sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A VIDA NA TERRA PROMETIDA

Não é um território físico, é uma realidade espiritual. Não é propriedade, mas um estado da mente e do coração. Escritura o chama de uma vida na qual “somos mais que vencedores por meio de Cristo que nos ama” (Romanos 8:37).

Paulo descreve como uma vida na qual “nós não desanimamos” (2 Coríntios 4:16). Uma vida na qual a nossa alegria “transborda em todas as tribulações” (2 Coríntios 7:4). No plano de Deus, na terra prometida de Deus, nós ganhamos mais do que perdemos; perdoamos tão rápido quando somos ofendidos; e damos tão abundantemente quanto recebemos. Podemos tropeçar, mas não entramos em colapso. Podemos lutar, mas desafiamos o desespero. Vangloriamos somente em Cristo, confiamos somente em Deus, e dependemos inteiramente no poder dEle. Gozamos de fruto abundante e fé crescente. Vivemos a vida prometida!

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “The Promised Land Life”

AMAR E LUTAR

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

SEGUINDO O LÍDER ERRADO

Existe uma espécie de lagarta chamada Lagarta Processionária. Elas recebem esse nome porque têm o hábito de caminhar em uma fila indiana perfeita, uma colada na outra, imitando exatamente os passos da lagarta que está à sua frente. Elas se guiam por um instinto cego de imitação. 

O cientista francês Jean-Henri Fabre realizou um experimento famoso com essas lagartas. Ele pegou um grupo delas e as colocou na borda circular de um grande vaso de plantas. Ele conseguiu alinhar as lagartas de modo que a primeira ficasse colada na traseira da última, formando um círculo perfeito e contínuo. No centro desse vaso, a poucos centímetros delas, o cientista colocou uma grande quantidade de folhas frescas — o alimento favorito delas. 

O círculo começou a se mover. A primeira lagarta andava, e a segunda a seguia por puro instinto de imitação. A terceira seguia a segunda, a quarta seguia a terceira, e assim por diante. Nenhuma delas olhava para o lado. Nenhuma questionava para onde estavam indo. Cada uma simplesmente confiava no exemplo daquela que estava à sua frente. 

Os minutos viraram horas. As horas viraram dias. As lagartas andaram em círculos por sete dias seguidos. Elas ignoravam a comida que estava bem ao lado delas. Exaustas, famintas e desidratadas, as lagartas começaram a morrer uma a uma, caindo do vaso. Elas caminharam até a morte simplesmente porque seguiram cegamente o mau exemplo da líder da fila, que também não sabia para onde estava indo.

PERTO DO FIM

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O DIA EM QUE O MONSTROU CHOROU

Em novembro de 2003, o tribunal de Seattle, nos Estados Unidos, estava lotado. Diante do juiz estava sentado Gary Ridgway, conhecido como o "Assassino de Green River". Ele havia acabado de ser condenado pelo assassinato de 49 mulheres, sendo considerado um dos maiores assassinos em série da história americana.

Durante horas, os familiares das vítimas subiram ao púlpito do tribunal para dar seus depoimentos. Consumidos pela dor e pela revolta, muitos olhavam para o assassino e gritavam palavras de ódio, desejando que ele queimasse no inferno ou sofresse uma morte terrível. Diante de toda aquela fúria e desprezo, Gary Ridgway permanecia completamente imóvel. Seu rosto era frio, cínico e indiferente. Ele parecia uma estátua de pedra, imune ao sofrimento humano.

Foi então que um senhor idoso, de cabelos brancos e suspensórios coloridos, chamado Robert Rule, aproximou-se do microfone. Ele era o pai de Linda Jane Rule, uma jovem de 16 anos que havia sido tirada dele de forma brutal por aquele assassino.

A expectativa era de que mais um grito de revolta ecoasse na sala. Mas Robert Rule respirou fundo, olhou nos olhos do criminoso e disse:

“Senhor Ridgway... há pessoas aqui que odeiam o senhor. Eu não sou uma delas. O senhor tornou muito difícil viver de acordo com aquilo em que acredito, mas o que eu creio é no que Deus diz para fazermos: e isso é perdoar. Deus não nos manda perdoar apenas algumas pessoas; Ele diz para perdoarmos a todos. Portanto, o senhor está perdoado.”

Naquele exato instante, algo inacreditável aconteceu. A armadura do monstro se despedaçou. Pela primeira vez em todo o julgamento, Gary Ridgway piscou repetidamente, seu lábio tremeu e lágrimas pesadas começaram a descer pelo seu rosto. O ódio e as maldições da multidão não haviam conseguido tocá-lo, mas o peso daquele perdão bíblico e imerecido quebrou o seu coração de pedra.


