sábado, 4 de julho de 2015

PERPETUAR O NOME

Há muitos anos, na Arábia, dois irmãos herdaram, com a morte do pai milionário, uma fortuna imensa e decidiram que através dela fariam alguma coisa que pudessem perpetuar os seus nomes. 

Gastaram alguns anos pensando no assunto, até que o irmão mais jovem chegou a uma conclusão e começou a trabalhar o seu plano. Tomou um enorme bloco de pedra bruta e foi pouco a pouco desbastando-o, dando forma e por fim, burilado, era um majestoso obelisco. Na sua base ele gravou uma inscrição, onde o seu nome aparecia com destaque. Numa elevação situada ao longo de certa rodovia movimentada, ele colocou a sua obra. Enquanto viveu, ele tomou o cuidado de cultivar flores, junto ao monumento e assim, muitas pessoas paravam para vê-lo mais de perto. Todavia, com o passar dos anos, outras gerações surgiram e a história do obelisco foi perdendo o sentido e o interesse até apagar-se por completo da mente do povo o significado da inscrição e do nome nela destacado. O mesmo, no entanto, não aconteceu com o irmão mais velho. A sua decisão foi totalmente outra - era humana, despretensiosa e altruísta! Na elaboração dos planos, ele não se preocupou exatamente com a perpetuação do nome em si, mas pensou num gesto de amor ao próximo de hoje e do amanhã, que fizesse lembrar o seu nome por séculos sem fim. 

Assim, ao longo da mesma rodovia, num planalto onde não havia água por perto e nem sombra, ele mandou cavar um poço, cercando-o com pedras dispostas com esmero e ao seu redor cultivou árvores frutíferas e frondosas. Nenhuma inscrição foi colocada onde pudesse ser destacado o seu nome. Entretanto, embora os anos se passassem também e novas gerações tomassem o lugar das antigas, jamais o seu nome se tornou esquecido porque a sua história continuava sendo repetida fielmente de uma para outra geração. É que aquele lugar se tornou um verdadeiro oásis, onde o viajante sedento e faminto podia descansar um pouco à sombra amiga das árvores, dessedentar-se e comer dos frutos quando na estação própria. 

Foi exatamente assim que Cristo fez, para que o seu nome permanecesse para sempre. Ele andou fazendo o bem; e, para provar o seu amor para com a humanidade extraviada e perdida, deu a sua vida, a fim de salvá-la. Agora, através dos séculos o seu nome tem sido divulgado e ainda hoje, todo aquele que se encontra cansado e oprimido, encontra refrigério e paz à sombra dos braços do Filho de Deus, que continuam estendidos, prontos a receberem aqueles que nele crêem.

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