injustiçados. Sobre o menino que nasceu em Belém pairou uma dúvida: ele era de fato filho de José? O casal não inventara aquela história toda para se safar de um rolo?

O rosto de Deus se revela nos desprezíveis, nos que foram condenados à margem da história. Quando o menino nasceu, ninguém notou ou escutou o alarido dos anjos. A trombeta que anunciou paz na terra pela boa vontade de Deus passou desapercebida da grande maioria. Apenas um punhado de pastores foi sensível para presenciar o momento mais importante da história.

Qual o rosto de Deus? Ele não se parece com os cartões postais ou com o menino de barro das lapinhas. Deus é igualzinho a Jesus. E Jesus é bem parecido com o vizinho do lado, com a mulher que pede socorro na delegacia do bairro e com a família que chora a morte do filho no corredor do ambulatório. 

Não é preciso muito para encontrar Deus, basta um coração de carne, humano.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim

AMIGO

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

VALENTINE PARA MINHAS FILHAS

A tempestade de dúvidas e pressões da adolescência estava correndo solta pela nossa casa. Então, no dia de Valentine’s, em 1997, eu escrevi o seguinte para as minhas filhas:

Eu tenho um presente muito especial para vocês. Meu presente é aconchego à noite e tardes ensolaradas, risadas e gargalhadas, e sábados felizes. Existe uma loja que vende risadas? Um catálogo que oferece beijos? Não. Tais tesouros não podem ser comprados. Mas, podem ser dados.

Seu presente de Valentine’s Day é uma promessa, a promessa de que sempre amarei a sua mãe. Com Deus me ajudando, nunca a deixarei. Você nunca chegará em casa para descobrir que eu fui embora. Você nunca acordará para descobrir que eu fugi. Você sempre terá dois pais. Eu amarei a sua mãe. Eu honrarei a sua mãe. Esta é minha promessa. Este é o meu presente.

Te amo, papai!

*** Optamos por não traduzir o termo “Valentine’s Day” como “Dia dos Namorados”, pois nos EUA não há uma correspondência exata com o Dia dos Namorados no Brasil, por exemplo. Pais podem dar um presente de Valentine’s Day para suas filhas, mães para seus filhos, e vice versa. Existe o contexto de amor romântico como no Dia dos Namorados, mas é normal haver expressões de amor de outras formas entre pessoas. 

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “A Valentine for My Daughters”
de “A Love Worth Giving”

A FÉ


 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

A PARÁBOLA DA ROSA

Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou, Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados? Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu. 


Assim é com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e, consequentemente, isso morre. Nós nunca percebemos o nosso potencial. 


Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; Alguém mais deve mostrá-la a elas. Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. 

Esta é a característica do amor - olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajuda-a a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, Elas superarão seus próprios espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

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