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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O RELÓGIO DE DEUS

"(..) já se fazia escuro e Jesus ainda não viera ter com eles (..) por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar"

(João, 6.17b e Marcos, 6.48b)

Ainda? ? com essa palavra, João parece denunciar o ambiente de inquietação que se instalava entre os discípulos no meio do mar. Por mais que eles relutassem em tecer tais conjecturas, as altas ondas, o rijo vento, o barco afundando, a hora avançada, as forças mitigadas, o negrume da noite, todas as coisas pareciam apontar para um atraso divino, uma dessincronia entre a ação de Deus e as necessidades humanas, uma distração de Deus em face ao desespero humano.

Diz o texto que, naquele momento de medo, pânico, perplexidade, e de total incapacidade de não atribuir a Deus a falibilidade humana, Jesus vem andando por sobre as águas e o Seu relógio marcava a quarta vigília da noite. Teria Deus perdido a hora? Dormido no ponto? Havia o relógio divino trabalhado descompensado com a hora do nosso sofrimento? Teria Ele abdicado do compromisso radical que tem com as nossas vidas?

Não! Diz o texto enfaticamente: Ele veio na quarta vigília da noite. Por que? Porque é na quarta vigília que a noite se faz mais escura, as ondas mais revoltas e os ventos mais rijos em razão da proximidade do nascer do sol (o texto atesta esse fenômeno quando diz que neste período eles remavam com dificuldade porque o vento lhes era totalmente contrário). Como sempre, o relógio de Jesus estava rigorosamente pontual. Veio quando a escuridão era mais densa, as ondas mais encapeladas e os ventos totalmente contrários.

O relógio de Jesus é assim: sincronizado com o nosso sofrimento e as nossas dores. Jamais chega atrasado em nossa vida para a manifestação de Sua graça e de Sua misericórdia. Jamais posterga o milagre esperado. Ele sempre aparece quando a noite se faz mais escura e os ventos são totalmente contrários.

Talvez, muitos de nós estejamos, hoje, vivendo essa síndrome do ainda. Uma terrível sensação de que Deus perdeu a hora, Deus perdeu o bonde da história de nossa vida; um Deus atrasado em cumprir as Suas promessas. Talvez, muitos de nós estejamos nutrindo em nossas vidas essa ideia de um Deus distraído e incapaz de manifestar a Sua graça no tempo certo de nossos sofrimentos.

Precisamos entender isto: o Relógio de Jesus nunca falha. Ele Sempre aparece. Quando as trevas forem mais densas, as ondas mais revoltas e se fizer a quarta vigília da noite, louvemos e cantemos ao Senhor. Porque está vindo ao nosso encontro.

Creiamos nisto.

Rev. José Kleber Fernandes Calixto
Igreja Presbiteriana de Coromandel, MG.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CONSELHOS

Há um ditado popular que diz: “Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia”. Este provérbio é geralmente citado depois que alguém recusa um conselho. Mas, independentemente da nossa resposta, uma palavra de orientação é sempre boa e valiosa. É isso que a Bíblia atesta.

“Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com muitos conselheiros há bom êxito.” (Provérbios 15:22).

“Os planos mediante os conselhos têm bom êxito; faze a guerra com prudência.” (Provérbios. 20:18)

Nesses provérbios observamos o fracasso dos projetos não acompanhados de conselhos. A nossa tendência é tomar decisões com base em nosso próprio conhecimento, mas não é sábio agir assim. Quem não gostaria de ser bem-sucedido? Pois o texto diz que há êxito com muitos conselheiros. Este sucesso é oriundo de palavras sábias.

Outro provérbio bíblico diz: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.” (Provérbios 11:14). O conselho aqui é sábio e está intimamente ligado à segurança. A linguagem do versículo está no contexto de monarquia, onde o rei tinha conselheiros que o ajudavam em todas as decisões, principalmente se deveriam ou não ir para a guerra. A segurança da nação dependia dos conselhos sábios que o monarca recebia. Nosso contexto é outro, mas há outras guerras sendo travadas. É a guerra contra as drogas, a imoralidade sexual, a violência, etc. Para sua segurança, tome conselhos sábios. Não se isole, mas ouça as pessoas que te amam e querem teu bem. Falando nisto, Deus é quem mais nos ama, por isso deixou a Sua Palavra, a Bíblia, para nos orientar (“Lâmpada para meus pés e a Tua Palavra e, luz para o meu caminho”. Salmo 119:105). 
      
Para findar, gostaria de deixar dois conselhos. Se você já crente no Senhor Jesus Cristo, aconselho-te a andar de modo digno da vocação a que você foi chamado, sem escândalo ao nome de Cristo. Mas, se você ainda não recebeu Cristo como teu Senhor e Salvador, aconselho-te a se prostrar diante Dele e pedir que mude teu coração para ser totalmente Dele. Desta maneira haverá sucesso espiritual e segura eterna para ti.  