FÉ EM AÇÃO

 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

ALIMENTO ABUNDANTE

"E tu, sê uma bênção"


Gênesis 12:2


Conta-se a história de uma pequena aldeia de pescadores onde, por muitos anos, um bando de gaivotas se alimentava das sobras que os pescadores deixavam. Tudo estava excelente para as gaivotas do mar até que a pesca se mostrou escassa e os pescadores se mudaram para um outro local, onde o peixe era mais abundante. As gaivotas não seguiram os pescadores e, porque estavam acostumadas a viver daquilo que eles lhes davam, sem jamais ter aprendido a alimentar-se por si mesmas, acabaram morrendo todas.

Os cristãos que se alimentam apenas do que os outros ensinam são como essas tolas gaivotas do mar. Vivem na dependência de terceiros, correndo para aqui e para ali em busca de uma bênção que os sustente em determinadas situações.

Se o irmão fulano mudou-se para outra cidade e se a irmã siclana partiu para o Senhor, vêem-se desamparados, desprotegidos, sem saber o que fazer. Perdem o ânimo, afastam-se da igreja, não encontram forças para vencer as lutas da vida e acabam morrendo espiritualmente.

Precisamos, como filhos do Deus vivo, aprender a buscar o nosso alimento diretamente na fonte, aos pés do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele tem tudo de que necessitamos, tem a Palavra certa na ocasião certa, tem a paz quando nosso mundo está envolto em aflição, tem a orientação perfeita quando estamos confusos, tem a força para vencermos as batalhas, tem a motivação que não encontramos quando tudo parece perdido.

Não podemos viver dependendo de bênçãos de terceiros. Pelo contrário, precisamos ser, nós mesmos, uma bênção nas mãos de Deus. Reunimo-nos com os irmãos não apenas na expectativa de receber algo, mas na alegria de poder compartilhar também aquilo que temos experimentado.

No Senhor você tem alimento abundante para toda a sua vida aqui no mundo e por toda a Eternidade.

Paulo Roberto Barbosa

UM FRACASSO DE SUCESSO


 

domingo, 20 de setembro de 2026

UM RESGATE PARA MUITOS

Mateus 20:28 diz sobre Jesus: “O Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir aos outros e dar a vida em resgate por muitos”.

Quando menino, li uma fábula russa sobre um mestre e um servo que partiram em uma jornada. Antes de chegarem ao destino, foram pegos por uma nevasca e perderam a direção. Quando foram encontrados, o mestre estava congelado até a morte, de bruços na neve. Quando o levantaram, encontraram o servo frio, mas vivo. O mestre havia se colocado voluntariamente por cima do servo para que o servo pudesse viver.

Jesus fez o mesmo por você. Jesus usa uma coroa soberana, mas carrega um coração de pai. O Rei que sofre pelo camponês, o Mestre que se sacrifica pelo servo. Ele é o Filho do Homem que veio para servir e dar a vida em resgate por você.

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “A Ransom for Many”

O PREÇO QUE FOI PAGO


sábado, 19 de setembro de 2026

UM ATO DE NOBREZA

Quase todo mundo conhece “Os Três Tenores”, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. Com sua arte abrilhantaram diversos eventos, até mesmo uma Copa do Mundo de Futebol!

Há uma história surpreendente sobre dois deles, Plácido Domingo e José Carreras, que não deve ser esquecida. Plácido Domingo é Madrileño e José Carreras, Catalão. Ambos são espanhóis, mas de regiões rivais, pois os Catalães lutam por independência, desejando ter nacionalidade própria. Carreras e Plácido não conseguiram ficar imunes ao conflito político e, em 1984, romperam seu relacionamento.

Muito requisitados em todas as partes do mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam em determinado show se o outro não fosse convidado!

Porém, em 1987, Carreras ganhou um inimigo muito mais implacável, a leucemia!

Sua luta contra o câncer foi sofrida e persistente. Submeteu-se a vários tratamentos, que o obrigava a viajar uma vez por mês aos Estados Unidos. Nestas condições, sem poder trabalhar, os altos custos das viagens e do tratamento rapidamente minguaram suas finanças.

Quando não tinha mais condições financeiras, tomou conhecimento de uma fundação existente em Madrid com a finalidade única de apoiar o tratamento de leucêmicos, a Fundación Hermosa, que o ajudou a vencer a doença e voltar a cantar!

Recuperado, decidiu associar-se àquela fundação. No entanto, para sua surpresa, ao ler o estatuto, descobriu que o fundador e maior colaborador da Fundación Hermosa era Plácido Domingo!

Descobriu, ainda, que o mesmo criara a entidade em princípio para atendê-lo e se mantivera no anonimato para não constrangê-lo a ter que aceitar auxílio de um adversário.

O momento mais lindo e comovente desta história foi o reencontro. Numa apresentação de Plácido, em Madrid, inesperadamente Carreras interrompe o evento e, humildemente, ajoelha-se aos seus pés, pede desculpas e agradece-o em público. Plácido levanta-o, e com um forte abraço, os dois selam, naquele instante, o início de uma grande amizade!

