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domingo, 10 de agosto de 2025

AMOR DE PAI

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.

Salmos 127:3

Os filhos são os tesouros mais preciosos dos pais. Os anelos do coração de um pai também são bem ilustrados por Charles F. Brown, numa história que lhe foi narrada por seu colega, que mora em Nova York.

Conhecia um homem que em sua meninice ficou cansado de estar em casa, e portanto fugiu. Tornou-se um marinheiro, e por dez anos trabalhou nos navios, ficando grosseiro, duro e bruto. Nunca, durante todo este tempo, escreveu uma carta ao lar. Pensou que em sua casa já o teriam por morto. Finalmente seu desejo de voltar ao lar tornou-se tão grande que decidiu voltar.

Entrou no porto, tomou um pequeno barco e remou em direção ao lar. Sobreveio-lhe a ideia de que talvez todos estariam mortos. Tinha vergonha de ser visto durante o dia, portanto, esperou até à noite. Então remou em direção da casa, mas viu uma luz, e alguém que se movia na praia. Não desejava encontrar estranhos, e por isso se retirou outra vez. Voltou às dez, mas a luz continuava no mesmo lugar. Retirou-se outra vez e esperou até às onze, mas a luz estava ali ainda, e alguém estava andando pela praia. Aproximou-se do lugar e eis que seu pai, de barba branca, olhos melancólicos, coração quebrantado, estava ali. Noite após noite, durante dez anos, havia colocado uma lanterna para guiar e receber o seu filho, que voltaria ao lar paterno.

Deus é assim. É um pai, e nenhum filho, jamais, será esquecido por Sua mente infinita e dos propósitos inumeráveis de seu coração amante.

terça-feira, 18 de junho de 2024

PATERNIDADE

Ninguém me disse que os recém-nascidos fazem barulhos noturnos. A noite toda. Eles gorgolejam; eles ofegam. Eles mantêm o papai acordado. Certa noite eu estava cuidando do nosso bebê e a respiração de Jenna ficou mais lenta. Eu baixei meu ouvido perto da boca dela, para ver se ela estava viva. E quando ela fez um barulhinho e ofegou, eu também fiz. Foi aí que uma tsunami de sobriedade me invadiu. Nós estamos encarregados de um ser humano!

Não me importa o quão duro você seja. Você pode ser uma arma secreta da marinha que mergulha por trás das linhas inimigas. Não importa. Mães têm trinta e seis semanas de lembretes dando cotoveladas dentro delas. Pais, nossos chutes nas vísceras vêm mais tarde… mas vêm. E para mim, veio há anos atrás, no silêncio da meia noite, na sala de um apartamento – enquanto eu segurava um ser humano nos meus braços!

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: "Fatherhood"

terça-feira, 18 de julho de 2017

OS PAIS

Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto.

Êxodo 21:17

Deus valoriza muito os chamados valores familiares, ou qualquer outro nome que se queira dar aos princípios e regras de um bom relacionamento familiar. Respeito, amor, cuidado, zelo, dedicação, amizade, participação, proteção, suprimento, carinho, afeto e por aí adiante.

Aos filhos, neste esquema divino, honrar seus pais com obediência, gratidão, cuidado na velhice, suprimento de necessidades quando se fizer necessário. Retribuição mínima pelo que eles fizeram por sua vida no início dela, inclusive ser intrumento de Deus para começá-la.

Amplia muito o conceito que aparece resumido nos 10 mandamentos. Note: não precisava matar seus pais para ser punido com a morte, dentro daquele contexto. Bastava amaldiçoar, praguejar, falar ou desejar o mau.

Motivo? Porque Deus escolheu seus pais, meu irmão, para te dar vida e cuidar dela até você ter capacidade de cuidar-se sozinho e glorificar a Deus sozinho. Ao amaldiçoar ao pai ou mãe estará amaldiçoando a escolha de Deus, e indiretamente ao próprio Deus. E Deus não aceita isso.

Se seus pais foram falhos neste papel para o qual Deus os elegeu, deixe que eles se entendam com Deus no juízo da vida deles, não se ponha no papel de juiz porque isso cabe a Deus somente. Agradeça a Deus por tê-los tido, abençoe-os se ainda viverem e seja grato pelo que teve. Seja muito seja pouco, seja bom seja ruim.

