sábado, 3 de março de 2012

ÁGUA PARA O REI

"E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave" 

Ef 5.2

Um pobre árabe encontrou uma fonte de água pura. Acostumado a en­contrar poços de água salobra, reconheceu ser aquela água própria para um monarca. Enchendo o seu odre da fonte, resolveu ir apresentá-lo ao rei. 

Viajou por muito tempo e depositou sua oferta aos pés de seu soberano. O rei não desprezou a dádiva, que lhe fora trazida com tanto sacrifício. Bebeu um pouco daquela água e, agradecendo ao árabe com um sorriso, deu ordem para que o recompensassem. 

Os cortesãos estavam ansiosos por beber da água também, mas o califa o proibiu. Depois da partida do árabe, o rei explicou: "Durante a longa viagem, a água tornou-se impura e desagradável ao paladar, mas fora uma dádi­va de amor. Como tal, recebi-a com prazer; mas eu bem sabia que se permitis­se que outra pessoa dela provasse, ela não haveria escondido o seu desagrado. Por isso proibi-vos de tocá-la, para que o coração do pobre homem não fosse magoado". 

Se um califa não-cristão pôde ser tocado pelo motivo que inspirou um pobre árabe em seu ato de amor, certamente nosso amante Pai celeste aprecia todo dom inspirado pelo amor que sacrifica.

Que Deus nos ajude a nos concentrar no ofertante e esquecermos-nos da oferta. 

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