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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

O BOM RAIMUNDO RECEBEU DEZ CONTOS DE RÉIS

O bom Raimundo recebeu dez contos de réis, diz a história, pelas suas terras que seriam alagadas nas obras do açude. Ao voltar da cidade, já encontrou à sua espera os parentes mais próximos e os amigos, que conversavam à sombra da mangueira e foram entrando. Como era costume, cada um foi pedindo seus "favores". Era uma forma de repartir a felicidade.

A prima Severina foi a primeira a pedir um vestido para ir ao casamento da filha. A própria noiva precisava de uma trempe para o fogão. O primo Nonato queria um jegue para levar os jerimuns para a feira que o angico, de velho, já não aguentava a carga. 

Sebastião, o irmão mais velho, pigarreou e disse: "Eu careço de um par de botinas". O outro, Genésio, precisava de uma dentadura nova. Eleutério pediu, como "favor", "um ócus, porque a vista num dá mais prá rodá o bilro". Em pé no canto da sala, quieto, um moço chamado José a tudo assistia sem nada pedir. "E você, José", pergunta o bom Raimundo, "não vai pedir nada?" 

José ajeita o chapéu de palha na cabeça, arranca um suspiro da alma e responde com toda a pompa: "Eu quero só uma coisa, seu Raimundo; eu quero sua filha Glória em casamento".

Este é, de fato, um pedido só, mas obviamente, contém muito mais porque, uma vez casado com a filha de Raimundo, José terá todas as suas carências supridas, como bem ensina o rabino Irving Bunin na sua monumental obra A Ética do Sinai, falando sobre a parábola que adaptamos nas historinha do bom Raimundo. Bunin está comentando a oração de Davi no Salmo 27.4. Davi declara que pediu apenas uma coisa, mas nesse pedido estava tudo que ele haveria de precisar por todos os seus dias: a presença do Senhor, simbolizada na casa do Senhor. A presença do Senhor é esperança, socorro na angústia, vitória sobre os inimigos, rocha de perenidade e proteção.

João Falcão Sobrinho

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

RICO PARA COM DEUS

Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.

Lucas 12:20,21

Um negociante descansava em sua cadeira predileta, uma noite de inverno. Enquanto o fogo flamejava e crepitava, meditava no futuro. De repente, sentiu que alguma coisa estava ao pé dele. Sobressaltado, ergueu os olhos para o rosto de um estranho. "Senhor", começou ele a dizer, "vim para dar-lhe qualquer coisa que deseje. Pode pedir o que quiser, e a terá." Com o rosto iluminado pelo que lhe parecia uma ideia tremenda, o negociante respondeu: "Quero ver um número do "New York Times" (O Tempo de Nova York) datado de hoje a duas semanas."

"Você o terá", prometeu o visitante, e instantaneamente foi colocado nas mãos do homem o jornal que ele pedira. O negociante folheou-o rapidamente, até que chegou à última página. Correu a vista nas colunas da página que trazia os títulos de crédito.

"Estou com a fortuna feita!", exclamou. "Posso ver como irá o mercado daqui a duas semanas. Comprarei; venderei; serei milionário dentro de quinze dias." Rabiscou algumas notas acerca das compras e vendas que desejava fazer, depois olhou o resto das páginas. A situação internacional – nada de surpreendente aí. Crimes – como de ordinário. Esportes – alguns novos recordes. Ao olhar rapidamente as colunas da página de obituário, porém, viu um nome familiar. Era o seu próprio. Com o temor a apertar-lhe o coração, leu que, três dias antes da data do jornal, ele falecera.

Como o louco no texto de hoje, o negociante nesta parábola moderna viu de repente a vida sob nova perspectiva. Sentiu como nunca antes que apenas uma pulsação se acha entre nós e a eternidade. Viu a importância de ser "rico para com Deus", de empregar os bens, não para fins egoístas, mas para beneficiar os outros. Aprendemos nós essas lições tão bem como devemos?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

VALIOSA OPINIÃO DE UM FINANCISTA MODERNO

John D. Rockefeller, falecido em 1937, com a idade de 97 anos, não só frequentava assiduamente a igreja, como, também, muitas vezes tomava a palavra nos estudos bíblicos. Num desses estudos bíblicos deu o testemunho seguinte, com respeito ao seu êxito extraordinário:

"Considero meu dever ganhar todo o dinheiro que possa ser ganho de modo honrado, mas também dar todo o dinheiro que se possa dar." 