Acerte-se com Deus pela sua vida e seja um pai ou uma mãe melhor que os seus o foram, não importando o quanto foram bons ou ruins. Seja melhor. Seja mais parecido com o PAI do que seus pais o foram. É isto que significa obedecer a Deus e aceitar a missão que lhe foi dada ao constituir uma família. Fazer filhos os animais também fazem, mas criá-los nos caminhos do Senhor é para seres humanos. E poucos.

Enquanto escrevo estas linha comemoro meu 35° aniversário, com gratidão a meu falecido pai e minha mãe. Na verdade quem merece os parabéns são eles.

Pai, quero ser mais grato do que jamais fui pelos meus pais, e quero vir a ser um bom pai/mãe aos Teus olhos. 

Mário Fernandez 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PARA MEU FILHO

Se eu pudesse deixar alguma coisa para meu filho, deixaria aceso o sentimento de amor à terra e à vida.

A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora.

Deixaria os erros que cometemos como sinais para que não mais se repetissem. A capacidade de saber escolher o Caminho.

Deixaria para meu filho, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:

Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.

E quando tudo mais faltasse, para meu filho, eu deixaria se pudesse, um segundo: o de buscar no interior de si mesmo, a resposta e a Força para encontrar a saída. O Discernimento de que sem Deus não há vida, apenas sobrevivência.

domingo, 14 de agosto de 2011

EXEMPLO

Certa vez meu pai admitiu e me disse: "Quando você estava crescendo, muitas vezes eu estava ausente". Eu não me lembro disso. Além do seu trabalho de tempo integral, muitas noites ele estava ausente para ensaiar o coral na igreja, e ocasionalmente viajava por uma semana ou duas com o quarteto masculino. Mas em todos os momentos significativos (e alguns de menor importância), ele estava lá.

Por exemplo, quando eu tinha oito anos, eu participei de uma apresentação simples na escola. Todas as mães vieram assistir, e somente um pai - o meu. Através de diferentes maneiras ele sempre deixava saber, a mim e às minhas irmãs que nós éramos importantes para ele e que ele nos amava.

E, ao vê-lo cuidar com carinho da minha mãe, nos seus últimos anos de vida, ensinou-me o que é o amor abnegado e altruísta. Meu pai não é perfeito, mas sempre foi um pai que me deu uma pequena idéia do que é o nosso Pai celestial. E, de forma ideal, isso é o que deve fazer um pai cristão.

Às vezes os pais terrenos decepcionam e ferem seus filhos. Mas nosso Pai celestial é "compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor" (Salmo 103:8). Quando um pai que ama o Senhor corrige, conforta, instrui e provê as necessidades de seus filhos, ele lhes serve de modelo do nosso Pai perfeito celestial

sábado, 13 de agosto de 2011

MEU PAI

Uma das histórias mais fascinantes escritas em anos recentes é intitulada "Questão 7." Conta a experiência de um pregador, seu filho e uma escolha que ele foi forçado a fazer.

O jovem era um pianista realizado. O governo opressor de seu país queria realizar uma propaganda. Ele foi convidado para uma apresentação em uma reunião. O pai disse ao filho que não gostaria que ele participasse aconselhando-o a não tocar naquele dia.

O governo enviou ao jovem um questionário que ele começou a preencher. No dia da reunião o pianista compareceu. Antes de subir ao palco para a apresentação, o jovem ouviu o locutor falando ao microfone: Nós somos benevolentes para com a igreja. Nosso próximo participante é prova disso."

O jovem lembrou-se do quadro pregado na parede de sua casa que dizia: "Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida." Ele não podia continuar. Quebrou um vidro e cortou a sua mão ficando, assim, impedido de tocar.

