Lá em cima, além de sua moradia, ele começou a erguer outro prédio grande. Curiosas, as poucas pessoas que passavam por ali perguntavam o que ele estava fazendo, e ele respondia com simplicidade:
— Estou construindo uma casa maior, porque quero receber os meus amigos!
Os moradores riam e zombavam dele, pois sabiam que aquele homem não tinha amigos na região. Ninguém queria ficar perto dele ou ter qualquer tipo de convivência com ele.
Um dia, porém, uma tempestade terrível desabou sobre a região. Choveu intensamente por dois dias inteiros, fazendo o rio subir e transbordar. As águas desciam as montanhas em uma forte enxurrada, arrastando tudo o que encontravam pelo caminho e destruindo as casas da vila.
Ao ver do alto o que estava acontecendo lá embaixo, aquele homem não hesitou. Ele desceu correndo a montanha, arriscou a própria vida para resgatar as pessoas da enchente e levou todos os moradores sobreviventes para dentro de sua propriedade. Ele os abrigou naquele prédio grande que havia construído com tanto esforço. Aqueles que o perseguiam descobriram que, no dia da crise, o único refúgio seguro era a casa do homem que eles haviam rejeitado.
É exatamente isso o que Jesus faz com a gente. Ele transforma o nosso coração para que saibamos perdoar os nossos ofensores e nos coloca sempre prontos para estender as mãos a acolher.
Fandermiler Freitas

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