Pr. José Roberto (João Pessoa)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

AJUDA!

1 João 4:21 - "E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão".

O nosso texto inicial nos conduz a uma reflexão séria sobre nossa vida cristã: muitas pessoas necessitam de ajuda para encontrar Jesus. Para que sejam curadas, física ou espiritualmente, para que sejam libertas, dos vícios e de qualquer engano deste mundo, para que encontrem o caminho da salvação e da vida eterna, é necessário que nós, que já temos uma experiência pessoal com o Senhor Jesus Cristo, cumpramos a vontade de Deus e lhes estendamos as mãos para que sejam plenamente abençoadas.

Quando negligenciamos o mandado do Senhor, quando nos mostramos indiferentes ao nosso próximo, essas pessoas continuam perdidas, sem esperança e sem a graça divina. Elas perdem a bênção, nós perdemos a bênção, e o nome do Senhor deixa de ser glorificado. Fomos chamados para iluminar o caminho dos que andam em trevas e esse deve ser nosso propósito espiritual todos os dias de nossas vidas.

Se nós amamos a Deus, devemos também amar a nosso próximo. Se o nosso irmão, ou parente, ou amigo, necessita de nossa ajuda e nós não os socorremos, então mostramos que o amor de Deus não está em nossos corações e que não amamos verdadeiramente a Deus.

Quando o Senhor é a razão maior de nossas vidas, o Seu amor nos envolve e temos prazer em levar outros à Sua presença. Amamos os perdidos e desejamos que sejam salvos. Amamos os enfermos e almejamos que sejam curados, não temos nenhum contentamento em ver nossos amigos oprimidos e nos esforçamos para que encontrem a paz e a libertação que o Senhor oferece.

Se as pessoas que você conhece necessitam de ajuda, saiba que, conduzi-las a Jesus, é um grande privilégio para você.

sábado, 12 de julho de 2014

AJUDAR

Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus.

Lucas 6.35

Pouca coisa satisfaz e agrada tanto a Deus como a gratidão.  Demonstração de gratidão é sempre uma fonte de alegria para quem ajudou alguém. Faz bem a alma e torna o coração feliz quando se constata que a sua ajuda foi devidamente reconhecida. No entanto, é triste quando após empenho, dedicação e suor, não se encontra ao menos um olhar de agradecimento.

Não falo aqui de pequenas ações do dia a dia, como um copo d'água, abrir uma porta, levanta-se para alguém sentar. Para estas ações, agradecier é mais  sinal de educação do que de gratidão. Falo das coisas que alguém se dispõe a fazer em teu favor que realmente te socorrem e aliviam a alma.

No versículo acima, Jesus nos ensina a fazer o bem sem esperar recompesas humanas, pois o benefício desinteressado é o único que agrada a Deus. Ajudar é a palavra de ordem, mesmo que os ingratos se proliferem na terra e sua ingratidão fira o nosso coração. Assim, mesmo que desanimados pela maldade do homem, Deus ainda exige de nós ação em favor dos desfavorecidos.

Jesus finaliza seu discurso dizendo: será grande o vosso galardão, Na visão do verdadeiro cristão, o amor é o que o move não a gratidão. Mas que seria bom se a gente tinhevesse a humildade de apenas dizer: muito obrigado.

Fandermiler Freitas

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

RESTAURA, SENHOR

Restaura-nos, ó Deus! Faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos. 

Salmos 80. 3

Restaurar: Recuperar; reconquistar; renovar.

Muitas vezes nos impressionamos com o trabalho dos restauradores, quando vemos uma obra de arte outrora danificada, e através das mãos de profissionais competentes, torna-se como nova.

No texto acima o salmista Asafe, clama: Restaura-nos, ó Deus!

Não poucas vezes no transcorrer das nossas vidas, encontramo-nos em situações difíceis, e o único que pode fazer com que reconquistemos o que foi perdido, é nosso Deus eterno, o restaurador Supremo.

Quantas pessoas pelo mundo afora, necessitam recuperar o que foi perdido, como: o casamento que se desmantelou, as finanças fora de controle, o relacionamento entre pais e filhos que se quebrou, amizades de muitos anos trincadas pelas intrigas, a paz da alma que desapareceu, a saúde que se tornou precária, o emprego que parecia tão seguro e já não existe, a comunhão com os irmãos da igreja sumiu, o desejo ardente de orar e estudar a Palavra de Deus foi-se embora, a gostosa intimidade com Jesus que trazia tanta alegria foi perdida.