Logo a seguir ele fugiu, atravessando a fronteira oeste da Alemanha. Quando o pai soube de sua fuga, foi até o quarto do filho. Sobre sua escrivaninha estava o questionário social que recebera para preencher. A questão número sete perguntava: "Que pessoa tem sido a maior influência de sua vida?" Em letras maiúsculas estava escrita a resposta: "Meu pai."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

RIR FAZ BEM

A escola onde meus filhos estudam tem uma estrutura muito interessante denominada “vivência”. Nesta estrutura, os pais uma vez ao ano são convidados a assistirem juntos com os seus filhos um dia de aula. Na ocasião, cada professor ministra sua aula normalmente, com a diferença é claro, da presença dos pais.

Na vivência do ano passado, pude perceber em Luiz Filipe, meu filho de 10 anos um enorme sentimento de satisfação. Até porque, juntos, participamos de todas as atividades o que gerou em nós um sentimento de cumplicidade. No entanto, o que mais nos marcou foi o momento em que participamos da aula de educação física. Na ocasião, brincamos de bandeirinha, corremos, saltamos e como não poderia deixar de ser, rimos muito.

Certa vez eu li um artigo escrito por um pastor bem idoso, que se ele pudesse regressar no tempo e recomeçar sua família de novo, uma das coisas que faria, seria desenvolver com seus filhos uma relação onde o riso sempre se mostrasse presente.

Rir faz bem, e rir juntamente com os filhos faz a gente se sentir melhor ainda. Tenho aprendido que a relação entre pais e filhos deve ser uma relação onde à festa e a celebração se fazem presentes em quase todo tempo.

Renato Vargens.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O SENHOR NÃO CONHECE O MEU PAI

Certa vez um crente dirigiu-se ao supermercado numa noite gelada. Ao chegar, viu um garoto encostado à vitrine. Estava pouco agasalhado e tremia de frio. Sendo pai percebeu algo errado. Perguntou ao menino: "Que é que há, meu filho?"

— Nada - respondeu.

— Sei que há algo errado. Tenho dois filhos e sei muito bem quando eles estão perplexos. Conte-me o que há.

Com lábios trêmulos o garoto explicou que havia perdido a nota de cem cruzados que o pai lhe dera para fazer compras. Ao ser aconselhado para voltar para casa e explicar tudo ao pai, o menino, chorando, replicou:

— Não, não posso. O senhor não conhece o meu pai. É um beberrão. Se eu voltar sem as compras, ele é capaz de me matar. Vou esperar que ele durma.

Com isso, o crente encheu-se de compaixão; levou o garoto para dentro do supermercado, comprou tudo que ele precisava e depois levou-o para onde morava. Ao sair do carro o garoto botou as bolsas no chão, pediu ao seu benfeitor que saísse do carro e, abraçando-o fortemente, exclamou:

— Que bom se o senhor fosse meu pai!

O homem que havia mostrado um pouco de compaixão deu o seguinte testemunho: "Depois que deixei esse garoto em casa, percorri as ruas, à procura de outros meninos que haviam perdido notas de cem cruzados!"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A HERANÇA

Todo pai se preocupa muito com o futuro dos filhos. E se ele morrer como ficarãos os filhos? O mundo tem preocupado-se muito com essa questão... Pais tem buscado guardar bens e posses para que os filhos possam usurfruir de algum conforto em caso de sua falta.

Conta-se a história de um homem muito rico que mandou seu filho estudar em outro país. Desejava que seu filho se tornasse um homem instruído, dominando as ciências, tanto quanto conhecesse o mundo para além das fronteiras do próprio país.

Enquanto o filho cumpria, com satisfação, os anseios paternos, aconteceu que o pai adoeceu gravemente. Percebendo que a morte se avizinhava, chamou o tabelião à sua casa, reuniu testemunhas e ditou as suas últimas vontades.

Para o seu escravo, aquele que dele cuidava com desvelo, deixou as suas terras, as contas bancárias, as jóias, tudo enfim. Para o seu filho, que se encontrava distante, assegurava a possibilidade de escolher o que ele desejaria herdar. E morreu.

O escravo, tão logo morreu o seu senhor, providenciou um enterro pomposo e tomou posse de tudo. Começou a tomar decisões, administrando muito bem todo o patrimônio. Ao mesmo tempo, despachou um outro escravo para que fosse em busca do filho do ex-patrão e lhe desse a notícia da morte do pai.

