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sábado, 28 de dezembro de 2019

TENHO SEDE

Como a terra árida, tenho sede de ti.

Salmo 143.6

Nem toda sede é de água. Pode ser sede de ouro, sede de sangue, sede de amor, sede de liberdade, sede literária, sede de justiça e também sede de Deus.

Sede é aquela sensação marcante provocada pela necessidade interior de alguma coisa. É aquele desejo veemente que não desaparece senão quando satisfeito.

Sede de Deus é uma sede especial que todos têm, embora nem todos a reconheçam. É uma sede oculta, difícil de ser localizada, difícil de ser assumida. Por provir de Deus e ser sua imagem e semelhança, o homem tem sede do Criador. É uma sede universal, não importa o tempo, não importa o lugar, não importa o nível de desenvolvimento.

O salmista é um desses privilegiados que não escondem sua sede de Deus. Ao contrário, ele a proclama mais de uma vez e ainda tenta ilustrá-la: “Como a terra árida, tenho sede de ti” (Sl 143.6). Assim como o deserto precisa de chuva, ele quer matar sua sede de Deus, ele quer ver Deus e seus atributos: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente [ou desde a alvorada]; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória” (Sl 63.1,2). Em outra ocasião, ele já havia expressado essa necessidade interior: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” (Sl 42.1,2). Parece que o salmista ouvia à distância a promessa apocalíptica: “A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida” (Ap 21.6).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SEGUINDO DESEJOS PERIGOSOS


Genesis 3:6 “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável...”

Sabemos muito pouco sobre Eva, a primeira mulher do mundo, apesar de ela ser a mãe de todos nós. Ela foi a peça final do maravilhoso quebra-cabeça da criação de Deus. Como seus descendentes, herdamos sua propensão para o pecado, particularmente quando questionamos a suficiência de Deus para as nossas vidas.

Eva foi vulnerável à linha de ataque de satanás, pois, ele sabia qual era a sua fraqueza: faltava contentamento. Como ela poderia estar feliz quando não tinha permissão para comer de uma das árvores frutíferas? Eva caiu no engano de pensar que um ítem que não estava dentro de seu alcance a faria feliz. Eva estava pronta para aceitar as insinuações de satanás sem consultar a Deus.

Será que estes acontecimentos nos parecem familiar? Quantas vezes nossa atenção é transferida do muito que possuímos para o pouco que não temos? Temos aquele sentimento do tipo “eu tenho que ter isso”. Partimos daí, para a inveja, ambição e todos os tipos de comportamentos egoístas para satisfazer nossos desejos. E quando seguimos nossos próprios impulsos, a satisfação que encontramos é vazia e se vai rapidamente.

Deus tem nos dado tudo o que precisamos para sermos felizes. Por que desperdiçar nosso tempo perseguindo algo que é de segunda categoria? Vamos focalizar sobre tudo o que Deus tem dado a cada um de nós, não no pouco que achamos que nos falta.