quarta-feira, 6 de abril de 2016

DOCE ILUSÃO


Quantas vezes somos negligentes com nós mesmos? Muitas, não é. Isso acontece porque esquecemos do mais importante e dedicamos o nosso tempo e esforço naquilo que é só ilusão.

No livro "Mil Ilustrações Selecionadas", Dr. D. Peixoto da Silva conta a história de um navio de emigrantes que foi arrastado por uma forte tempestade para longe da sua rota e soçobrou perto de uma ilha desabitada. Os passageiros conseguiram escapar a nado para a ilha e salvar algumas coisas do navio, entre elas algum alimento, ferramentas e sementes. O solo da ilha era fértil e o clima ameno.

Não sabendo quanto tempo levaria para lhes vir socorro, os homens resolveram plantar as sementes imediatamente, sem perda de tempo. Antes disso, porém, um grupo de pessoas que tinha penetrado no interior da ilha, para ver os recursos que havia, avisou que haviam encontrado ricas jazidas de ouro.

Imediatamente se esqueceram de tudo o mais, mesmo da semeadura, e todos correram a cavar a terra em busca de ouro. Como se alegraram quando viram o monte de ouro bruto! Estariam ricos, quando o navio de socorro viesse buscá-los.

Mas passou o Verão, e a horta ficou por ser feita. Demasiado tarde viram que haviam negligenciado a coisa mais necessária – sua provisão de alimento. Febrilmente puseram-se a lançar as sementes, mas chegou o inverno. O suprimento que tinham trazido do navio soçobrado acabou-se e na ilha não se encontrava alimento bastante para todos. Quando se tornavam cada vez mais fracos, seus olhos pousaram naquele monte de ouro. De que lhes adiantava agora, que estavam à beira da morte? O mais rico tesouro do mundo não lhes servia para nada.

Precisamos todos os dias rogar ao Pai que não permita que o nosso coração e esteja preso as ilusões dessa vida, mas que os nossos olhos contemplem sempre a verdade.

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