O filho voltou com rapidez e ficou muito magoado. Procurou o advogado da família e foi chorar em seu ombro. Afinal, por que o pai fizera aquilo com ele? Por que dera todos os seus bens para um escravo, não lhe deixando nada? Ele não se lembrava de ter ferido o pai, de o ter desrespeitado. Por que, então?

O advogado, homem ponderado, lhe falou: "Rapaz, ao deixar todos os seus bens para o escravo, seu pai usou de sabedoria. Se ele tivesse deixado para você, é possível que depois de sua morte, antes que você soubesse do ocorrido, os próprios escravos dilapidassem o seu patrimônio e pouco lhe sobraria. Deixando os bens ao escravo, ele os preservou. Deixando a você a possibilidade de escolher o que desejasse herdar, lhe deu a chance de escolher o escravo. Como tudo o que é do escravo, é do senhor, tudo lhe pertencerá. Para esse nobre servidor conceda a liberdade, o maior de todos os bens, e providencie para que ele tenha uma vida digna com sua família. Aja com a sabedoria do seu pai."

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O maior tesouro que os pais podem deixar como herança aos seus filhos são os valores morais.

A honra, a verdade, o trabalho, a dignidade, esses não acabam nunca e são eles que constróem o mundo feliz que todos desejamos.

Ao mesmo tempo estaremos legando ao mundo a nossa melhor herança: homens de bem, por nós formados.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O COLHEDOR DE RISOS

Há muitos e muitos anos, viveu na Terra um homem que fazia rir. Entre tantos ofícios considerados úteis e produtivos, como o de lenheiro, ferreiro ou alfaiate, surgiu este homem que escolheu a estranha profissão.

Ninguém sabia o seu segredo. Seria a terna expressão do seu olhar, os gestos amplos como grandes abraços, as piruetas ou a roupa colorida? Suspeitava-se até que ele derramasse algum pó na água dos vilarejos, ou que fosse mesmo uma espécie de mago.

Mas quando ele aparecia numa casa ou praça, risos eram ouvidos. As crianças se aproximavam, sempre. Os velhos o amavam. Ninguém ficava indiferente. Era voz corrente que as pessoas que aprendiam a rir brigavam menos, queixavam-se menos, tinham mais amigos e suas tarefas rendiam muito mais.

Quando este homem teve um filho, todos se perguntaram: "de que eles vão viver? Se, pelo menos, trabalhasse a sério..." Mas ninguém levava mais a sério seu trabalho do que ele. Com sua esposa e filho, prosseguia sua jornada e nada lhes faltava.

Desde que seu filho se conheceu como gente, observou seu pai. Foi crescendo e aprendendo que o trigo vinha da terra, a água vinha da fonte. De onde vinham os risos? Os olhos do menino seguiam-no atentamente, querendo descobrir... Ao seguir os passos do pai, o menino encontrou sua vocação: ia ser um colhedor de risos. Colheria risos nobres e populares, alemães, italianos e espanhóis. Afinal, viu que o riso é bom pra quem ri e pra quem faz rir, assim como o trigo ou a água. Semeado com bondade, brota espontâneo e nutre a emoção.

Um dia ele confessou seu sonho ao pai, que lhe disse: - Como o camponês que conhece sua gleba, é preciso conhecer o coração das pessoas. Vou levar-te comigo e tu mesmo verás. Tomando o filho pelas mãos, andaram por muitos lugares.

Quanto mais conhecia os corações das pessoas, mais via quanto haviam penado e chorado e quanto precisavam urgentemente de uma boa palhaçada. Quanto mais conhecia os corações das pessoas, mais amava vê-las alegres. A alegria era o curativo das feridas da alma e o elixir renovador da esperança.

E assim ele também deu ao seu pai a maior das alegrias quando, já bem idoso, sentava-se para ver seu filho a colher risos e gargalhadas de ricos e pobres, nos teatros e descampados. O filho que segue os passos dos pais sempre pode ir mais longe, porque começou mais cedo e aprendeu, desde logo, o que os pais levaram anos para saber. Por isso, se tens um ensinamento ou um hábito que te faz bem, oferece-o aos teus pequeninos como dádiva imortal: eis o que Deus espera de todos os pais de boa-vontade.