domingo, 30 de junho de 2019

A CEIA DO SENHOR

Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.

ICor 11.23-24


A Santa Ceia foi instituída pelo próprio Senhor Jesus, na noite em que foi traído. Ele reuniu os discípulos, tomou o pão e o vinho e explicou a razão de se realizar essa cerimônia. Horas antes de ser preso, açoitado e crucificado, O Filho de Deus ensinou aos seus seguidores que eles teriam que lembrar sempre de toda a dor, agonia e sofrimento que custou a salvação de cada um deles.

Para isso, instituiu uma celebração na qual todo filho de Deus remido tem a oportunidade de declarar ao mundo que é extremamente grato ao Pai. Essa cerimônia é louvar a Deus porque seu Filho Unigênito pagou toda a nossa dívida morrendo em nosso lugar. Nela o homem tem a liberdade de falar com o Pai em intimidade. 

No entanto, quem participar dessa cerimônia precisa fazer uma coisa: Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; Isso significa que o homem precisa deixa o outro de lado e olhar para dentro de si, reconhecer seus erros e defeitos e, ali, antes de comer o pão e o vinho, tem a oportunidade de fazer as pazes com Deus, confessando seus pecados e agradecendo pelo Espírito Santo ter-lhe abertos os olhos e transportado para o Reino do seu amor.

Jesus não instituiu um ritual que devia se celebrado costumeiramente, mas um momento de comunhão real e verdadeira entre Deus e o homem. Lembre-se que Jesus deseja melhorar-nos sempre que participamos da Ceia, ele precisa que eu e você nos examinemos, sejamos sinceros e honestos com nós mesmos e com o coração abertos roguemos perdão e forças para sermos mais parecido com Ele.

DESIGUALDADE


sexta-feira, 28 de junho de 2019

ANJOS DE UMA ASA SÓ

Lá estava eu com a minha família, de férias, num acampamento isolado, com carro enguiçado… Isso aconteceu há 20 anos, mas lembro-me como se fosse ontem. Tentei dar a partida no carro. Nada. Caminhei para fora do acampamento e felizmente meus palavrões foram abafados pelo barulho do riacho que passava por ali.

Minha mulher e eu concluímos que éramos vítimas de uma bateria descarregada. Sem alternativa, decidi caminhar até a vila mais próxima, a alguns quilômetros de distância.

Duas horas e um tornozelo torcido, cheguei finalmente a um posto de gasolina. Ao me aproximar do posto, dei-me conta de que era domingo de manhã. O lugar estava fechado, mas havia um telefone público e uma lista telefônica caindo aos pedaços. Telefonei para a única companhia de auto-socorro localizado na cidade vizinha, a cerca de 30 km de distância.

Uma pessoa chamada José atendeu o telefone e me ouviu enquanto eu explicava meus apuros.

“Não tem problema”, disse ele quando dei minha localização. “Normalmente estou fechado aos domingos, mas posso chegar aí em mais ou menos meia hora. Fiquei aliviado, mas ao mesmo tempo preocupado com o preço que essa ajuda significaria.

Ele chegou em seu reluzente caminhão-guincho e nos dirigimos para a área de acampamento. Quando saí do caminhão, me virei e observei com espanto o José descer com aparelhos na perna e a ajuda de muletas. Ele era paraplégico!

Enquanto ele se movimentava, comecei novamente a imaginar o preço que ele me cobraria.

“É só uma bateria descarregada. Uma pequena carga elétrica e vocês poderão ir embora”, disse ele. Enquanto recarregava a bateria, distraiu meu filho pequeno com truques de mágica. Tirou até mesmo uma moeda da orelha e deu para meu filho.

Quando ele colocava os cabos de volta no caminhão, perguntei quanto lhe devia.

“Oh! nada!” – respondeu, para minha surpresa.

“Tenho que lhe pagar alguma coisa…”

“Não”, ele reiterou. “Há muitos anos, alguém me ajudou a sair de uma situação pior do que esta, quando perdi as minhas pernas. Essa pessoa me salvou a vida e me disse apenas para ‘passar isso adiante’. Portanto, você não me deve nada. Apenas lembre-se: quando tiver uma chance, ‘passe isso adiante’. Somos anjos de uma asa só; precisamos nos abraçar para alçar vôo.”

Precisamos uns dos outros. Sempre que puder, ajude alguém, e verá o bem que estará fazendo a você mesmo. Passe adiante… se achar que vale a pena.

Autor: Autor Desconhecido

Q VERDADEIRA RIQUEZA


quinta-feira, 27 de junho de 2019

A VERDADEIRA RIQUEZA

Certa vez, um homem muito rico pediu a Sengai Gibon, um monge zen japonês, para escrevesse algo pela continuidade da prosperidade de sua família, de tal modo que esta pudesse manter sua fortuna de geração a geração.

Sengai pegou uma longa folha de papel de arroz e escreveu:

“Pai morre, filho morre, neto morre.”

O homem rico ficou indignado e ofendido: “Eu lhe pedi para escrever algo pela felicidade de minha família! Porque fizeste uma brincadeira destas?”

“Não pretendi fazer brincadeiras,” – explicou Sengai tranquilamente – “Se antes de sua morte seu filho morrer, isto iria magoá-lo imensamente. Se seu neto se fosse antes de seu filho, tanto você quanto ele ficariam arrasados. Mas se sua família, de geração a geração, morrer na ordem que eu escrevi, isso seria o mais natural curso da Vida. Eu chamo a isso Verdadeira Riqueza.”

Fonte: Histórias para a Sabedoria – Uma Ontologia de Koans, Contos, Lendas e Parábolas Orientais; Compilação e Edição de: Shén Lóng Fēng.

