Há alguns dias, enquanto caminhava, fui interrompido por um homem que me pediu ajuda. Era um pedido simples: alguns reais. Mas dentro de mim, não foi simples. Meu coração hesitou.
Por um instante, pensei em negar. Pensei nas possibilidades, nas dúvidas, nos receios. Mas, no silêncio daquele momento, a Palavra ecoou — não como imposição, mas como lembrança viva:
“Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” (Evangelho de Mateus 5:42).
Percebi, então, como é fácil encontrar razões para não obedecer. A mente rapidamente constrói argumentos, levanta suspeitas, protege-se. Mas o amor… o amor não se apoia em garantias. Ele se oferece.
Quantas vezes complicamos aquilo que Deus já simplificou? Amar o próximo não exige certezas — exige disposição.
Sim, há maldade no mundo. Sim, há quem engane. Mas também há dor verdadeira, fome real e corações invisíveis passando diante de nós todos os dias.






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