segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O FAROL - SIMPLESMENTE FASCINANTE

Minha mente viaja no passado, navega nos idos anos da minha meninez... Conduz-me até a infância - tempo incomparável - me leva até meu pai, que a saudade (em vislumbres) insiste em me fazer ver...

No farol, lá está meu velho a cumprir sua rotina de vigilância: ele é íntegro, seguro, uma referência... embora solitário, como o próprio farol.

Meu pai se orgulha de ser quem é, ele é a luz dos mares, a bússola dos navegantes, a última esperança para os nautas apavorados e perdidos... Ele é quem mantém o foco luminoso da sinaleira, por isso, se sente o próprio farol, naquelas densas noites sem lua e sem estrelas...

Mas durante o dia, que agonia! quanto tédio ficar ali, mas isso foi até o dia em que eu cresci um pouquinho, e pude acompanhá-lo, e a minha presença fez meu pai aprender a sorrir...

Meu pai tinha muitos planos que me envolviam: sonhava em me fazer um comandante do mar, e fez pra mim um barquinho maneiro, e me ensinou as primeiras braçadas com o remo, para então eu saber como ir, como também saber voltar.

Ali da passarela de acesso ao farol, me aguardava ansioso, e quando me avistava era uma festa de arrepiar... Ah, que ternura! que amor imenso, e que cangote gostoso pra me carregar... O resto do dia era só chamego, e ele, inspirado e contente, me ensinava outra arte: traduzir com os dedos as emoções que é do peito, que se tornavam em canções de ninar... e de amar.

Tempos depois ganhei uma lancha, depois um pesqueiro, e ai um pequeno iate, em seguida um maior... e eu também já era grande, um rapazote apaixonado, inteiramente apaixonado, a navegar...

Não demorou e eu já tinha um navio (meu pai era incrível na arte de negociar, e eu, na arte de aprender pilotar), e cada vez navegava mais longe, e quanto mais longe, mais demorava a voltar...

Imagino a angústia do meu paizinho, novamente sozinho, de dia na plataforma, esperando notícias, com o olhar perdido no horizonte, e a noite no seu farol, emitindo sinais pra que eu o encontre... Mas eu estava afastado demais... há dias, meses e anos de distância... e o meu pobre pai, ainda me esperando.

Ah, que vontade revê-lo! preciso ir, preciso arranjar um jeito, e decidido fui (os compromissos que me perdoem), meu pai necessita muito mais de mim e dos meus zelos.

Avisto o farol, mas cadê meu velho? Acostumei tanto a retornar e vê-lo, mas desta vez só o vazio me recepcionou, tão cruel e frio...

Cartas pelo chão, a plataforma parece longa demais... Cadê meu pai? Cadê seu grito de euforia e boas-vindas? Cadê seu sorriso? Cadê seu colo? Cadê seu semblante sereno e bonito!!! Cadê?

O farol está triste, meio apagado, meio de luto... Meu pai deitado, fraco, febril, quase se despedindo... Que cena lastimável, que dor, que pavor repentino... o que fazer, meu Deus? como agir? Socorre-nos, oriente-me, abraça-nos com Teu imenso Amor Divino.

Orei... Deus me deu forças. Papai ao me ver esboçou um sorriso, ajoelhei ao seu lado, e me senti outra vez seu menino...

Vamos pai, levante-se! quero recuperar o tempo perdido, voltar a ser como antes - concluir a canção de nossas vidas, escrever novos versos e compor a melodia mais linda... que já é um sucesso!!!

Toque o piano ai, pai, deslize seus velhos dedos com toda a leveza do seu ser... dedilhe seu amor, tire o som do seu coração... Toque pai! toque ai... PAI? PAPAI? Não me deixe por favor, abra os olhos, abra os olhos... PAI!!! (...)

Enfim o verão, o inverno se foi - é vida que segue - é preciso continuar navegando... é preciso ensinar os caminhos do mar...

Novas gerações chegam, outras se vão, mas o farol continua ali, imponente, dando luz pra gente, e iluminando com lampejos a escuridão...