A PESSOA QUE ACEITOU JESUS

"...Mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus." 1 Coríntios 6.11

A pessoa que aceitou a Jesus é, através do novo nascimento, pura e justa diante do Senhor. Mas o mesmo Paulo que escreveu as palavras acima também diz: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum." Isso não é uma contradição? Não! Paulo enfatiza em 2 Coríntios 4.7: "...para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós." Como filhos de Deus, vivemos constantemente neste campo de tensão. Por um lado, somos confrontados diariamente com o fato de que em nós não há bem nenhum. Por outro lado, está à nossa disposição o superabundante poder de Deus. 

Mas como este poder de Deus se torna ativo em nossa vida? Por meio da obediência pela fé. Quanto mais somos tentados e na tentação confirmamos a vitória do Senhor em nossas vidas por fé e obediência, mais o Senhor é louvado e glorificado. Caso contrário, como poderíamos experimentar a realidade da vitória de Jesus se a presença do pecado estivesse afastada de nós? Mas, apesar da carne pecaminosa, jubilamos diante do inimigo: "Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo." Este é o verdadeiro combate da fé – quem dele participa um dia será coroado!

Extraído do livro Pérolas Diárias (de Wim Malgo) 

NAS MÃOS DE DEUS

quarta-feira, 26 de junho de 2019

COMO ENRIQUECER SUA VIDA

As pessoas de um modo geral estão buscando riquezas quando, na realidade, o que elas precisam é de satisfação interior. 

Robert Concklin

Aprenda a apreciar o nascer do sol e você ficará mais rico a cada manhã. Aprenda a apreciar os desafios e dificuldades e você irá perceber que aquelas mesmas coisas que paralisam a maioria das pessoas serão as mesmas que irão lhe energizar. Aprenda a amar as pessoas ao seu redor e a sua riqueza irá se multiplicar em cada vida que você tocar. 

A verdadeira riqueza não consiste em obter aquilo que você deseja. Riqueza cheia de significação consiste em amar aquilo que você tem e ser aquilo que você realmente é. Sob muitos e variados aspectos, você já é muito rico. Aprenda a amar e a valorizar aquilo que, graciosamente, por Deus já lhe foi dado e você verá ainda maiores riquezas sendo acrescentado à sua vida. 

O que é que você realmente aprecia, ama e valoriza? Onde é que você encontra o mais autêntico senso de gratificação pessoal? Chances mui fortes existem de que, aquilo que você ama, valoriza e aprecia, serão essas mesmas coisas que irão enriquecer a sua vida. 

Para Meditação: O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra, e vida. Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles. Provérbios 22:4-5

Nélio DaSilva

OBEDECER A DEUS


terça-feira, 25 de junho de 2019

O MISTERIOSO SANSÃO

"Vós todos sois Irmãos." Mateus 23.8

Era quase meia-noite do dia 18 de fevereiro de 1952. Charlie Jones, um negro de Houston, Texas, estava a caminho de sua casa quando foi detido pelas luzes intermitentes de uma patrulha rodoviária.

Uma carreta de vasta proporção tinha batido contra uma grande árvore. A carreta entrou para dentro da cabine do chofer, sendo que este ficou preso entre a direção e o assento. Seus pés ficaram retidos , entre o freio e os pedais. Imediatamente tudo pegou fogo e este começou a atingir Roy Gaby, o chofer da carreta.

Um carro-socorro foi engatado à carroceria, e outro à cabine. Estes veículos puxando em direções opostas não conseguiram mover a I carreta. Os bombeiros estavam já a caminho com seu equipamento, i mas chegariam muito tarde para salvar o motorista.

Charlie Jones caminhou até a cabine sinistrada e arrebentou a porta com fechadura e tudo. Com as mãos desnudas ele arrancou fora o freio, desvencilhou o homem já em chamas, começando por libertar-lhe os pés antes presos nos pedais. Então ele puxou o Sr. Gaby para fora, não sem antes forçar o teto da cabine com o seu próprio corpo r que pesava mais de 100 quilos. Forçando sempre, a lata foi cedendo e finalmente o Sr. Gaby estava livre
.
Todos os olhos estavam postos no homem libertado, e ninguém viu Charlie Jones sair. No dia seguinte toda a cidade se perguntava quem era o misterioso Sansão que havia salvo o Sr. Roy Gaby. Ninguém, realmente sabia. Quando afinal ele foi descoberto, perguntaram.lhe como conseguira fazer o que dois poderosos veículos especializados não conseguiram.

Um homem não sabe o que pode fazer até o momento em que outro homem está ferido e em perigo de vida - ele disse.

O Interessante em relação com esta história é que ela ocorreu durante a Semana da Fraternidade, quando se lembrava às pessoas que todos os homens são irmãos, não importa sua raça, religião, cultura ou posição social. Charlie Jones libertando seu irmão de cor branca dava uma demonstração de fraternidade e amor.

Esta é a espécie de amor que você e eu precisamos - amor que transpõe todas as barreiras e nos une na família de Deus.

"Nisto todos saberão que sois Meus discípulos, se vos amardes um, dos outros." S. João 13:35.

"A Man Don't Know What He Can Do", Elise Miller Davis, Reader's Digest, julho, 1960, págs. 41.52

A VONTADE DE DEUS


segunda-feira, 24 de junho de 2019

NUTRINDO A SERENIDADE

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.” 

Salmo 91:1-2

Se você fica transtornado por causa de todos os problemas do mundo e de sua própria vida, bem como irritado com as pessoas difíceis de lidar, há uma solução: fique calmo, esfrie a cabeça e permaneça CONSCIENTE do poder de Deus e de Sua ajuda.

Quando os problemas surgem nos bombardeando por todos os lados, frequentemente tendemos a ficar transtornados, dizendo: “O que eu posso fazer? Por que isso está acontecendo? Qual a saída”? Imediatamente agimos por nossa conta e risco, agimos segundo as filosofias do mundo em vez de buscar a direção do Senhor.