Um repórter, numa entrevista, perguntou a Plácido Domingo por que criara a Fundación Hermosa para beneficiar um “inimigo”. Sua resposta foi curta e definitiva: “Por que uma voz como essa não se pode perder…”

Artigo de Rubens Nunes de Andrade

SEM AMIGOS

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

FRAGMENTOS

a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de sabedoria do coração, para fazer toda a obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do gravador, em azul, e em púrpura, em carmesim, e em linho fino, e do tecelão; fazendo toda a obra, e criando invenções.

Êxodo 30.34-35

Faz alguns anos trabalhava na Itália um grande artista em mosaicos. Ele tinha um jovem aprendiz que limpava e varria o estúdio. O rapaz notou quantos cacos de vidro e pedra eram atirados ao chão e varridos para o lixo, e pediu ao seu mestre permissão para recolhê-los. Alguns meses mais tarde o mestre surpreendeu-se ao ver, escondida num depósito, uma bela obra de mosaico, executada pelo rapaz com os fragmentos atirados fora.

Assim devemos nós ajuntar os fragmentos de nosso tempo, conhecimento, oportunidades etc., e reuni-los num mosaico vivo de utilidade para outros e para glória de Cristo.

EXIGE MUITO DE TI


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O MAPA REJEITADO

Havia um homem que encontrou um mapa. Ao ler as instruções, ele não concordou com quase nada do que estava escrito. Para completar, os seus companheiros de viagem também desdenhavam das marcações. Achando aquelas direções ultrapassadas e cheias de inverdades, ele guardou o mapa e resolveu seguir seus próprios instintos e os conselhos dos amigos.

Por causa dessa escolha, o grupo se perdeu muitas vezes em trilhas perigosas. Ao longo da jornada, cruzaram com cidades, povos e destinos que pareciam atraentes, mas que só lhes causaram mal e tiraram a paz.

Um dia, ferido e exausto, o homem se lembrou do mapa. Mesmo ouvindo a zombaria dos amigos, ele tomou uma decisão: escolheu seguir o que estava escrito e abandonou o grupo. Por um tempo, ele caminhou completamente sozinho, até que finalmente encontrou um lugar acolhedor. Ali, pôde tratar suas feridas, descansar e recuperar as forças para continuar a viagem.

Quantos de nós também já não viveram assim? Desprezamos a Bíblia para seguir os conselhos do mundo, até compreendermos, pela dor, que longe de Deus nada nos fará felizes. É nesse momento de exaustão que decidimos voltar — assim como o Filho Pródigo —, deixando o grupo para trás, reconhecendo o nosso erro e pedindo perdão ao Pai.

Fandermiler Freitas

SEGURANÇA

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

BURACOS NA ESCURIDÃO

Robert Louis Stevenson tem um conto em que fala de um garoto que certa vez olhou pela a janela de sua casa ao entardecer. De repente, ele viu o homem encarregado de acender as luzes de gás da rua chegando e, enquanto o mesmo se movia pela rua, as acendia. 

Surpreso, o menino correu para sua mãe e disse: "Mãe, mãe, do lado de fora da rua há um homem que está fazendo buracos na escuridão". Assim o menino viu as coisas, e esse era seu conceito de luz e escuridão. 

Qual é o seu conceito do evangelho e o que você faz com ele? Você acha que proclamá-lo é como abrir buracos no escuro? Você abre buracos no escuro?

 José Luiz Martínez - 503 Ilustraciones Escogidas

A ARTE DE ESCUTAR


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

AS DÚVIDAS DE TOMÉ

Uma lenda dos primeiros séculos de nossa era, diz que Tomé, tempos depois da ascensão de Jesus, voltou a ter dúvidas. Precisando de ajuda, foi procurar outros discípulos. Mas Paulo estava ocupado em refutar alguns ensinos dos helenistas e não pôde atendê-lo. Filipe estava preocupado em escrever uma longa carta ao ministro da rainha dos Etíopes e também não pode atendê-lo. Pedro, por sua vez, tinha partido para Cesaréia a fim de pregar ali o Evangelho. Ninguém pôde ajudar a Tomé. Um tanto desesperado, Tomé resolveu ir a Jope procurar Dorcas, cuja fama de devoção e fé, todos conheciam. Mas Dorcas também estava tão ocupada em trabalhos de costura para socorrer aos pobres, que também não lhe pôde dar atenção. Tomé, então, voltou para casa e no caminho refletiu que ele era o único a ter dúvidas porque estava sem fazer nada. Os outros, imersos em seus trabalhos, nem tinham tempo para alimentar dúvidas. A lenda termina dizendo que Tomé caiu em si e tratou de realizar um velho projeto: a evangelização dos partas. Nunca mais teve dúvidas.