Mostrando postagens com marcador Oração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oração. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de abril de 2026

O VALOR DO SILÊNCIO

John Ortberg cita um livro chamado Solidão, do psiquiatra inglês Anthony Storr: “Storr diz que a capacidade de criar está inseparavelmente ligada à capacidade de ficar só, e que muitas vezes as pessoas que ficaram muito tempo sozinhas na infância tornam-se extremamente criativas”. Ortberg cita uma bela frase de Edward Gibbon: “A conversa alarga o entendimento, mas a solidão é a escola do gênio”.


Bem, já que estamos citando gente, que tal prestar atenção ao conselho do gênio dos gênios: “Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto”(Mt 6.6). Ele próprio praticava isso: “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus” (Lc 6.12). A vitalidade do seu pensamento e a irresistibilidade de suas palavras nasciam dessas horas de silenciosa comunhão com Deus.

(John Ortberg, Revista Leadership, Summer, 1993, p. 36).

sábado, 21 de maio de 2022

AMIGO SUPER PODEROSO

Se me pedissem para identificar a chave mais importante para uma oração eficaz, eu diria que é aproximar-se de Deus como seu amigo. Quando nos chegamos a Deus acreditando que Ele nos vê como Seus amigos, obtemos acesso a novas maravilhas. Assim, experimentamos a liberdade e a ousadia necessárias para uma oração eficaz.

Se não conhecemos Deus como amigo, e se não confiamos no fato de que Ele pensa em nós como amigos, ficaremos relutantes em dizer o que precisamos ou em pedir alguma coisa. Se tivermos um relacionamento formal e distante com Deus, nossas orações podem ser legalistas. Mas se nos aproximarmos Dele como nosso amigo, sem perdermos o nosso temor por Ele, nossas orações serão sempre renovadas, animadas e íntimas.

Uma amizade natural envolve amar e ser amado. Significa saber que alguém está do seu lado, querendo ajudar você, animar você, sempre tendo em mente o seu melhor interesse. Um amigo é alguém que você valoriza, um camarada, um parceiro, alguém que é querido por você, alguém com quem você quer passar tempo e de quem gosta. Você se torna amigo de uma pessoa investindo tempo nela e com ela, compartilhando sua vida com essa pessoa.

A diferença entre desenvolver um relacionamento com Deus como amigo e construir relacionamentos com as pessoas é que, em Deus, você acaba tendo um amigo que é perfeito! Alguém que nunca o deixará nem o abandonará. Alguém que é fiel, confiável, amoroso e perdoador.

Joyce Meyer, em "O PODER DA ORAÇÃO SIMPLES"

domingo, 29 de abril de 2018

POR QUE NÃO RECEBO?

De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.

Salmo 5.3

Existem momentos da vida que desejamos tanto uma coisa, julgamos a necessária e a pedimos a Deus. Mas não a recebemos? Já aconteceu com você?

Então, o coração se pergunta: Deus não gosta de mim ou me abandonou? Será que Ele não ver minha dor e necessidade?

Jesus falou a respeito disso aos seus discípulos: Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?

Nós não conhecemos o futuro, Deus sim. Ele não nos dará aquilo que nos machucará. Aos olhos do Pai meu inocente pedido pode ser uma cobra ou uma pedra disfarçada!

Tiago disse Claramente: pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.

O Salmista disse: O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. A pergunta desta sexta-feira é: você tem consciência de seu pedido? Se ponha aos pés do Pai e ouça Ele te dizer o porquê de sua oração não ser respondida.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

MÃOS ERGUIDAS

"Vós  mesmos  sabeis  que  estas  mãos  proveram  as  minhas necessidades e as dos que estavam comigo" 