"Que é o êxito? É dinheiro? Então é muito pouco..."

"Quem é o mais pobre no mundo? Eu lhes direi: O mais pobre que eu conheço, é o que nada possui além de dinheiro."

Kraft und Licht.

sábado, 10 de novembro de 2018

AMOR AO DINHEIRO

Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.

I Tim. 6:10, 11 

O Dr. R. Newton relata a triste história de um marinheiro que se demorou numa pequena pousada na aldeia da Normândia. Pagou o jantar e o alojamento de uma noite. O proprietário e sua esposa eram anciãos e de aparência pobre. O marinheiro convidou-os a jantar com ele e durante a refeição lhes perguntou algo sobre seus familiares, principalmente sobre o filho que desde muito jovem se tornou marinheiro. Os pais supunham que estava morto, pois durante muito tempo não ouviram nada dele. Na hora de dormir, a mulher conduziu o marinheiro até seu quarto. Este lhe disse boa noite e deslizou em sua mão uma moeda de ouro. Ela mostrou ao marido e ambos se deleitaram olhando-a. Sabiam que o marinheiro possuía mais ouro. Durante a noite o assassinaram em sua cama e tomaram todo seu dinheiro.

Muito cedo, na manhã seguinte, dois parentes dos proprietários vieram perguntando onde estava o marinheiro. Ambos responderam que havia ido embora. "Não é possível – disseram os parentes – porque era filho de vocês, o filho que voltou ao lar para passar a vida com vocês. Disse-nos que permaneceria com vocês uma noite, sem dizer-lhes que era seu filho, para ver quão bondosos vocês poderiam ser com estranhos". Tinham assassinado seu próprio filho, pelo abominável amor ao dinheiro!

Quantos estão dispostos a vender sua alma ao diabo por uma bolsa de ouro! – Keith L. Brooks.

Fonte: http://www.iasdemfoco.net

quinta-feira, 27 de julho de 2017

COMO UM TIJOLO

"Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores"
 
1 Timóteo 6:10

O dinheiro, em si mesmo, não é um mal. O amor ao dinheiro o é. O dinheiro é como um tijolo. Você pode usá-lo para construir uma catedral ou para esmagar a cabeça de alguém. O dinheiro, por si só, não é do bem nem do mal. A cobiça é a raiz de todo o mal. (Paul W. Powell)

Sabemos que o dinheiro faz parte da vida de todos. Sem ele, quase nada conseguimos fazer. E até que ponto temos sabido lidar com o dinheiro? Que importância ele tem tido em nossas vidas, especialmente na espiritual?

O missionário Paulo, personagem importante nas Sagradas Escrituras, diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. E o que ele quis dizer com isso? Que é pecado ter dinheiro, ou querer possuí-lo? Claro que não. O dinheiro, usado com sabedoria diante de Deus, é uma grande bênção, não somente para quem o tem como para aqueles que são abençoados por aqueles que o tem.

Mas quando esquecemos o que é correto, o que é honesto, o que é verdadeiro, o que é puro, em busca de riquezas, então desagradamos ao Senhor e afastamo-nos de Sua presença. Quando usamos o dinheiro para "comprar a bênção de Deus" também estamos pecando. Quando gastamos mais do que ganhamos, quando não colocamos limites no uso do dinheiro que Deus nos dá, mergulhando em dívidas e em aflições, também estamos nos afastando do Senhor e de tudo que Ele pode nos proporcionar.

Se queremos ser aprovados por Deus no uso do dinheiro, devemos colocar o que ganhamos e as nossas necessidades no Seu altar. Deus nos orientará e, se necessário, multiplicará o nosso salário. Ele fará cair sobre nós e a nossa casa "chuvas copiosas de bênçãos".

Seu dinheiro tem sido usado para construir um altar para adorar a Deus ou um muro para suas lamentações?

Pr. Paulo Roberto Barbosa