Existe uma espécie de lagarta chamada Lagarta Processionária. Elas recebem esse nome porque têm o hábito de caminhar em uma fila indiana perfeita, uma colada na outra, imitando exatamente os passos da lagarta que está à sua frente. Elas se guiam por um instinto cego de imitação.
O cientista francês Jean-Henri Fabre realizou um experimento famoso com essas lagartas. Ele pegou um grupo delas e as colocou na borda circular de um grande vaso de plantas. Ele conseguiu alinhar as lagartas de modo que a primeira ficasse colada na traseira da última, formando um círculo perfeito e contínuo. No centro desse vaso, a poucos centímetros delas, o cientista colocou uma grande quantidade de folhas frescas — o alimento favorito delas.
O círculo começou a se mover. A primeira lagarta andava, e a segunda a seguia por puro instinto de imitação. A terceira seguia a segunda, a quarta seguia a terceira, e assim por diante. Nenhuma delas olhava para o lado. Nenhuma questionava para onde estavam indo. Cada uma simplesmente confiava no exemplo daquela que estava à sua frente.
Os minutos viraram horas. As horas viraram dias. As lagartas andaram em círculos por sete dias seguidos. Elas ignoravam a comida que estava bem ao lado delas. Exaustas, famintas e desidratadas, as lagartas começaram a morrer uma a uma, caindo do vaso. Elas caminharam até a morte simplesmente porque seguiram cegamente o mau exemplo da líder da fila, que também não sabia para onde estava indo.

















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