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terça-feira, 29 de julho de 2025

JOGUE-O AOS CÃES SELVAGENS

Em uma pequena e longínqua comunidade existia um rei extremamente perfeccionista que tinha prazer em torturar qualquer de seus servos que cometesse um erro. E para isso ele sempre mantinha vários vigilantes atentos e também dez cães selvagens dos mais bravos e violentos que se conhecia ali naquele lugar, para punir os culpados.

Numa tarde de outono o rei observava o trabalho de um dos seus servos. Ele não gostava muito daquele servo e procurava ocasião para castigá-lo. Foi então que o rei lhe fez uma pergunta e o servo respondeu da maneira incorreta.Então o rei, sem demora, ordenou que esse servo fosse jogado aos cães selvagens como exemplo para todos os outros servos de que o rei não toleraria erros.

Porém, antes de ser jogado aos cães, o servo fez um último pedido ao rei:

– Senhor Rei, eu o servi por mais dez anos, e estou muito triste por o senhor fazer isso comigo. Permita-me ter mais dez dias de vida antes de me jogar aos cães, para que eu coloque minha vida em dia e me despeça de minha família?

O rei achou justo e lhe concedeu esses dez dias.

Nesses dez dias, o servo foi designado para ajudar o guarda que lida com os cães do rei. Ele disse a ele que gostaria muito de alimentar aqueles cães selvagens durante os próximos dez dias que lhes restavam.

O guarda, um tanto confuso com o pedido, concordou e o servo foi designado para trabalhar na alimentação dos cães, na limpeza, e no banho deles, pois eram queridos do rei.

Os dez dias se passaram e o rei ordenou que o servo fosse buscado imediatamente para que a pena de seu erro fosse aplicada a ele.

Os guardas imediatamente jogaram o servo em meio aos cães à vista de muitas pessoas que esperavam agoniadas que ele fosse despedaçado por eles.

No entanto, algo aconteceu! Os cães, ao invés de devorá-lo, começaram a lambê-lo. Começaram a pular nele, a correr, a brincar e a demonstrar grande alegria pela presença daquele servo ali.

O rei, perplexo com o que estava vendo, disse:

– O que aconteceu com meus cães selvagens?

O servo olhou nos olhos do rei e lhe respondeu:

– Eu servi os seus cães apenas por dez dias. Nesse tempo fiz tudo que podia por eles. Não fiz um trabalho perfeito, cometi erros, mas os servi de coração. E eles não se esqueceram de mim, não me maltrataram por eu ser um homem imperfeito. No entanto, eu servi o senhor rei por dez anos e o senhor se esqueceu de tudo que lhe fiz de todo coração, por causa de um único erro que cometi e me condenou à morte.

O rei, impactado pela sabedoria daquele servo, percebeu seu erro e ordenou que o servo não fosse mais morto.

Nós, como esse rei perfeccionista, temos condenado pessoas com nossos julgamentos muitas vezes injustos? Será que não somos muitas vezes como esse rei que não valoriza as pessoas por conta de alguns erros que cometem?

Fonte: https://www.esbocandoideias.com

quarta-feira, 3 de abril de 2024

LEALDADE A NOSSOS PRINCÍPIOS

Em 1622, Robert Atkins esclareceu o ponto de nossa lealdade como talvez nenhum outro o tenha feito jamais. Quando ele foi expulso de sua posição eclesiástica por se recusar a assinar a lei ignominiosa da Conformidade (que proibia que leigos doravante pregassem a Palavra), declarou em seu último sermão na Catedral de Exeter: "Peço que não interpretem nossa falta de conformidade como um ato de desarmonia ou deslealdade. Estamos dispostos a fazer qualquer coisa por sua majestade, desde que não seja um pecado. Vamos arriscar qualquer coisa por ele, exceto nossas almas. Confiamos que, se a ocasião aparecer, poderíamos morrer por ele, mas por causa dele não devemos condenar nossas almas.” 

“Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” -  Atos 5.29

El Hogar Cristiano/Adolfo Robleto
 501 Ilustraciones Nuevas 

sábado, 11 de dezembro de 2021

LEALDADE AO SALVADOR EM MEIO A PERSEGUIÇÃO

Felícitas foi uma viúva nobre e rica de Roma, no tempo de Marco Aurélio. Tinha sete filhos os quais haviam sido instruídos na fé cristã, e sua influência contribuíra para que outras pessoas aceitassem a religião cristã. Felícitas e seus filhos foram denunciados a Públio, prefeito da cidade, que procurou com súplicas e ameaças induzi-los a adorarem falsos deuses e a negar a Cristo. 

 Apelou aos sentimentos maternos de Felícitas, porém ela respondeu que seus filhos haviam escolhido entre a vida eterna e a morte eterna. A cada um foi pedido que abjurasse a Cristo, porém a mãe os exortava a permanecerem firmes, falando-lhes da grande promessa futura e gloriosa. 

Permaneceu ao lado deles e viu como o filho mais velho foi barbaramente espancado até morrer; os dois seguintes foram golpeados com clavas até morrerem; o quarto filho foi jogado vivo num grande despenhadeiro; os outros três foram decapitados. Então, Felícitas, no meio dos seus mortos glorificou a Deus, porque lhe havia dado sete filhos e os sete foram achados dignos de sofrerem por Cristo e candidatos ao Paraíso celestial. Por fim, depois de prolongada e cruel tortura, Felícitas também foi decapitada.

 A.T. / D. P. Silva - Mil Ilustrações

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O SULTÃO E O VIZIR


Durante uns trinta anos, um vizir serviu ao seu senhor e era conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus. 

Sua honestidade, entretanto, lhe granjeara muitos inimigos na corte, que espalhavam histórias sobre a sua perfídia e má-fé. Eles falavam no ouvido do sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte era amarrado e jogado no cercado onde o sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes. Os animais estraçalhariam a vítima de imediato.

Antes de ser jogado aos cães, entretanto, o vizir fez um último pedido. Precisaria de dez dias para sanar algumas pendências pessoais. Depois de ter a certeza de que o vizir não ia tentar fugir, o sultão lhe concedeu o pedido.

O vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, depois foi visitar o caçador que cuidava dos cães do sultão. Ele ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse, “Deixe-me cuidar dos cães durante dez dias”. O caçador concordou e durante os dez dias seguinte o vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante. No final dos dez dias eles estavam comendo em sua mão.

No décimo primeiro dia, o vizir, foi chamado à presença do sultão, as acusações se repetiram e o sultão assistiu enquanto o vizir era amarrado e jogado aos cães. Mas quando as feras o viram, correram até ele abanando os rabos. Eles mordiscaram afetuosamente seus ombros e começaram a brincar com ele.

O sultão e as outras testemunhas ficaram espantadas, e o sultão perguntou ao vizir a razão dos cães pouparem a sua vida. O vizir respondeu, “Cuidei desses cães durante dez dias. O sultão mesmo viu o resultado. Eu cuidei do senhor durante trinta anos, e qual foi o resultado? Fui condenado à morte pela força das acusações levantadas por meus inimigos”.

O sultão ficou muito envergonhado. Ele não apenas perdoou o vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o havia difamado. O nobre vizir os libertou e continuou a trata-los com bondade. (The Subtle Ruse: The Book of Arabic Wisdom and Guile, Séc. XIII)