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terça-feira, 28 de julho de 2026

BARBA DE MOLHO

Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha. Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranquilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica. O povo comentou o fato todos os dias, tentado adivinhar o significado de tudo aquilo: “-Que mensagem ele quer nos passar?”, “-Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:

- Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história".

- No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Deuteronômio 6.6-9

sábado, 27 de setembro de 2025

VENCIDO PELA CÃIBRA

Na versão do amalequita, Saul lhe teria dito: "Arremete sobre mim e mata-me, pois me sinto vencido de cãibra" (2 Samuel 1:9). Saul não podia levantar-se, não podia lutar, não podia fugir - porque estava vencido pela cãibra. O rei estava imóvel, parado e derrotado, pois se achava vencido pela cãibra.

Mas não é só a cãibra que pode deixá-lo no chão. Às vezes você não é um vencido pela cãibra, mas é um vencido pelo sono, como Êutico, aquele jovem que caiu do terceiro andar e foi dado como morto (Atos 20:9). Às vezes você não é um vencido pelo sono, mas é um vencido pelo vinho (Isaías 28:1). Às vezes você não é um vencido pelo vinho, mas é um vencido pela mulher adúltera, cujos lábios "destilam favos de mel" (Provérbios 5:3) e "cujos pés não param em casa" (Provérbios 7:11).

Talvez você seja um vencido pelo temperamento, pela ira, pelo ódio, pela inveja, pela carne, pelo curso deste mundo, pela multidão ou pelo demônio.

Essa situação não é confortável, não é saudável, não é boa. Ser vencido por qualquer força estranha gera tristeza, gera remorso, gera desânimo, gera sentimento de inferioridade, gera vergonha, gera confusão, gera culpa, gera desespero. Você não é obrigado a ser vencido pelo mal. Essa rotina descabida precisa acabar. É você quem tem de vencer a cãibra, o sono, o álcool, as drogas, a preguiça, o amor ilícito, a incredulidade a amargura, o maligno

Insista na oração. Aprenda a dizer não a você mesmo. Não existe vitória sem renúncia, sem disciplina, sem perseverança. Assim como a criança começa a andar, comece a ceder, comece a abrir mão daquilo que o tomava vencido, comece a se acostumar com a vitória. Não vai demorar nada e você deixará de ser um vencido, para ser um vencedor. Por meio daquele que "sempre nos conduz em triunfo" (2 Coríntios 2:14). Deus o abençoe! 

Revista ULTIMATO- Novembro / Dezembro, 1998

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

A TERCEIRA PERGUNTA

Há alguns anos atrás, três perguntas sacudiram o mundo. 1) Se você fosse um Cristão Alemão durante a Segunda Guerra Mundial, você teria sido opositor a Hitler? 2) Se você tivesse vivido no Sul dos Estados Unidos durante os conflitos sobre direitos civis, você teria sido opositor ao racismo? 3) Quando seus netos descobrirem que você viveu num período em que bilhões de pessoas eram pobres e famintas, como será que eles julgarão a sua reação?

Eu não me incomodava com as primeiras duas perguntas. Aqueles dias já foram e as escolhas não eram minhas. Mas a terceira pergunta me deixava sem sono. Como seria se sacudíssimos o nosso mundo com esperança? Como seria se infiltrássemos os quatro cantos com o amor e a vida de Deus? Como seria se seguíssemos o exemplo da igreja de Jerusalém? Esta pequena seita expandiu para se tornar uma força de mudança mundial. Como seria se vivíssimos as nossas vidas por esta oração: Faça de novo, Jesus. Faça de novo. Esta é a pergunta que precisamos responder.

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “Three Questions”

quinta-feira, 14 de abril de 2022

ENTRANDO PELAS PORTAS

Dos mais básicos aos mais avançados usuários da tecnologia digital, quantos têm condições de pagar o valor dos softwares necessários ao seu uso? Citando alguns, a começar pelo sistema operacional, quantos dispõem de R$800,00 para comprar o Windows 10? Quantos dispõem de R$794,00 para comprar uma licença do Camtasia? Quantos tem na conta R$1.400,00 para pagar pelo Sony Vegas?

Portanto, é uma tentação irresistível poder ter estes programas funcionando em nosso computador como se fossem autênticos a um custo zero. Formas de burlar sistemas e quebrar códigos são criados constantemente para que isto seja possível. 

Durante muitos anos até mesmo as igrejas tinham seus computadores funcionando com sistemas operacionais e outros programas ativados de forma ilegal. Sou usuário de computador há mais ou menos quinze anos e fiz uso de muitos programas com ativação ilegal.

Quantas vezes, ao formatar meu computador e reinstalar o sistema operacional, segui a instrução: “instale com a internet desligada” para que a Microsoft não detecte a instalação. E em determinado momento, é exigido uma conta da Microsoft. Mesmo que eu tenha uma conta, não quero que ela seja solicitada. Tenho que entrar clandestinamente, depois ativar o sistema para que ele se comporte como se fosse autêntico. Esta é a experiência de milhares de pessoas que usam o sistema da Microsoft.

