Mostrando postagens com marcador ILUSÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ILUSÃO. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de dezembro de 2024

DORMINDO NA CANOA

Há alguns anos, perto das Cataratas do Niágara, havia um jovem que trabalhava como guia de turistas. Um dia, não tendo o que fazer, amarrou sua canoa num lugar bem acima das cataratas e deitou-se dentro dela para descansar. Embalado no seio das águas sempre agitadas, adormeceu. 

Julgava ter amarrado o barco com segurança, mas, com o constante balançar, a corda desprende-se, e finalmente, a canoa começou a ser levada pela correnteza, com seu tripulante inconsciente do que se passava. 

As pessoas que se encontravam na margem, percebendo o grave perigo em que o jovem se encontrava, gritavam em alta voz, na esperança de o acordar para que se salvasse, enquanto a correnteza não fosse forte demais. Porém, foi em vão que se esforçaram. Em dado momento o barco encalhou num rochedo que sobressaía no meio do rio. Ao notarem isso, os observadores redobraram seus esforços para despertar o adormecido, gritando freneticamente: - Agarre no rochedo!! Salte para a rocha!! Porém, o pobre rapaz continuou dormindo, inconsciente do perigo iminente que o ameaçava. Não demorou para que a força da correnteza afastasse o barco do rochedo e o levasse a grande velocidade para as cataratas. 

O infeliz só foi acordado pelo estrondo ensurdecedor das grandes massas de água, pelas quais foi arrastado para a morte. Que horror! Dormindo na canoa! Tranquila e inconscientemente deslizando para as garras da morte! Só de pensar nisto já nos faz estremecer. 

Contudo, isto serve para descrever muito nitidamente a indiferença das pessoas em nossos dias, muitas das quais completamente despreocupadas quanto ao seu rumo fatal; profundamente adormecidas nos seus pecados, e talvez, embaladas na maré dos prazeres terrestres efêmeros ou encantadas por infundada confiança numa vida aparentemente sem defeito, ou numa religião professa. TODOS ESTÃO DORMINDO NA CANOA!

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

MUNDO DE FORMIGAS

“Demas, tendo amado o presente século, me abandonou…”

2 Timóteo 4:10

Um dos pontos altos do meu trabalho como presidente de uma faculdade é o dia da formatura. Um ano, ao caminhar para a cerimônia de graduação, estava animado por pensar que nossos formandos estavam prontos para sair incumbidos de espalhar pelo mundo o conhecimento sobre o poder transformador do reino de Cristo. No caminho, percebi algumas diligentes formigas ocupando-se da sua rotina. Pensei: “Há coisas muito maiores acontecendo do que a construção de montes de terra!”

É fácil, para nós, nos perdermos no “mundo de formigas” — tão ocupados com nossas rotinas, nossa segurança e paz da comunidade e igreja local, que perdemos a alegria de nos envolver pessoalmente com o restante do grande trabalho de Deus ao redor do mundo. A atuação do Espírito está varrendo a América do Sul, milhares na África estão encontrando Cristo diariamente, os cristãos perseguidos estão aumentando e a costa asiática está latejante com o pulsar do evangelho! Por outro lado, o secularismo e a perseguição à igreja crescem em outros pontos do mundo, e exigem uma reação. Esses pensamentos chegam a capturar o seu coração? Sua vida de oração? Seu talão de cheques?

Nossa preocupação com coisas de pouca importância traz-me à mente o relato de Paulo, de que “Demas, tendo amado o presente século, me abandonou…” (2 Tm 4:10). Fico imaginando se Demas se arrependeu por abandonar o evangelho e preferir os montes de terra deste mundo.

Saiamos do “mundo de formigas” e engajemos os nossos corações e vidas na difusão do evangelho de Jesus Cristo. Não permita que as pequenas distrações o afastem do trabalho maior de Deus ao redor do mundo.

 Joe Stowell / Devocional Pão Diário (adaptado)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

DESILUSÃO SEM FIM

Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.

Salmo 49.16-17

Você já sofreu uma grande desilusão? Algo que o fizesse reavaliar seus conceitos, atitudes e sonhos? Muitas pessoas já enfrentaram momentos assim! A Bíblia narra várias histórias com este trama: os discípulos quando Jesus morreu, Moisés quando fugiu do Egito, os Israelitas no deserto, Elias no monte Horebe, etc.

Na minha vida, também já enfrentei dias assim. Mas uma coisa aprendi: a desilusão é como uma tempestade cujas nuvens negras sempre se vão. No final, com o céu claro resta sempre a certeza de como é bom viver e que o recomeço sempre é possível.

No entanto, no livro de Salmo, a Bíblia narra uma desilusão que não terá fim: A do homem que vive sem se preocupar com a morte. Toda a sua glória terrena, seus bens materiais, seus conhecimentos científicos e toda a sua sabedoria humana não o acompanhará ao morrer. Depois disso, ele estará sozinho, sem poder, sem conhecimento, sem glória. Será só mais um que não soube viver. Será uma desilusão sem fim.

Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus. Amós 4:12


Fandermiler Freitas

terça-feira, 11 de agosto de 2020

DOCE ILUSÃO


Quantas vezes somos negligentes com nós mesmos? Muitas, não é. Isso acontece porque esquecemos do mais importante e dedicamos o nosso tempo e esforço naquilo que é só ilusão.

No livro "Mil Ilustrações Selecionadas", Dr. D. Peixoto da Silva conta a história de um navio de emigrantes que foi arrastado por uma forte tempestade para longe da sua rota e soçobrou perto de uma ilha desabitada. Os passageiros conseguiram escapar a nado para a ilha e salvar algumas coisas do navio, entre elas algum alimento, ferramentas e sementes. O solo da ilha era fértil e o clima ameno.

Não sabendo quanto tempo levaria para lhes vir socorro, os homens resolveram plantar as sementes imediatamente, sem perda de tempo. Antes disso, porém, um grupo de pessoas que tinha penetrado no interior da ilha, para ver os recursos que havia, avisou que haviam encontrado ricas jazidas de ouro.

Imediatamente se esqueceram de tudo o mais, mesmo da semeadura, e todos correram a cavar a terra em busca de ouro. Como se alegraram quando viram o monte de ouro bruto! Estariam ricos, quando o navio de socorro viesse buscá-los.

Mas passou o Verão, e a horta ficou por ser feita. Demasiado tarde viram que haviam negligenciado a coisa mais necessária – sua provisão de alimento. Febrilmente puseram-se a lançar as sementes, mas chegou o inverno. O suprimento que tinham trazido do navio soçobrado acabou-se e na ilha não se encontrava alimento bastante para todos. Quando se tornavam cada vez mais fracos, seus olhos pousaram naquele monte de ouro. De que lhes adiantava agora, que estavam à beira da morte? O mais rico tesouro do mundo não lhes servia para nada.

Precisamos todos os dias rogar ao Pai que não permita que o nosso coração e esteja preso as ilusões dessa vida, mas que os nossos olhos contemplem sempre a verdade.