Atos 20.34

Alberto nasceu na  Alemanha  e  desde  cedo  revelou  grande aptidão pelo desenho e pintura. Mais tarde, teve oportunidade de  estudar  numa  cidade  maior  onde  com  sacrifícios  se mantinha nos estudos. Encontrou um colega na mesma  situação e se tornaram amigos, repartindo entre si o quarto, a comida e até as privações. Um  dia,  quando  juntos  enfrentavam  a maior crise de recursos, o amigo lhe disse:

- Nossa maneira de lutar pela sobrevivência não nos  permite êxito  nos  estudos.  Então,  deixemos  que  um  de  nós  só trabalhe, enquanto o outro só estuda. Quando este começar  a vender os seus quadros e obtiver lucros para o sustento  dos dois,  então  aquele  que  só  trabalhou  passará  a  apenas estudar.

- Muito bem pensado - disse Alberto. - Serei  o  primeiro  a trabalhar.

- Eu sou mais velho e não tenho  tanto  talento  como  você; além do mais, já  estou  trabalhando  em  um  restaurante  - retrucou o amigo.

Alberto concordou. No dia seguinte, foi para a escola e logo instalou sua oficina. Desenvolvia a  sua  arte,  enquanto  o amigo trabalhava e o fazia alegremente, por estar cooperando com Alberto e também pela esperança de um dia  retornar  aos estudos interrompidos. Um dia vendeu-se o primeiro quadro  e feliz Alberto apresentou ao amigo o resultado, dizendo:

- Agora eu trabalharei para o nosso sustento e você  voltará amanhã mesmo para a escola.

O colega, com as esperanças renovadas, voltou à arte. Gastou horas trabalhando, mas fez pouco  progresso.  Seus  dedos  e músculos  haviam  enrijecido  e  as  articulações  crescidas dificultavam  o  manuseio  do   pincel.    Alberto tentou encorajá-lo, porém, dentro de alguns meses, o amigo concluiu que teria de sacrificar sua arte  para  sempre  e  voltou  a trabalhar  no  restaurante.  Vendo  o  que  acontecera    ao companheiro na ânsia  de  ajudá-lo,  o  coração  de  Alberto parecia  despedaçar-se,  pois  sabia  que  jamais    poderia restituir-lhe a flexibilidade dos dedos. Todavia,  havia  de amá-lo sempre, sendo-lhe eternamente reconhecido.

Um dia, voltando ao quarto, ouviu a voz do amigo em oração e o viu com aquelas mãos calejadas erguidas, rogando a Deus pelo sucesso do companheiro e suplicando  que  lhe  desse  a habilidade com a qual ele sonhou uma vez possuir. Foi grande a emoção de Alberto, enquanto dizia para si  mesmo:  "Jamais poderei restituir àquelas mãos a habilidade perdida, mas  eu posso mostrar ao mundo um  sentimento  de  amor  e  profunda gratidão, pelo seu tão nobre feito em benefício de um amigo. Pintarei suas mãos assim como as vejo e acontecerá  que,  ao olharem para a tela, todos sentirão  como  vivos  seu  gesto altruísta".

E foi justamente o que fez Alberto e o mundo hoje conhece  o magnífico quadro das Mãos Erguidas.

Fiquem na paz!

Virginia

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Ninguém é digno do prazer de viver, se não usar suas angústias, ansiedades e aflições para irrigar a vida. Ninguém é digno das flores, se não sujar as mãos para lavrar a terra e cultivá-la. A existência tem curvas imprevisíveis, perdas inesperadas, choques fora do plano que traçamos.


Quando olhamos para o relacionamento que Jesus tinha com Seus discípulos, verificamos que Ele os testava constantemente. Era capaz de enviá-los sem suporte financeiro e sem alimentos para uma terra esranha. Orientava-os a experimentar o vale do medo e a construir segurança mesmo quando o mundo desabava sobre eles. Corria risco de ser morto por proteger uma prostituta sem nenhuma religiosidade aparente e queria que os Seus discípulos aprendessem a amá-la independentemente de seus comportamentos. Para espanto deles, o Mestre não tinha medo de expressar Seus pensamentos em lugares onde se recomendava a prudência.