Em momentos como estes aonde parece que tudo está acabado, quando todos os recursos humanos falharam, resta uma esperança! Ter no coração o desejo ardente de passar pelas mãos do grande Restaurador e com muita humildade no coração, reconhecer os erros e clamar: Restaura-me, ó Deus! Ajuda-me a recuperar o que perdi, trabalha na minha mente, corrige meus procedimentos de vida, para que eu esteja andando no padrão do teu caráter. Senhor, eu quero ser renovado, coloco-me em tuas mãos, como o barro nas mãos do oleiro. Restaura-me, ó Deus!

Para refletir: O que precisa ser restaurado na minha vida?


Pr. João da Cruz Parente


MINISTÉRIO UNÇÃO ÁGAPE - RESTAURA-ME

terça-feira, 28 de agosto de 2012

SOCORRENDO O NECESSITADO


Bernard Shaw nos diz o seguinte: "O maior pecado para com o próximo não é odiá-lo, mas ser-lhe indiferente; essa é a essência da humanidade." 

Na Índia, um hindu de alta casta achava-se sentado à sombra de sua casa, tendo ao lado um missionário. Transitava pelo caminho o povo humilde composto de párias e outros da baixa casta. Um deles, exausto pelo calor, caiu desmaiado na estrada. 

Ninguém  fez  qualquer  movimento  para  socorrer  o  pobre sofredor. O missionário,  vendo o que  se  passava,  correu pressuroso, levantou o pobre cansado, levou-o para um abrigo, deu-lhe de beber e providenciou ainda outros socorros. 

Um dos hindus, admirado do que via, perguntou ao missionário porque fazia isto, pois a religião deles proibia tal coisa. A resposta foi: "Minha religião determina e impulsiona-me a agir assim". 

Como  é sublime este Cristo que nos enche o coração de amor, levando-vos a socorrer e auxiliar os necessitados ao nosso redor! 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Ninguém é digno do prazer de viver, se não usar suas angústias, ansiedades e aflições para irrigar a vida. Ninguém é digno das flores, se não sujar as mãos para lavrar a terra e cultivá-la. A existência tem curvas imprevisíveis, perdas inesperadas, choques fora do plano que traçamos.


Quando olhamos para o relacionamento que Jesus tinha com Seus discípulos, verificamos que Ele os testava constantemente. Era capaz de enviá-los sem suporte financeiro e sem alimentos para uma terra esranha. Orientava-os a experimentar o vale do medo e a construir segurança mesmo quando o mundo desabava sobre eles. Corria risco de ser morto por proteger uma prostituta sem nenhuma religiosidade aparente e queria que os Seus discípulos aprendessem a amá-la independentemente de seus comportamentos. Para espanto deles, o Mestre não tinha medo de expressar Seus pensamentos em lugares onde se recomendava a prudência.


A oração do Pai-Nosso é uma síntese complexa do que Jesus viveu e ensinou. O Deus dessa oração não prometeu caminhos sem obstáculos, oceanos sem tormentas. Mas prometeu o pão cotidiano em cada travessia, força na angústia, coragem nas incompreensões e paciência nas perdas.


Deus não prometeu uma existência sem desertos, mas ensinou que há um oásis nos escombros das dores. Não prometeu campos de flores, mas ensinou, através de Jesus, que há dignidade nos vales dos temores e esperança nos abismos das derrotas. Ensinou que a vida deve ser homenageadas a cada momento como um espetáculo único.


Deus não facilita a vida humana. Uma análise do comportamento de Deus indica que, se atender prontamente todas as necessidades humanas, criaria exploradores, e não seguidores, pessoas autoritárias e não altruístas.


O próprio Jesus comenta que é necessário bater, bater e bater à porta desse misterioso Pai. Não é um processo instantâneo, mas exige o esforço da fé, da paciência e a sabedoria que Ele tem o tempo certo para tudo.
Fonte: Augusto Cury, em “OS SEGREDOS DO PAI-NOSSO”

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

BUSCANDO AJUDA COM O MAIS FORTE.


Salmos 35:1 Contende Senhor, com aqueles que contendem comigo; combate contra os que me combatem.



É uma atitude natural de todo ser vivo refugiar-se num ambiente seguro e protegido. Num evento chuvoso, procuramos uma cobertura, quando relampeja e os raios nos assustam, corremos para abrigos que não possam conduzir energia e nos proteja do pior.

Quando somos crianças, só sentimos segurança quando nossos pais estão por perto, mas ai quando crescemos e deixamos os medos e temores, perdemos um pouco da inocência e procuramos nos proteger por nossa própria conta. Isso não é bom.

A Palavra de Deus nos diz que o Criador pode pelejar por nós. Todos os dias enfrentamos batalhadas variadas, às vezes perdemos, por vezes ganhamos, mas a guerra continua. A cada dia travamos com um dragão. É nesse contexto que devemos chamar Deus para nos aliviar e batalhar por nós. Chame Deus para travar suas batalhas diárias, invoque o Senhor para que a guerra que tu enfrenta seja definitivamente vencida.
Deus te abençoe!!