Se não formos cuidadosos faremos tudo de acordo com os princípios do mundo e não do Reino de Deus. O Senhor tem um plano melhor para seus filhos, isso parece o chavão, mas é a mais real verdade e somos bem-aventurados se crermos nisso.

Ficar agitado e reagir baseando-se nas emoções não ajudará, somente causará mais problemas. Assim, no momento em que os problemas surgirem, interrompendo seus planos, seja obediente a Deus: peça-Lhe que o ajude a permanecer calmo, tranqüilo e controlado. Peça-O que aja livremente segundo Seus planos. Invoque o nome de Jesus, assim você estará detonando suas adversidades com o maior poder do universo.

Joyce Meyer, em “OUVINDO DEUS A CADA MANHÔ

LIVRES DA TRISTEZA

domingo, 23 de junho de 2019

A HISTÓRIA DO RELÓGIO: ECUTAR A VOZ INTERIOR

Meu pai tinha uma joalheria onde também vendia e consertava relógios antigos de pulso e de parede. Nossa família morava numa casa nos fundos da loja. Cresci rodeado pelo som de relógios despertadores, relógios de parede e de pulso.

Todos os dias, ao fechar a loja, meu pai costumava pegar alguns dos relógios de parede que estivera consertando durante o expediente e os pendurava dentro de casa, no corredor que dava para o nosso quarto.

Eu não entendia por que ele fazia isso e por que tínhamos que dormir com todo aquele barulho. Mas, com o passar do tempo, o som variado da marcha dos diferentes relógios tornou-se uma característica familiar das noites em nossa casa. Alguns anos depois, comecei a trabalhar com meu pai na loja. Certa manhã, ele disse algo que abriu minha mente e me ajudou a compreender por que ele pendurava os relógios dentro de casa, em vez de deixá-los na loja. Ele pediu-me: “Filho, poderia me trazer o relógio que estava pendurado perto do seu quarto ontem à noite?” Fiquei olhando para ele sem entender o porquê, quando ele me disse: “Fiquei ouvindo o som desse relógio à noite e percebi que não está funcionando bem. Preciso abri-lo de novo e retificar o que não está bom”.

Então, ocorreu-me um forte pensamento: “Era isso! Era isso!” Na quietude da noite, ele ouvia o som do relógio da mesma maneira que um médico escuta o coração de um paciente. No processo de consertar relógios de parede e de pulso a vida toda, ele tinha treinado o ouvido para reconhecer quando havia alguma coisa errada. Tinha aprendido a determinar, pelo som, se o relógio estava funcionando perfeitamente ou não.

Depois dessa experiência, comecei a prestar mais atenção ao som dos relógios durante a noite, como meu pai o fazia. Assim, aprendi a reconhecer se um relógio estava funcionando corretamente ou se precisava de algum ajuste.  Espontaneamente, passei a aplicar o aprendizado dessa experiência para buscar momentos de silêncio em que eu pudesse ouvir a mim mesmo. O ato de ouvir atentamente ajudou-me, e ainda me ajuda, a determinar se meus passos estão indo na direção certa ou se é necessário fazer alguma correção no curso para estar em sintonia com o Pai Celestial.

Nos dias de hoje, a vida está repleta de barulho e agitação, por isso torna-se difícil encontrar um momento e um lugar nos quais podemos nos isolar para ouvir “nossa marcha interior” e, da mesma maneira, ouvir as indicações do Pai por meio do Espírito Santo.

(...)

A fim de permanecermos em sintonia com nosso Pai Celestial, precisamos ajustar o ritmo do nosso relógio pessoal, o que só poderá ser feito quando nos afastamos de toda a agitação vã e de todo o barulho exterior.

Ao final do dia, reflita sobre si mesmo e pergunte-se: “A minha ‘marcha’ está em harmonia com a vontade do Pai?” Se a resposta for positiva, agradeça ao Senhor e renove seu compromisso de manter um curso reto na direção Dele. Se a resposta for outra, faça planos de corrigir o curso e “retificar o que não está bom” a fim de que possa voltar a ter uma marcha harmoniosa.

Precisamos saber que temos um Pai Celestial que nos ama e que deseja nos abençoar. Somente por meio desses momentos de meditação é que poderemos nos conectar com Ele e aumentar muito mais nossa compreensão do propósito da vida e do plano de nosso Pai com relação a cada um de nós.

Ao nos encontrarmos diariamente com o Pai Celestial no refúgio do nosso lar, saberemos de uma maneira muito pessoal que Ele nos ama e que Se importa conosco.

Nesse instante, receberemos aquela renovação diária que nos dará a força necessária para vencer os desafios desta vida.

Fonte: https://www.lds.org.br/

A PESCA

Em uma aldeia de Terra Nova, os habitantes, que viviam principalmente da pesca, estavam muito desanimados. A temporada de pesca já estava quase no final, e os resultados tinham sido péssimos. Além disso, o inverno se aproximava e, se tudo continuasse da mesma maneira, haveria fome e miséria em toda a aldeia. Então uma pequena congregação reuniu-se num culto especial de oração para pedir a ajuda de Deus. Naquela noite o templo ficou lotado. Após a leitura de algumas passagens bíblicas, várias pessoas elevaram sua voz a Deus para falar-lhe da penosa situação que a aldeia atravessava. A população recobrou o ânimo por um momento, mas na manhã seguinte todos estavam novamente desalentados.

Apenas um dentre aqueles pescadores que haviam assistido à reunião saiu para pescar. Tal homem era conhecido por sua incredulidade e achava uma loucura orar pela pesca. Ele foi pescar apenas para provar que não pegaria nada. Porém, assim que ele e seu ajudante jogaram as redes, estas se encheram de peixes. Duas horas depois retornaram ao porto com a embarcação abarrotada. A notícia se espalhou com a rapidez do vento; logo o porto encheu de embarcações. Nesse dia todas voltaram carregadas de pescado. E isso aconteceu até o fim da temporada de pesca.