A oração do Pai-Nosso é uma síntese complexa do que Jesus viveu e ensinou. O Deus dessa oração não prometeu caminhos sem obstáculos, oceanos sem tormentas. Mas prometeu o pão cotidiano em cada travessia, força na angústia, coragem nas incompreensões e paciência nas perdas.


Deus não prometeu uma existência sem desertos, mas ensinou que há um oásis nos escombros das dores. Não prometeu campos de flores, mas ensinou, através de Jesus, que há dignidade nos vales dos temores e esperança nos abismos das derrotas. Ensinou que a vida deve ser homenageadas a cada momento como um espetáculo único.


Deus não facilita a vida humana. Uma análise do comportamento de Deus indica que, se atender prontamente todas as necessidades humanas, criaria exploradores, e não seguidores, pessoas autoritárias e não altruístas.


O próprio Jesus comenta que é necessário bater, bater e bater à porta desse misterioso Pai. Não é um processo instantâneo, mas exige o esforço da fé, da paciência e a sabedoria que Ele tem o tempo certo para tudo.
Fonte: Augusto Cury, em “OS SEGREDOS DO PAI-NOSSO”

sábado, 22 de janeiro de 2011

ORAÇÃO DE UM MENINO

Mateus 18:10-11 - Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste. Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

Durante os anos mais sombrios da Segunda Guerra Mundial, um menino com menos de doze anos de idade sentiu o desejo de orar ao Senhor Jesus todas as noites para que todos os homens de seu bairro que estavam combatendo, em campos de trabalho forçado ou em prisões, pudessem voltar algum dia para casa.

Não escolhera só alguns. Orava por todos os que conhecia ou de quem tinha ouvido falar, sem perguntar se eram ou não crentes. Sua lista ia crescendo à medida que tomava conhecimento das casas em que faltava um homem. Orava com perseverança, e, se ao enumerar todos os homens, o sono o vencia, voltava a orar na manhã seguinte.

No fim da guerra, todos os homens que foram objeto da oração do menino voltaram para casa sãos e salvos. Eles contavam episódios da guerra. A maioria havia passado por situações das quais mal acreditavam que tinham saído vivos, dramas dos quais poucos companheiros escaparam. Dessa forma, o menino comprovou que o Senhor escuta a oração fervorosa. Para ele foi uma grande lição que o marcou pelo resto da vida.

1 Timóteo 2:1, 3 "Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens... Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador". "Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" Tiago 5:16.

Extraído do devocional Boa Semente

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PORTAS ABERTAS

Miquéias 4:2 -"...vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, ..."

Não é verdade que às vezes vivemos situações nas quais não há uma saída clara, fácil, objetiva? É como se deparar com um beco sem saída. Quem vivenciou uma experiência semelhante foi o apóstolo Paulo e Silas, na cidade de Filipos, em Atos 16:16-31. Na prisão não havia qualquer possibilidade de fuga e muito menos de terem um julgamento justo.

Alguém poderia pensar que DEUS é injusto e não cuida daqueles que O servem e O seguem, pois, muitos destes enfrentam problemas e situações desesperadoras. Mas, a Bíblia insiste que a oração pode mudar absolutamente tudo. Sem saber o que DEUS faria, Paulo e Silas louvavam a DEUS com cânticos e oravam. Então, onde não havia saída, DEUS providenciou uma por meio de um terremeto, libertando os dois e ainda levando o carcereiro à experiência da salvação.

Uma das nossas fragilidades é pensar na oração como último recurso, quando deveria ser o primeiro. A oração não é uma arma para ser usada somente nas calamidades, nas enfermidades e nos momentos de profunda angústia. A oração cabe a qualquer momento, situação e lugar. Devemos orar sem cessar, isso significa estar sempre com a mente e o coração voltados para CRISTO. A oração é a chave que DEUS nos deu para destravar as portas que ELE quer abrir.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O PODER DA ORAÇÃO


E a oração da fé salvará o enfermo...


