Atos 16.30-33. “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” Responderam-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa, e naquela mesma hora noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.”
Algumas pessoas imaginam que por causa da aproximação com o Senhor Jesus, a vida será sempre um mar de rosas. Não que não haja rosas, há, sim, muitas rosas, mas em meio a tantas rosas, sempre haverá também espinhos, as aflições da vida, as dificuldades, os problemas, as perdas. Logo, não vivemos toda a vida sem tribulações. Paulo escreveu a carta aos Filipenses com muita ternura, com muito amor, com muito carinho. Havia uma afeição muito grande dele para com os irmãos de Filipos. Ele falou verdades em amor a quem conhecia: os irmãos da igreja de Filipos.
No capítulo 16 do livro de Atos, a partir do verso 19, lemos que Paulo fora preso por causa da fé e pelo fato de estar pregando a Palavra de Deus em Filipos, testemunhando da graça do Senhor, libertando os cativos da escravidão e levando a luz do evangelho para os que estavam se perdendo em outro caminho. Por isso, Paulo e Silas estavam no fundo de uma cela. Hoje, dois mil anos depois, fazemos um trabalho na casa de detenção para menores e quando entramos o que percebemos é algo incomum, sentimos algo terrível, pois há tristeza, há dor, e em alguns casos há opressão. De acordo com a Palavra, Paulo e Silas estavam no fundo do cárcere com os pés presos ao tronco. Os dois poderiam estar reclamando: “não deveríamos estar aqui, olhe no que deu a nossa sinceridade, o nosso amor, a nossa dedicação. Olhe o que aconteceu, não vale a pena seguir a Cristo”. Eles foram torturados, eles apanharam muito, mas em vez de escolherem um caminho cheio de reclamações, eles louvaram ao Senhor, cantaram, glorificaram a Deus, e, conforme ao que a palavra de Deus nos revela, por volta da meia noite houve um terremoto, as portas se abriram, as cadeias se quebraram e eles se viram livres. O carcereiro dormia e se desesperou ao acordar, pois, pensou que todos tivessem fugido da prisão. Imaginemos então o desespero dele que fora tanto, ao ponto de puxar a espada para se suicidar, “mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!” Atos 16:28. Certamente o carcereiro ficou surpreso, feliz, aliviado, pois o que acontecera naquela prisão não fora algo comum; presos louvando a Deus em vez de fugirem. Creio que o funcionário da cadeia deve ter se perguntado: “Por que aqueles homens não fugiram se as portas estavam abertas?’” assustado diante do que estava vendo, ele fez a pergunta que muitos fazem: “Que devo fazer para que seja salvo?” Responderam-lhe: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa, e naquela mesma hora noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.” Atos 16.30-33.
Observamos duas escolhas aqui, a de Paulo em louvar em meio às dificuldades e a do carcereiro em aceitar a Cristo como Senhor de Sua vida. Que você amigo leitor a irmão, posso fazer a escolha certa em sua vida.