Meu herdeiro precisa saber disso: o marujo precisa do mar como também precisa do farol. Meu filho vai, e eu fico... fico aqui a zelar pelas suas noites escuridão afora, e a esperá-lo voltar quando quem lhe orienta é o sol.

"Barcos maiores vão cada vez mais longe... e quanto mais longe, mais se demora a voltar. A gente cresce, e assim a vida segue..."

""Apegue-se à instrução de seu pai, não a abandone; guarde-a bem, pois dela depende a sua vida" (Provérbios 4: 13)



Cícero Volney
Fonte: http://www.webservos.com.br/

domingo, 10 de dezembro de 2017

VENTOS E TEMPESTADES

Um escritor inglês, do século passado, conta em uma de suas obras que na praia perto de sua casa, uma coisa muito interessante podia ser vista com frequência:

Um navio lançando a sua âncora no mar enfurecido. O navio dança sobre as ondas Parece estar sob o poder e à mercê delas. O vento e a água se combinam para fazer do navio o seu brinquedo. Parece que vai haver destruição; pois se o casco do navio for lançado sobre as rochas, será despedaçado.

Mas observamos que o navio mantém a sua posição. Embora à primeira vista parecesse um brinquedinho desamparado à mercê dos elementos, o navio não é vencido. Qual é o segredo da segurança deste navio? Como pode resistir às forças da natureza com tanta tranquilidade? Existe segurança para o navio no meio da tempestade porque ele está ancorado!

A corda à qual ele está amarrado não depende das águas, nem de qualquer outra coisa que flutue dentro delas. Ela as atravessa e está fixada no fundo sólido do mar. Não importa quão forte o vento sopre ou quão altas sejam as ondas do mar... A sua segurança depende da âncora que está imóvel no fundo do oceano.

Muitas vezes nos sentimos no meio de uma tormenta, sendo jogados pelas ondas da vida para cima e para baixo e açoitados pelo vento da adversidade. Parece-nos, às vezes, que não conseguiremos sobreviver a determinados períodos de nossas vidas.

Sem uma vida espiritual, a nossa vida é como um navio sacudido pelo mar enraivecido das circunstâncias incontroláveis da vida. Mas, confiando em Deus, experimentamos sua presença e amor como âncora da nossa vida. Nos sentimos encorajados e esperançosos. Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco.

L. R. Silvado

VALE A PENA


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

RÉU


Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.

Mateus 5:21

Já presenciei um júri em que não havia corpo, armas nem testemunhas. Como saber se houve um crime? Como dizer com certeza que houve vítima se não há provas? Em alguns casos existem evidências capazes de absolver ou culpar os réus; noutros só o depoimento do acusado é capaz de revelar o desconhecido. Mas, na verdade, não há como se livrar da dúvida.

Jesus Cristo defendia a necessidade de levarmos em juízo aqueles que, por algum motivo, desrespeitavam as leis. Ele disse certa vez a um homem que queria que ele julgasse um caso de divisão de herança: quem me constituiu juiz entre vós?

A gente precisa compreender que todo homem é réu de um julgamento futuro. No entanto, precisamos entender que Deus não é como nós. Ele não é falho, não erra nem é influenciado pela emoção. O Pai tudo vê, tudo sabe, e  compreende os motivos e as intenções do coração. Portanto seu julgamento é justo e Ele jamais inocenta o culpado.

Fandermiler Freitas

O HOMEM MAIS SÁBIO


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

OS NÓS DA CORDA

Havia um homem que vivia sempre sereno e atraía a atenção de todos que paravam para conversar com ele. Todos, pois, estavam curiosos para saber qual era o motivo de sua constante alegria e bondade. Um dia, o rei o procurou e falou-lhe: 

- Você sempre está alegre. Será que nunca fica preocupado com alguma coisa? Não se preocupa com o seu destino? Será que nunca pensa nos pecados dos quais Deus vai lhe pedir conta? Afinal, nesta vida, todos somos pecadores!


Ao que o homem respondeu: "Vossa Majestade tem toda a razão em dizer que a gente deve dar conta do mal que faz. Eu, por mim, penso e ajo assim: imagino que a gente está amarrado a Deus com uma corda."

- Como assim? - perguntou o rei.

