quinta-feira, 25 de maio de 2017

NADA ERA DELE

Disse um poeta um dia, fazendo referência ao mestre amado:

O berço que Ele usou na estrebaria, por acaso era dEle?
Era emprestado!

E o manso jumentinho, em que, em Jerusalém, chegou montado e palmas recebeu pelo caminho? Por acaso era dEle?
Era emprestado!

E o pão, o suave pão, que foi, por seu amor, multiplicado, alimentando toda a multidão? por acaso era dEle?
Era emprestado!

E os peixes que comeu, junto ao lago e ficou alimentado, esse prato era Seu?
Era emprestado!

E o famoso barquinho? Aquele em que ficou sentado, mostrando à multidão qual o caminho, por acaso era dEle?
Era emprestado!

E o quarto em que ceou ao lado dos discípulos, ao lado de Judas que o traiu, de Pedro que o negou, por acaso era dEle?
Era emprestado!

E o berço tumular, que depois do calvário foi usado e de onde havia de ressuscitar, o túmulo era dEle?
Era emprestado!

Enfim, nada era Dele!
Mas a coroa que Ele usou na Cruz,
E a Cruz que carregou e onde morreu,
Essas eram, de fato de Jesus!

Isso disse um poeta, certo dia, numa hora de busca da verdade;
Mas não aceito essa filosofia que contraria a própria realidade...
O berço, o jumentinho e o suave pão,
Eram dEle a partir da criação,
Ele os criou? assim diz a escritura ...

Mas a Cruz que ele usou, a rude Cruz,
A Cruz negra e mesquinha, onde meus crimes todos expiou,
Essa não era Sua? Essa cruz era minha!

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