Um antigo rei estava envelhecido e não tinha filhos. Ele precisava escolher um sucessor para o trono. Em vez de escolher por favoritismo, ele convocou todos os jovens do reino ao palácio e entregou a cada um deles uma semente cozida.
O rei deu uma ordem clara:
"Levem esta semente para casa, plantem-na, reguem-na e cuidem dela por seis meses. Voltem aqui com o que brotar. Quem trouxer a planta mais bonita será o meu herdeiro."
Entre os jovens estava um rapaz chamado Pedro. Ele seguiu todas as instruções: colocou a terra mais fértil, regou com cuidado e esperou ansioso. Passaram-se semanas, mas nada brotou. Desesperado, ele trocou de vaso, mudou a terra de lugar, mas a semente continuava morta.
Chegou o dia da grande avaliação no palácio. Os outros jovens apareceram com vasos belíssimos, repletos de plantas vistosas, flores coloridas e árvores fortes. Pedro estava envergonhado. Ele não queria ir, mas seus pais o lembraram de que ele havia feito o seu melhor e tentado com honestidade. Pedro foi ao palácio carregando seu vaso de terra seca e vazia, escondendo-se no fundo da fila.
O rei entrou, caminhou observando os vasos deslumbrantes com um olhar frio e sério. Quando chegou a Pedro, parou. Mandou que o rapaz fosse trazido para a frente. A multidão riu.
O rei olhou para Pedro e perguntou o que havia acontecido. Pedro, tremendo, confessou:
"Majestade, eu cuidei da semente todos os dias com todo o meu amor e esforço, mas ela nunca brotou. Me desculpe."
O rei sorriu, levantou a mão para silenciar a sala e declarou:
"Encontrei o novo rei! Seis meses atrás, eu fervi todas as sementes antes de entregá-las a vocês. Era impossível que elas brotassem. Todos vocês mentiram e trouxeram plantas falsas para tentar me enganar. Apenas Pedro teve a coragem, a integridade e a honra de trazer a verdade e fazer o que era certo."

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