Esse maravilhoso fato marcou profundamente aquele pescador, cuja incredulidade desmoronou diante de Deus. Ele se transformou num homem novo, fiel seguidor de Jesus Cristo.

Autor: Autor Desconhecido

Fonte: https://frasescristas.com.br

DEUS OUVE CORAÇÕES


sábado, 22 de junho de 2019

A ESPERANÇA

Tenho uma amiga inteligente, talentosa e muito graciosa que mora em Seattle, nos Estados Unidos. Seu nome é Carolyn Martin. Mas Carolyn sofre de paralisia cerebral, e o drama específico de sua situação é que os sinais visíveis da enfermidade – movimentos desengonçados com os braços, baba, fala com dificuldade, uma cabeça bamboleante – levam as pessoas que se encontram com ela a ficar imaginando se ela é retardada. Na realidade, sua mente é uma das partes que funcionam perfeitamente; o que lhe falta é o controle muscular.

Carolyn viveu quinze anos numa casa para retardados mentais, porque o Estado não tinha nenhum outro local onde pô-la. Seus amigos mais chegados eram pessoas como Larry, que arrancava de si todas as roupas e comia as plantas ornamentais da instituição, e Arelene, que só sabia falar três sentenças e chamava todo mundo de “ mamãe ”. Carolyn decidiu escapar daquela casa e encontrar um lugar significativo para si no mundo lá fora.

Finalmente ela conseguiu mudar-se e ter o seu próprio lar. Ali, as tarefas mais triviais representavam um desafio avassalador. Levou três meses para ela aprender a preparar um bule de chá e servi-lo nas xícaras sem se escaldar. Mas Carolyn alcançou esse e muitos outros feitos. Matriculou-se numa escola de segundo grau, formou-se, então foi estudar na faculdade de sua cidade.

Todo mundo no campus da faculdade conhecia Carolyn como “ a deficiente física ”. Viam-na sentada numa cadeira de rodas, encurvada, com grande esforço datilografando as anotações num aparelho denominado Canon Communicator. Poucos sentiam –se à vontade em conversar com ela; não conseguiam acompanhar os sons desordenados que fazia. mas Carolyn perseverou, gastando sete anos para fazer um curso de ciências humanas que normalmente levaria dois anos para completar. Em seguida, ela matriculou-se numa faculdade luterana com o objetivo de estudar a Bíblia. Depois de estar dois anos ali, solicitaram-lhe que falasse aos colegas na capela.

Carolyn trabalhou muitas horas em cima do que ia falar. Datilografou A mensagem em sua forma definitiva – na sua velocidade média de quarenta e cinco minutos por página – e pediu à sua amiga Josee que a lesse em seu lugar. Josee tinha uma voz forte e clara.

No dia do culto na capela, Carolyn estava sentada em sua cadeira de rodas, do lado esquerdo da plataforma. De quando em quando seus braços convulsionavam-se sem qualquer controle, sua cabeça pendia para um dos lados de modo que quase encostava no ombro, e algumas vezes um filete de saliva escorria até a blusa. Ao seu lado estava Josee, que lia o texto belo e maduro que Carolyn havia escrito, centrado nesta passagem bíblica: “ Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. ” ( 2 Coríntios 4:7 )

Pela primeira vez, alguns estudantes viram Carolyn como um ser humano completo, como eles mesmos. antes disso, a mente de Carolyn, uma mente muito boa, tinha sempre sido restringida por um corpo “ desobediente ”, e dificuldades de fala haviam mascarado sua inteligência. Mas, ao ouvir sua mensagem lida em voz alta enquanto olhavam para ela no palco, os estudantes puderam enxergar além do corpo numa cadeira de rodas e imaginar uma pessoa completa.

Com sua fala entrecortada Carolyn me contou sobre aquele dia, e eu só consegui entender mais ou menos metade das palavras. Mas a cena que descreveu tornou-se para mim uma espécie de parábola da transposição *: uma mente perfeita presa dentro de um corpo espástico, sem controle, e cordas vocais que falhavam a cada duas sílabas. A imagem neotestamentária de Cristo como sendo a cabeça do corpo assumiu um novo significado para mim; adquiri uma noção tanto da humilhação que Cristo experimenta em seu papel como cabeça, como também da exaltação que concede a nós, os membros de seu corpo.
 
Nós, a igreja, somos um exemplo da transposição levada ao extremo. Lamentavelmente não oferecemos prova inquestionável do amor e da glória de Deus. Algumas vezes, à semelhança do corpo de Carolyn, obscurecemos a mensagem em vez de a transmitirmos. Mas a igreja é a razão por detrás de toda a experiência humana, a razão primeira para existirem seres humanos: para de alguma forma deixar que outras criaturas que não são de Deus levem a imagem de Deus. Ele julgou que isso valia a pena, o risco e a humilhação.

* TRANSPOSIÇÃO - Milagre da Transposição: Que corpos humanos possam ser vasos cheios do Espírito Santo, que atos humanos corriqueiros de caridade e bondade possam tornar-se nada menos do que a encarnação de Deus na terra.
Jesus Cristo, disse Paulo, agora atua como a cabeça do corpo. Sabemos como uma cabeça humana realiza sua vontade: traduzindo, num sentido descendente, ordens que as mãos e os olhos e a boca possam entender. Um corpo saudável é aquele que segue a vontade da cabeça. Dessa maneira, o Cristo ressurreto realiza sua vontade através de nós, os membros de seu corpo.

Deus está calado ? Respondo a essa pergunta com uma outra: A igreja está calada ? Nós somos seus porta-vozes, as cordas vocais que Ele designou neste planeta. Um plano de uma transposição assim chocante garante que a mensagem de Deus algumas vezes pareça confusa ou incoerente; garante que Deus algumas vezes pareça calado. Mas a incorporação era o seu objetivo, e, à luz disso, o Dia de Pentecostes torna-se uma metáfora perfeita: a voz de Deus na terra, falando através de seres humanos em formas que até eles não conseguiam compreender.