Tiago 5.15




Qual o poder da oração? A Bíblia diz que “muito pode a suplica de um justo”, assim sendo, podemos concluir superficialmente, que tudo pode ser resolvido quando falamos com Deus. As nossas queixas, angústias, dores, nossos projetos, podem ser solucionados, e nossa alma restaurada pela súplica de um homem considerado por Deus apto para tal tarefa.

Os maiores homens da Bíblia, considerados por Deus fiéis e preparados para o serviço, eram antes de tudo; Homens de oração. Existe infelizmente hoje, uma relutância em não orar. Os cultos de oração são os menos freqüentados, a maioria são senhores e alguns jovens. Ás vezes esquecemos que Deus pode fazer infinitamente mais aquilo que pensamos, pedimos ou desejamos. O seu poder é eterno.

Então, não esquecemos da onipotência de Deus. O seu eterno poder, seu caráter, aquilo que lhe é peculiar, o poder que é de direito. Se estivermos tristes, o Espírito Santo nos consola. Se são dores; Ele nos alivia como um bálsamo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ORAÇÃO DO PAI NOSSO



Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Quando meditamos nessas palavras percebemos que precisamos tanto de Deus, Não porque Ele é grande e poderoso, mas porque Ele é um ser que se importa com cada um de nós. Na oração do Pai Nosso, Jesus queria mostrar ao homem o quanto ele tem se afastado da vontade do Pai, além de ensiná-lo como se aproximar do Pai e ser ouvido por Ele.

Mateus 6:9-13



Buscar a vontade de Deus é muito difícil! A gente tem anseios e desejos que, na maioria das vezes, não condizem com a Vontade de Deus (faça-se a tua vontade) nem com a sociedade desejada por Ele (Venha o teu reino).

O perdão é uma das exigências de Deus ao homem para sentir sua presença bem perto e ter comunhão com Ele (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores), mas isso, na maioria das vidas é uma mera ilusão, não se consegue perdoar ao próximo, ao distante nem a si mesmo.

O clipe de hoje é um hino da Alda Célia - Pai nosso e as imagens são do homem que tem traçado o caminho contrário ao de Deus: o do ódio, o da falta de compreensão, perdão, amor e o do distanciamento da vontade do Pai.

Roguemos ao Pai nesta sexta-feira que Ele nos ajude a desejar sua vontade em nossas vidas, a perdoar aos que nos rodeiam e nos ofendem e a oferecer o amor a todos os que nos cercam para que a Oração do Pai Nosso tenha o impacto de alcançar o céu!


sábado, 13 de junho de 2009

COMO JESUS ORAVA?


A forma que Jesus orava era bem diferente da que as pessoas de sua época estavam acostumadas. Os homens preferiam orar onde se tornassem mais visíveis, como nas esquinas ou no átrio das sinagogas (Mt.6:5). Mas Jesus quase sempre orava em solidão e em lugares silenciosos, ensinando os seus seguidores a “entrar no seu quarto, e fechar a porta” (Mt.6:6). Primeiro, Ele despedia a multidão, e depois até os seus discípulos (Mc.6:45-46; 14:32,35); subia a um monte (Mc.6:46) ou se afastava para um lugar solitário (Mc. 1:35, Lc.5:16). Esperava a noite chegar, ou orava enquanto os outros ainda estavam dormindo (Mc. 1:35). Aprendemos de Jesus que não precisamos de espectadores quando oramos; é suficiente estar a sós com Deus ( Mt.6:6).

Mas Jesus também orava em alta voz (Mt. 26:39; 27:46- Eli, Eli, Lama sabactâni?; Lc. 23:46- “Então clamou Jesus: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”; João 11:41-42; 17:1ss).

