sábado, 4 de abril de 2026

JESUS QUER LHE RECEBER

Como é que Deus nos aceita? Eu sei como Ele me aceitou. Eu era um encrenqueiro de vinte anos percorrendo uma estrada de declínio. Passei cinco anos afirmando ser filho de Deus aos domingos de manhã e fazendo amizade com o diabo aos sábados de noite. Eu era um hipócrita: duas caras, ligeiro e egocêntrico. Eu estava perdido.

Mas quando finalmente me cansei de ficar sentado no lamaçal, senti a graça de Deus. Vim a Jesus, e Ele me recebeu de volta. Ele não encobriu o Max egocêntrico que eu havia criado. Ele não aceitou meu comportamento pecaminoso. Mas Ele me aceitou, seu filho rebelde. Ele aceitou o que podia fazer comigo. Ele não me disse para me limpar e depois voltar. Ele disse: “Volte, e eu te limparei”. Ele nos aceita. Que possamos aceitar os outros da mesma forma.

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “Jesus Receives You”

A MORTE DE JESUS

sexta-feira, 3 de abril de 2026

FOI JUSTIÇA DE DEUS

“E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!”

Filipenses 2:8

Jesus foi acusado pelos líderes religiosos por causa de sua fé e de sua conduta. Foi levado a Pilatos como um agitador do povo, alguém que ameaçava a ordem. No entanto, o silêncio de Jesus começou a inquietar aquele que o julgava. Pilatos percebeu que nem sempre a voz da multidão carrega a verdade.

Houve uma tentativa de livrá-lo. Um instante em que a justiça poderia ter prevalecido. Mas, quando os gritos se levantaram em favor de César, o medo falou mais alto. Pilatos recuou. Lavou as mãos, como se fosse possível se isentar da responsabilidade — e, assim, condenou um inocente.

Mas essa não é apenas mais uma história de injustiça humana.

A história de Jesus é, acima de tudo, uma história de propósito. Nada estava fora do lugar. Nada escapava ao plano. A cruz não foi um acidente, nem um desvio — foi o caminho.

Jesus morreu por nós.

Não havia outro destino para o Filho de Deus senão a entrega, senão o sacrifício, senão o sangue derramado por amor.

Aquilo que aos olhos humanos parecia derrota, era, na verdade, o cumprimento perfeito da vontade divina.

A cruz não foi apenas injustiça. Foi a Justiça de Deus por nós.

Fandermiler Freitas

A CRUZ

quinta-feira, 2 de abril de 2026

QUANDO JESUS FOI PRESO

“Então, a escolta romana, o seu comandante e os guardas do templo prenderam Jesus e o amarraram. E o levaram primeiro a Anás…” 

João 18:12-13

Quando Jesus foi preso, muitas coisas mudaram no mundo.

Primeiro, a ilusão dos discípulos começou a se desfazer. À medida que as profecias se cumpriam e o poder do mal se manifestava, cada vez mais intenso, a fé deles foi provada — e todos, sim, todos, falharam em algo.

Jesus estava só. Ninguém o acompanhou em sua caminhada.

Ele enfrentou a lei dos homens, a inveja, a mentira e a ganância dos líderes políticos e religiosos — e o fez em silêncio, sem reclamar.

O coração dos discípulos não compreendia como o Filho de Deus podia ser entregue daquela forma. O medo os invadiu, e a ilusão se instalou: assustando o presente, manchando o futuro.

Mas o que eles não conseguiam ver era que tudo seguia o plano divino.

Nada havia saído do controle de Deus. Nada jamais saiu.

Jesus era o Cordeiro de Deus.

E tudo aquilo — cada dor, cada silêncio, cada queda — fazia parte do sacrifício por nós.

Fandermiler Freitas

JESUS MORREU

quarta-feira, 1 de abril de 2026

UM CORAÇÃO DISPOSTO

Há alguns dias, enquanto caminhava, fui interrompido por um homem que me pediu ajuda. Era um pedido simples: alguns reais. Mas dentro de mim, não foi simples. Meu coração hesitou.

Por um instante, pensei em negar. Pensei nas possibilidades, nas dúvidas, nos receios. Mas, no silêncio daquele momento, a Palavra ecoou — não como imposição, mas como lembrança viva:

“Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” (Evangelho de Mateus 5:42).

Percebi, então, como é fácil encontrar razões para não obedecer. A mente rapidamente constrói argumentos, levanta suspeitas, protege-se. Mas o amor… o amor não se apoia em garantias. Ele se oferece.

Quantas vezes complicamos aquilo que Deus já simplificou? Amar o próximo não exige certezas — exige disposição.

E se fosse eu?
E se fosse a minha necessidade?
E se fosse o meu clamor ignorado?

Sim, há maldade no mundo. Sim, há quem engane. Mas também há dor verdadeira, fome real e corações invisíveis passando diante de nós todos os dias.

Hoje, minha oração é simples:
Que Deus não permita que o medo endureça o meu coração.
Que eu não perca a sensibilidade diante da necessidade alheia.
E que, quando a oportunidade surgir, eu esteja pronto — não apenas para dar algo, mas para amar.

Porque, no fim, não se trata do valor que entrego…
mas do coração com que respondo.

Fandermiler Freitas

MENTIRA