DEUS PROMETE


sexta-feira, 21 de junho de 2019

NÃO ACRESCENTE UM PONTO DE INTERROGAÇÃO

"porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" 
Filipenses 2:13

"Quando Deus determinar um tempo, não o mude para um ponto de interrogação."

Quem está dirigindo nossas vidas? Quem está determinando o "que" e o "quando" em nossos dias? Se a nossa resposta for vacilante ou se for apenas "nós mesmos" então estamos com problemas espirituais. O Senhor é quem deve traçar nossos caminhos, guiar-nos conforme Sua vontade, receber o "sim, Senhor" em todos os momentos e circunstâncias.

Quando o Senhor nos diz: "Ame ao próximo", não devemos acrescentar "não seria apenas os que nos fazem bem?" Quando Cristo nos orienta: "Não temas, crê somente", não devemos pensar em "e as lutas e dificuldades?" Quando Ele nos manda: "Ide e pregai", não devemos questionar com um " como ir, se não sei falar bonito?" E, se a Palavra de Deus nos diz: "O tempo é agora", não devo dizer jamais, "Posso fazer amanhã?"

A vontade do Senhor é soberana, e vem acompanhada de ricas promessas, de maravilhosas bênçãos, da certeza de vitórias e de felicidade.

O costume de acrescentar um ponto de interrogação em tudo nos faz viver cercado de incertezas, de frustrações, de possíveis derrotas. Quem crê aceita de imediato, caminha até de olhos fechados, enxerga o fruto antes de ser plantada a árvore. Com fé somos mais fortes, choramos menos, sorrimos mais, agradecemos com frequência, desfrutamos da alegria da vitória antes mesmo de a luta começar.

Troquemos o ponto de interrogação por um de exclamação e digamos sempre: "Obrigado, Senhor!" "Eis-me aqui, Senhor!"

Paulo Barbosa

EM MEIO AS BATALHAS


quinta-feira, 20 de junho de 2019

10 HÁBITOS QUE PODEM MUDAR SUA VIDA

1. Ler diariamente a Bíblia, a palavra de Deus, assim você mudará o seu modo de falar, de agir, e de pensar .

2. Orar todos os dias, esteja alguns instantes na presença de Deus, a sós com Ele, esses minutos valerão muito e te darão força para enfrentar cada dificuldade.

3. Procure servir mais do que ser servido. Jesus disse que maior é o que serve.

4. Esteja pronto a dar, não seja mesquinho, a Bíblia diz que é dando que se recebe.

5. Perdoe sempre, o maior homem do mundo, o mais justo, o mais santo, o mais puro, o mais inocente, perdoou seus algozes na hora de sua morte, e não somente perdoou mas intercedeu por Eles.

6. Cuide do seu corpo , ele é templo do seu espírito e do Espírito Santo.

7. Ame, quem ama não adoece, quem ama é leve, quem ama vive feliz.

8. Elogie, há poder no elogio e ele funciona como um bumerangue.

9. Gentileza, a palavra branda desvia o furor, a gentileza move montanhas.

10. Sorria, sorrria, sorria todos os dias, faz bem ao fígado.

FALAR COM DEUS


quarta-feira, 19 de junho de 2019

INVESTINDO 400%

Certa noite, após ter concluído meu último culto, às dez horas, um pobre homem veio pedir-me que fosse orar por sua esposa, dizendo que ela estava moribunda. Concordei de imediato, e a caminho da casa dele perguntei-lhe por que não chamara o padre, posto que seu sotaque me indicava que ele era um irlandês. Segundo explicou, assim o fizera, mas o padre se recusara a vir sem o pagamento adiantado de dezoito pence, que o homem não possuía, porquanto a família estava passando fome.

Imediatamente ocorreu-me que todo o dinheiro que eu tinha neste mundo era uma solitária moeda de meia coroa; além disso, ainda que me esperasse em casa a tigela na qual eu usualmente ia buscar o meu jantar, e mesmo que havia o suficiente para meu desjejum na manhã seguinte, nada me restava para almoçar no outro dia.

O homem me levou por um miserável lance de escada até um destroçado quarto; e que visão se apresentou  perante  os  nossos  olhos! “Ah!”, pensei eu, “se eu tivesse dois xelins e seis pence, em lugar de meia coroa, quão alegremente eu lhes daria um xelim e seis pence!” Todavia, uma desgraçada incredulidade impediu-me de obedecer ao impulso de aliviar  a  aflição  deles  ao  custo  de tudo quanto eu possuía.

“Você  pediu-me  que  viesse  e orasse por sua esposa”, disse eu ao homem. “Ajoelhemo-nos e oremos”. E nos ajoelhamos. Mas, nem bem eu abrira meus lábios dizendo “Nosso Pai, que estás no céu”, a consciência me acusou dentro em mim: “Ousas zombar de Deus? Tens a coragem de te ajoelhares e de chamares a Deus de Pai, tendo meia coroa no bolso?”  Tal  foi  o  conflito  que  me assaltou, que nunca antes nem depois experimentei igual. Como consegui terminar aquela forma de oração, não sei; nem sei dizer se as palavras tinham nexo ou não; contudo, levantei-me dali com profunda angústia na mente. O pobre pai voltou-se para mim e disse: “O senhor está vendo a triste condição em que nos achamos; se pode ajudar-nos, ajude-nos pelo amor de Deus!” Foi nesse momento que brilharam em minha mente as palavras:  “Dá-lhe  o  que  te  pede”. Enfiei a mão no bolso e retirei lentamente dali a moeda de meia coroa. Entreguei-a ao homem, dizendo-lhe que aquilo que eu vinha procurando dizer-lhe era realmente verdade – que Deus é mesmo um Pai, e que se pode confiar nEle. A alegria voltou completa ao meu coração. Dali por diante pude  declarar  toda  a  verdade  com autêntico sentimento, e o empecilho para a bênção desaparecera – desaparecera  para  sempre,  conforme confio.