- Quando a gente peca, corta essa corda. Mas quando a gente se arrepende e
pede perdão, o que Deus faz? Ele pega as duas pontas da corda e faz um nó para reatá-la. Desse jeito a corda fica mais curta e a gente fica mais perto de Deus. Os anos passam e a gente, apesar do esforço, continua falhando, mas Deus vai fazendo mais nós na corda e a gente acaba chegando cada vez mais perto dele... Então, por que devo me preocupar ou me entristecer?

O rei ficou muito admirado com a sabedoria do homem e entendeu a situação daqueles que, embora pecadores, conhecem e amam a Deus.

"Aumente em mim, Pai querido, com a força do seu Espírito, a disponibilidade em acolher a sua Palavra que, apesar de minhas falhas, você continua a semear em minha história, para que eu produza bons frutos e revele a todos a esperança segura que me guia ao seu Reino Eterno. Amém!"

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

DEUS ME AMA

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 3.16

Uma das maiores necessidade do ser humano é sentir-se amado. Conheço tantas histórias tristes de pessoas que tiveram a desventura de não serem amadas como desejaram e isso resultou em uma vida triste e, em alguns casos, amarguradas e com distúrbios.

O problema é que muitas vezes queremos algo que não é o amor, não pode ser amor! Já que o amor não é possessivo, destrutivo e corrupto. No amor não há a necessidade de ser correspondido  a altura do que sonhamos nem há a exigência de ser perfeito como nos sonhos. O amor é um sentimento do bem repleto de respeito, de verdade, de companheirismo.

Às vezes, as pessoas correm a vida inteira em busca de ser amadas e são constantemente decepcionadas ou desrespeitadas sem compreender que existe alguém que as ama com um amor puro, real e verdadeiro - Deus. E Ele foi capaz de provar o seu amor da forma mais dura possível - Deu seu filho para morrer numa cruz.

Fandermiler Freitas


THALLES ROBERTO - DEUS ME AMA


RI


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CONSELHOS

Há um ditado popular que diz: “Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia”. Este provérbio é geralmente citado depois que alguém recusa um conselho. Mas, independentemente da nossa resposta, uma palavra de orientação é sempre boa e valiosa. É isso que a Bíblia atesta.

“Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com muitos conselheiros há bom êxito.” (Provérbios 15:22).

“Os planos mediante os conselhos têm bom êxito; faze a guerra com prudência.” (Provérbios. 20:18)

Nesses provérbios observamos o fracasso dos projetos não acompanhados de conselhos. A nossa tendência é tomar decisões com base em nosso próprio conhecimento, mas não é sábio agir assim. Quem não gostaria de ser bem-sucedido? Pois o texto diz que há êxito com muitos conselheiros. Este sucesso é oriundo de palavras sábias.

Outro provérbio bíblico diz: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.” (Provérbios 11:14). O conselho aqui é sábio e está intimamente ligado à segurança. A linguagem do versículo está no contexto de monarquia, onde o rei tinha conselheiros que o ajudavam em todas as decisões, principalmente se deveriam ou não ir para a guerra. A segurança da nação dependia dos conselhos sábios que o monarca recebia. Nosso contexto é outro, mas há outras guerras sendo travadas. É a guerra contra as drogas, a imoralidade sexual, a violência, etc. Para sua segurança, tome conselhos sábios. Não se isole, mas ouça as pessoas que te amam e querem teu bem. Falando nisto, Deus é quem mais nos ama, por isso deixou a Sua Palavra, a Bíblia, para nos orientar (“Lâmpada para meus pés e a Tua Palavra e, luz para o meu caminho”. Salmo 119:105). 
      
Para findar, gostaria de deixar dois conselhos. Se você já crente no Senhor Jesus Cristo, aconselho-te a andar de modo digno da vocação a que você foi chamado, sem escândalo ao nome de Cristo. Mas, se você ainda não recebeu Cristo como teu Senhor e Salvador, aconselho-te a se prostrar diante Dele e pedir que mude teu coração para ser totalmente Dele. Desta maneira haverá sucesso espiritual e segura eterna para ti.  