Jesus levantava os olhos aos céus (João 11:41) especialmente quando dava graças ao partir o pão (Mt. 14:19). Tanto que os discípulos de Emaús o reconheceram neste ato (Lc. 24:30,31). Ele prostrou-se sobre seu rosto (Mt.26:39).

Em outras palavras, Jesus não tinha medo de formas exteriores fixas para usar quando orava. A forma externa jamais parece importante ao ponto de estabelecer regras para os discípulos. Ele gostava de orar nos montes, mas sabia que os montes não são necessários para adorar a Deus (João 4:21). Era-lhe natural levantar os olhos ao céu, mas Ele jamais tornou este ou outros gestos obrigatórios para os seus discípulos, como os maometanos e judeus o faziam. Em três vezes diferentes Ele se ajoelhou no Getsêmane na noite da traição, mas Ele jamais recomendou que os Seus discípulos o fizessem como um modelo para as suas orações. Ele queria evitar todas as aparências na oração, como faziam as pessoas de sua época.

O Seu trabalho diário era sustentado e fortalecido pela oração. Ele orava de madrugada e de tarde. Ele se ajoelhava. Ele punha as mãos à mesa e olhava para cima, para o Todo-Poderoso, antes de orar. Freqüentemente as Suas orações mais curtas eram as mais ardentes.

Você tem feito proveito deste importante meio de comunicação com Deus? Não importa o lugar, ou a forma, o que importa é se estamos conversando com nosso Deus regularmente.

Pr. José Roberto

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ORANDO EM MEIO A TANTA CORRERIA


e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.
Mt. 21.22

Vivemos em dias que cada vez mais o tempo se torna escasso, por isso, muito precioso. Com a revolução industrial, o homem pensou que estaria ganhando mais tempo. Acabou descobrindo que, quando tem tempo sobrando, procura mais coisas para se ocupar. Em meio a tanta correria, somos tentados a deixar de lado a prática da oração. De fato, a correria é um grande rival da oração. Podemos, contudo, aprender com Jesus que é possível vencer este rival e não deixar de orar.

Oração e trabalho eram máximas de Jesus, mas a oração sempre vinha primeiro. Ele trabalhava a ponto de ficar sem comer (Marcos 3:20). Ensinava uma vida de trabalho (João 9:3-4). Certa vez, cansado do trabalho, atirou-se em travesseiro e adormeceu (Marcos 4:38). Se alguém trabalhou arduamente na obra de Deus, foi Ele, pois tudo que fez foi a “obra do Pai” (João 10:37; 5:36).

Apesar de tanto trabalho e correria, Jesus não abriu mão da oração. Ele não deixou que o trabalho o fizesse colocar a oração em segundo plano (Lucas 5:12-16). Ele manteve uma perfeita intimidade com o Pai através da oração.

No texto de Lucas que acabamos de citar, encontramos Jesus numa determinada cidade curando um leproso. Jesus ordenou àquele homem que não contasse a ninguém, além do sacerdote, o que tinha acontecido. Mas as pessoas não guardavam silêncio diante de tantas maravilhas. Assim, uma multidão corria atrás de Cristo procurando curas. Em meio a toda esta correria e até necessidade, Jesus se retirava para lugares solitários e orava. Ele tinha uma profunda compaixão pelas pessoas (Mateus 9:35) e via a necessidade delas. Contudo, não deixava que isto roubasse o seu tempo de oração, de conversa íntima com o Pai. Quando Jesus quase foi vencido pela pressão do seu trabalho com todas as ansiedades que o acompanhavam, sempre temos a impressão de que sua vida devocional se tornava mais intensa. É como se o mundo tivesse tentando cortar os laços entre Ele e o Pai. Desta forma, Ele precisava atá-los ainda mais fortemente.

A oração para Jesus era indispensável para o sustento e fortalecimento do seu trabalho. Ele não abria mão disso por correria nenhuma. E nós, será que estamos deixando a correria roubar o nosso tempo de oração?
Pr. José Roberto