Lembro-me bem de como naquela  noite,  quando  me  dirigia  para casa, meu coração sentia-se tão leve quanto o meu bolso. Quando tomei minha tigela de mingau, antes de retirar-me  para  meu  quarto,  não  a trocaria nem pelo banquete de um príncipe. Ao ajoelhar-me ao lado de meu leito, lembrei o Senhor, pela sua própria Palavra, que aquele que dá ao pobre empresta ao Senhor: roguei-Lhe que o meu empréstimo não fosse por muito tempo, pois doutro modo eu não teria o que almoçar no dia seguinte; então, sentindo paz interior e gozando de tranqüilidade, passei uma feliz noite de descanso.


Na manhã seguinte, minha tigela de  mingau  não  faltou.  Antes  de terminá-la, ouviu-se o carteiro que batia à porta, e pouco depois a proprietária da pensão veio entregar-me um envelope, com a mão molhada coberta pelo avental. Pus-me a olhar para o envelope, mas não pude atinar de quem era a letra. Era a caligrafia de um estranho, ou uma caligrafia disfarçada, e o carimbo do correio estava borrado. De onde viera, eu não sabia dizer. Ao abrir o envelope,  nada  encontrei  escrito; porém, dentro da folha de papel em branco havia um par de luvas. E, ao abri-las,  para  minha  surpresa  caiu meio soberano. “Louvado seja o Senhor!” exclamei. “Quatrocentos por cento por um empréstimo de doze horas, é um ótimo lucro. Quão satisfeitos ficariam os negociantes de Hull, se pudessem emprestar seu dinheiro a uma taxa tão alta!” E naquele exato instante tomei a resolução de que um banco que não pode falir é que receberia as minhas economias ou proventos, conforme  fosse  o  caso  –  uma  determinação da qual até hoje não me arrependi.

Hudson Taylor

TUDO É SAGRADO


terça-feira, 18 de junho de 2019

DÊ BOAS RISADAS

"O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos"

Provérbios 17:22

Se você deseja ter uma vida mais longa e um testemunho mais efetivo para Cristo, dê boas risadas e encha seu coração de alegria. Quando você ri, seu diafragma afunda, seus pulmões expandem, e você recebe duas ou três vezes mais oxigênio que o habitual. Como resultado, mais energia corre por todo o seu corpo. Dr. James Walsh disse: "Poucas pessoas percebem que sua saúde varia devido a esse fato. As pessoas felizes se recuperam de enfermidades muito mais depressa que as tristes. As estatísticas mostram que aqueles que costumam dar risadas vivem muito mais."

Quando temos Cristo no coração e deixamos Ele governar nossas vidas, somos alegres, otimistas, cheios de energia e determinação. Andamos em fé, agimos em amor, cantamos por gratidão, enfrentamos as tempestades como se caminhássemos debaixo de dias ensolarados e floridos. Somos felizes, não por alienação, mas porque cremos que os dias maus passam e as bênçãos permanecem.

A alegria do Senhor é a nossa força; a Sua presença nos conforta; Sua Palavra nos enriquece e edifica; Seu amor é mais que suficiente para que estejamos felizes e satisfeitos. A tristeza seca os ossos, desmancha sonhos, inibe a perseverança, tranca as portas que conduzem à felicidade.

Se você é salvo em Cristo, dê boas risadas. Se você crê que o Senhor lhe dará vitórias sobre as lutas e dificuldades, dê boas risadas. Se a sua passagem para o "trem" que conduz os filhos de Deus para o Céu já foi adquirida ao receber Jesus como seu Salvador, dê boas risadas. Sorrindo você terá mais saúde, terá uma vida mais longa, abençoará pessoas com seu testemunho, brilhará em meio às trevas e iluminará o caminho daqueles que ainda não têm o melhor motivo para sorrir -- Jesus Cristo.

Paulo Barbosa

CONHECER A DEUS


segunda-feira, 17 de junho de 2019

SALVO PELA ESPERANÇA

"Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus." 

Tito 2: 13

Stein Gabrielson, 23 anos de idade, permaneceu no deck do cargueiro norueguês Norse Variant e ficou vendo a costa da Virgínia ir-se afastando. Era uma tarde de quarta-feira, 21 de março de 1973.

Se tivesse sorte alcançaria Glásgua com sua carga de carvão em poucos dias. Mas o carvão jamais chegou a Glásgua. Na manhã seguinte um furacão fez soçobrar o navio, partindo-o em pedaços.

“Os botes salva-vidas! " o capitão Hansen gritou, "soltem-nos e saltem para fora na água!" Enquanto o capitão dava a ordem, uma onda gigantesca se abateu contra o navio e este afundou.

A sucção do navio que afundava levou Stein para as profundezas.
Mas com o diminuir o efeito da sucção ele conseguiu chegar à superfície, sendo jogado de um lado para outro como um pedaço de cortiça.

Miraculosamente um bote salva-vidas passou por perto e Stein subiu nele. Ventos com velocidade igual a cento e sessenta quilômetros por hora e ondas de incomensurável altura tornavam praticamente impossível a existência de sobreviventes. Stein esperava que a Guarda Costeira o encontrasse daí a poucas horas.

Pela parte da manhã de sábado Stein estava exausto. Estivera sem dormir durante dois dias completos. Ele desejara dormir, mas a esperança de salvamento manteve-o acordado até a manhã seguinte, quando finalmente chegou o auxílio. Ele havia estado sem alimento, sem água, e sem dormir por umas 70 horas. Havia lutado contra os ventos, as ondas, as baixas temperaturas, e a neve que caía. Nenhuma pessoa teria sobrevivido, mas Stein conseguiu-o. Ele foi salvo pela esperança.