Pr. José Roberto (João Pessoa)

SOCORRER

A CONSCIÊNCIA

terça-feira, 28 de novembro de 2017

OCULTOS... POR QUEM?

"Tu lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar" 

Miquéias 7:19

D. L. Moody, certa vez, disse: "existem duas maneiras de encobrir nossos pecados: Da maneira de Deus e da maneira do homem. Se você tentar escondê-los da sua maneira, eles ressuscitarão algum dia; mas se você deixar o Senhor ocultá-los, nem o diabo nem homem algum poderá achá-los novamente."

George Woodall era um missionário no centro decadente de Londres. Certo dia, uma jovem que ele havia conduzido a Cristo veio a ele e disse: "Eu tenho estado muito preocupada. Deus realmente perdoou o meu passado?" Woodall lhe respondeu: "Se isto a está inquietando, eu creio que sei o que Deus lhe responderia. Ele mandaria você se preocupar com seus próprios assuntos." "O que você quer dizer com
isso?" Ela perguntou com um olhar perplexo. Ele lhe respondeu: Seus pecados, depois que Jesus os tomou de você, passaram a ser assunto dEle. Ele escondeu-os de tal maneira que ninguém jamais poderá encontrá-los."

É maravilhoso saber que o Senhor Jesus, quando abrimos o nosso coração para Ele, recebendo-O como Senhor e Salvador, perdoa todos os pecados que, arrependidos, lhe apresentamos e deles não se lembra nunca mais.

Em Cristo temos nova vida, nova maneira de enxergar o mundo, novos propósitos a alcançar, a certeza de que estamos caminhando na estrada certa e em direção à verdadeira felicidade. A partir daquele momento não vivemos mais na prática do pecado, e, se por um deslize humano, erramos novamente, contamos com Seu carinho e perdão. Quando alguém aparece tentando nos acusar de erros do passado, podemos, na autoridade do nome de Jesus, dizer-lhe: "Este pecado não está mais comigo. O Senhor o levou. Vá reclamar com Ele."

Se os nossos pecados nos angustiam e não permitem que tenhamos paz, não devemos tentar escondê-los. Peçamos ao Senhor para nos perdoar. Eles serão encobertos definitivamente.

Paulo Roberto Barbosa

domingo, 26 de novembro de 2017

QUANTO PODE UMA DÁDIVA

E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
 
Romanos 8:26

Quando Livingstone foi para a África, uma senhora escocesa, que havia economizado trinta libras, deu-as ao missionário com estas palavras:

— Quero que o senhor se poupe de fadigas e exposições desnecessárias, contratando com este dinheiro um servo que lhe proteja o corpo, que o acompanhe para onde o senhor for e partilhe de seus sacrifícios e perigos.

Com esse dinheiro, Livingstone contratou Sebantino, servo muito fiel. No coração da África, um leão prostrou o missionario e esmagou-lhe os ossos do braço esquerdo.

Contudo Sebantino salvou Livingstone com o risco da própria vida. Que teria acontecido se a dádiva não tivesse sido feita?
MIL ILUSTRAÇÕES

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O SONO DA INDIFERENÇA

Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.

Jonas 4.4-5

Jonas, ao ir para Társis, desobedeceu livremente a Deus. Era para ir para Nínive. No entanto, ele preferiu seguir outro caminho em sentido contrário.

Como consequência, Deus enviou uma grande tempestade e o navio estava a ponto de partir-se. Os marinheiros tentavam de tudo: remaram, jogaram as cargas no mar, buscavam cada um o seu deus. Mas cada vez mais, o vento tornava-se pior.

Jonas, no entanto, dormia um sono profundo no porão do navio, alheio a tudo o que acontecia. Há pessoas como Jonas, levam o inferno para a vida dos outros - a dor, o sofrimento, a mentira, etc. E enquanto os outros estão tentando salvar o navio, eles conseguem dormir tranquilamente no porão.

É incrível como o mal tem a capacidade de tornar o coração insensível e a alma indiferente a dor alheia. Quando o sono da indiferença atinge o interior de um homem, ele consegue dormir tranquilo mesmo quando é o responsável pelo mal que atinge os outros.

 Fandermiler