No tempo de angústia que está para sobrevir a este mundo antes da volta de Jesus, ocorrerão experiências similares a de Stein. A sobrevivência parecerá impossível. Poderosas ondas de dúvidas assaltarão a cada um. "Estão todos os meus pecados confessados e perdoados?" você se perguntará. Nessa hora você será salvo do desencorajamento pela fé nas promessas de Deus e na esperança de Sua vinda.

Uma tempestade de forças como de furacões está prestes a se abater sobre este mundo. Você está preparado? Deus dá a você hoje a oportunidade de se preparar. As promessas que você aprende agora servirão como salva-vidas naquela hora e lhe darão esperança.

Sare En Kom Tilbake, Reader's Digest, maio de 1976, págs. 106-112.

AS AFLIÇÕES


domingo, 16 de junho de 2019

ALERTA AOS WORKAHOLLICS

Um executivo muito bem-sucedido fazia sua caminhada pela praia ao entardecer. Notou à beira-mar um pescador que, ao lado do seu barco, tranqüilo contemplava o mar. Aproximou-se dele com a intenção de comprar alguns frutos do mar e notou que em seu barco havia poucos peixes. Perguntou-lhe então:

– Você vai pescar hoje?

– Não senhor hoje já encerrei o meu dia de trabalho.

– Mas, ainda é cedo, você pode aproveitar melhor o dia, pescar mais e ter maior quantidade de peixes para vender – sugeriu o executivo.

– Eu já pesquei o suficiente para hoje – respondeu o pescador.

O Executivo, inconformado, continuou: 

– Mas se você continuasse a pescar, venderia mais e poderia aumentar seu negócio, comprando mais um barco. Quem sabe, um barco a motor! A possibilidade de venda aumentaria, e com isso você ganharia mais dinheiro para ter uma frota de barcos! Talvez até uma rede de peixarias! Você já pensou na possibilidade de se tornar um executivo bem-sucedido como eu?

E o pescador, com jeito inocente, perguntou:
– Para quê?
– Para depois que estiver com a vida feita, poder tirar férias, tranqüilo e curtir uma praia como eu.

Nesse momento o pescador, surpreso, olhando para o homem, respondeu-lhe:

– Mas não é isto que eu estou fazendo agora?

Esta pequena história pode servir de instrumento para nos fazer pensar nosso estilo de vida. Ela pode nos sugerir uma série de questionamentos significativos a respeito de nós mesmos.

A primeira questão diz respeito ao significado do que é ser “bem-sucedido” na vida. Tomando o exemplo do executivo da história, e considerando toda influência capitalista e neoliberalista que estimula a competitividade em nossa sociedade, podemos reduzir o sucesso pessoal à situação profissional: trabalhar mais, para ganhar mais, para ser mais, para ter mais…  Enfim, qual o preço que se paga por tudo isso?

A segunda questão nos é apresentada pelo pescador: “Para quê tudo isso?” Qual a finalidade? Nosso lado executivo responderia que é para “estar com a vida feita”. E eu lhe pergunto: quando a vida está feita, está pronta? Estamos construindo a nossa vida o tempo todo e a todo instante. O importante é percebermos como estamos construindo nossa vida: se estamos investindo de mais em um lado; de menos em outro; ou mesmo deixando de investir em outras coisas importantes. Equilíbrio é fundamental.

A terceira e última questão. Será que em meio aos nossos muitos afazeres temos encontrado “tempo para contemplar o mar”? Vou tomar esta expressão como algo que nos remeta a vida como um todo, a vida de uma forma mais ampla. Encontrar tempo para: rever os amigos; curtir a família; caminhar na areia da praia de pés descalços; ver o por do sol ao lado de quem se ama; e coisas desse tipo. Essas coisas simples e banais, mas que dão sentido à nossa existência e trazem “riquezas” à nossa vida e daqueles que convivem conosco.

Não devemos viver para trabalhar, mas sim trabalhar para viver.

Autor: Sérgio Fonseca Cruz

NÃO SERVE PARA O HOMEM


sábado, 15 de junho de 2019

CONTINUE DIRIGINDO

Um dia uma jovem estava dirigindo com o pai. Eles estavam sob forte tempestade, a jovem perguntou ao pai: “Que devo fazer?”

O pai disse: “Continue a conduzir”. O carro começou a puxar para o lado, a tempestade estava ficando pior.

“O que devo fazer?” A moça perguntou novamente? “Mantenha a condução”, respondeu o pai.

Alguns metros adiante ela notou que grandes caminhões de dezoito rodas estavam parando. Ela contou ao seu pai, “eu devo parar, eu mal posso ver à frente. Está terrível e todo mundo está parando!” Seu pai lhe disse: “Não desista, continue dirigindo!”

Agora a tempestade estava terrível, mas ela não parou de dirigir e logo ela pôde ver um pouco mais claramente. Depois de um par de quilômetros, ela estava em terra seca e um sol firme brilhava.

Seu pai disse: “Agora você pode encostar e sair.” A jovem senhora disse: “Mas por que agora?”

Seu pai disse: “Quando você sair, olhe para trás e verá que todas as pessoas que desistiram ainda estão na tempestade, mas porque você não desistiu, para você a tempestade acabou.”

SÓ NO CÉU


sexta-feira, 14 de junho de 2019

CRUZAR OU NÃO OS MARES?

"mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra" 

Atos 1:8

Não precisamos cruzar os mares para sermos missionários; basta que olhemos para a cruz."

Cristo é a razão da vida daqueles que almejam ser uma bênção na presença de Deus. Quando Jesus está em nossos corações, somos missionários, discípulos do Senhor, amigos do Salvador, filhos do Deus Altíssimo. Não é a distância percorrida que nos transforma em missionários, mas, o ardor pelos perdidos, o amor pelos que estão de braços estendidos, o desejo de mostrar o caminho da vida eterna para todos.

A cruz de Cristo nos estimula, nos tira da indiferença, nos enche de planos e sonhos, de fé e esperança, de alegria e empolgação. Cristo morreu para nos dar vida e vida abundante. E esta vida abundante nos conduz pelos campos do mundo, semeando paz e alegria, salvação e vida eterna.

Quem tem Cristo no coração é um missionário. Atravessando ou não os mares, subindo ou não as montanhas, caminhando debaixo do sol escaldante dos sertões ou das ruas pavimentadas das grandes cidades. Ser missionário é amar a Cristo, é amar aos homens, é doar a própria vida.

Ser cristão é ser missionário. Todos os que têm o Senhor Jesus no coração têm uma missão -- ser luz do mundo e sal da terra, ser testemunha de Cristo onde mora e por onde passa, ser uma bênção em qualquer situação ou circunstância. O cristão deve ter amor no coração e aplicar esse amor ajudando a todos que ainda não tiveram a mesma experiência de viver na presença de Deus.

Ser missionário é cruzar os mares, é não cruzar mar algum, é fazer tudo para a honra e glória do nome de Jesus.

Você tem olhado para a cruz?

Paulo Barbosa

A INCREDULIDADE


quinta-feira, 13 de junho de 2019

O FALCÃO E O CÁLICE

Conta a lenda que certa manhã o guerreiro mongol Gengis Khan e sua corte saíram para caçar.

Enquanto seus companheiros levavam flechas e arcos, Gengis Khan carregava seu falcão favorito no braço, que era melhor e mais preciso que qualquer flecha, pois podia subir aos céus e ver tudo aquilo que o ser humano não conseguia ver.

Entretanto, apesar de todo o entusiasmo do grupo, não conseguiram encontrar nada.

Decepcionado, Gengis Khan voltou para seu acampamento. Mas, para não descarregar sua frustração em seus companheiros, separou-se da comitiva e resolveu caminhar sozinho.

Tinham permanecido na floresta mais tempo que o esperado e Gengis Khan estava cansado e com sede.

Por causa do calor do verão, os riachos estavam secos. Não conseguia encontrar nada para beber até que, enfim, avistou um fio de água descendo de um rochedo à sua frente.

Na mesma hora, retirou o falcão do seu braço, pegou o pequeno cálice de prata que sempre carregava consigo, demorou um longo tempo para enchê-lo e, quando estava prestes a levá-lo aos lábios, o falcão levantou vôo e arrancou o copo de suas mãos, atirando-o longe.

Gengis Khan ficou furioso, mas era seu animal favorito, talvez estivesse também com sede. Apanhou o cálice, limpou a poeira e tornou a enchê-lo. Após outro tanto de tempo, com a sede apertando cada vez mais e com o cálice já pela metade, o falcão de novo atacou-o, derramando o líquido.

Gengis Khan adorava seu animal, mas sabia que não podia deixar-se desrespeitar em nenhuma circunstância, já que alguém podia estar assistindo à cena de longe e mais tarde contaria aos seus guerreiros que o grande conquistador era incapaz de domar uma simples ave.

Desta vez, tirou a espada da cintura, pegou o cálice, recomeçou a enchê-lo. Manteve um olho na fonte e outro no falcão. Assim que viu ter água suficiente e quando estava pronto para beber, o falcão de novo levantou vôo e veio em sua direção. Gengis Khan, em um golpe certeiro, atravessou o seu peito do falcão, matando-o.

Retomou o trabalho de encher o cálice. Mas o fio de água havia secado.

Decidido a beber de qualquer maneira, subiu o rochedo em busca da fonte. Para sua surpresa, havia realmente uma poça de água e, no meio dela, morta, uma das serpentes mais venenosas da região.

Se tivesse bebido a água, já não estaria mais no mundo dos vivos.

Gengis Khan voltou ao acampamento com o falcão morto em seus braços.

Mandou fazer uma reprodução em ouro da ave e gravou em uma das asas: Mesmo quando um amigo faz algo que você não gosta, ele continua sendo seu amigo.

Na outra asa: Qualquer ação motivada pela fúria é uma ação condenada ao fracasso.

Nem sempre o que parece ser, realmente é.

Autor: Autor Desconhecido

Fonte: 

VOCÊ É MESMO UM CRISTÃO?


quarta-feira, 12 de junho de 2019

O VELHO QUE NUNCA AMOU

Contam que o elevado e santo Bajezid Bistami encontrava-se falando a uma grande e atenta platéia. Todos os presentes, velhos ou jovens, estavam fascinados com suas palavras. No auge deste encantamento, quando seu discurso enlevava a todos, entrou um fumador de ópio, e com a fala algo arrastada disse:

– Mestre, meu burro se perdeu. Ajuda-me a encontrá-lo.

– Paciência, meu filho, eu vou achá-lo – disse-lhe Bajezid Bistami, continuando seu sermão.

Após algum tempo, enquanto ainda discursava, perguntou aos presentes:

– Existe alguém entre nós que nunca amou?

– Eu – disse um velho levantando-se – eu nunca amei ninguém, desde minha mais remota juventude. Nunca o fogo da paixão consumiu minha alma. Para que não turvasse minha mente, nunca deixei o amor ocupar meu coração.

O venerando Bajezid Bistami voltou-se então para o fumador de ópio que pouco antes o havia interrompido e lhe disse:

– Vê, meu filho, acabo de achar teu burro! Pega-o e leva-o daqui.

Extraído de: Türkische Märchen, Eugen Diederichs Verlag, Jena, 1925
Traduzido do Alemão por Sergio C. Bello