O ano de 2016 foi o ano em que comecei a me questionar e orar pedindo a Deus caminhos e condições financeiras para pagar pelos programas que uso. Alguns desenvolvedores baratearam seus produtos, outros propuseram pagamentos mensais a um valor mensal amigável o que me levou a adquirir algumas licenças.

Quando foi sugerido aos usuários do Windows que migrassem para a versão 10, recebi um e-mail da Microsoft oferecendo uptdate gratuito. A oferta foi anunciada na Net no início de 2015 até meados de julho de 2016 para quem quisesse instalá-lo gratuitamente mesmo que usasse uma versão pirata . Imediatamente, entrei no site da Microsoft, fiz o download e instalei no meu computador. Mas não abandonei a preocupação antiga de instalar com a internet desligada para que minha conta não fosse solicitada e depois, como sempre, correr atrás da ativação ilegal.

Para minha feliz surpresa, após instalá-lo verifiquei que ele já estava ativado. Descobri, após algumas formatações e reinstalações, que instalar com a internet ligada e fornecer minha conta, é uma forma de autenticá-lo e informar aos desenvolvedores quem eu sou. 

Imaginemos a cena: eu instalando o sistema de forma legal e autêntica e o dono do outro lado perguntando “quem é você?” e eu, através da minha conta, me identificando. O dono respondendo: “já sei quem é você, pode prosseguir”. Sem peso na consciência, sem culpa termino minha instalação. O dono carimba: “autêntico e ativado”. Agora você tem direito a proteção, atualizações e suporte.

Tudo isto me fez meditar sobre a autenticidade da salvação, sobre nossa identidade em Cristo. Através de Jesus ganhamos o direito de sermos chamados filhos, nos tornamos herdeiros, temos acesso direto a Deus. 

Quando reflito no capítulo 7 de Apocalipse duas passagens me fazem pensar. Primeiro diz que a “salvação pertence ao nosso Deus” e Ele gratuitamente no-la outorgou. Segundo, quando é perguntado “quem são estes que estão vestidos    de branco, e de onde vieram?”. A resposta foi imediata e direta: “estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes e a branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso eles estão diante do trono de Deus e o servem dia e noite no seu santuário”. 

Eles foram identificados pela sua origem e pelas vestes. Não eram clandestinos, ilegais ou invasores; não burlaram sistema nem quebraram códigos. Através de Jesus, entraram pelas portas da frente. Ouviram o “vinde, benditos de meu Pai”. Por isto estavam diante do trono e serviam a Deus.

Quem não instalou o Windows 10 na época em que foi oferecido gratuitamente, até hoje tem que ativá-lo de forma ilegal. Talvez porque não acreditaram na oferta ou porque não quisessem deixar a versão com a qual estavam acostumados. Mas, mais cedo ou mais tarde, temos que migrar. 

Deus nos oferece: “Todos os que tem sede, venham às águas cristalinas. E quem não tem dinheiro nem recursos, vem agora, compra e coma! Vem adquirir vinho e leite sem pagamento e sem custo!”. A oferta é de tão grande generosidade que nos custa acreditar ser verdadeira. 

O Pai não nos quer mais na clandestinidade, passando necessidade de coisas que Ele nos tem para dar com abundância e sem nada exigir a não ser que acreditemos e venhamos.


Vítor de Oliveira

quarta-feira, 8 de junho de 2016

PULANDO O MURO...

Certa vez, ainda na adolescência, fomos fazer um trabalho na casa de uma colega. Depois do trabalho pronto, ela sugeriu que fôssemos até a casa de sua avó. No quintal ao lado, onde havia um pé de jabuticabas. Um muro dividia o quintal, rapidamente as meninas já estavam em cima do muro. Eu, sem nenhuma experiência em pular muros, dei a volta pela rua, entrando pelo portão.

Fiquei constrangida com as gozações, mas não me arrisquei a levar um tombo. Por outro lado, por que não pulei o muro. Seria o tempo de aprender, ter ousadia e deixar o medo de lado?

Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho. 2º Samuel 22:33.


A vida ensina que muitas vezes, precisamos sim, deixar o medo de lado e arriscar, pular o muro. Já pensou se, Noé não se arriscasse a construir um barco que nunca tinha visto antes; se Abraão tivesse dito não ao convite de Deus para ir a um lugar que não sabia onde ficava; se Davi decidisse continuar cuidando das ovelhas em vez de lutar contra o gigante; se Maria tivesse dito ao anjo que, como adolescente, não estava interessada em ser mãe.

Se Jesus não tivesse Se arriscado a deixar o Céu, não haveria esperança para nós. E muitos outros, que se tornaram heróis porque se arriscaram.

O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes. Deuteronômio 31:8.

Todos os dias, nós deparamos com muros. Não seria o caso de arriscarmos, inovarmos, crescermos e aprendermos. Que possamos estar pulando o muro, ousar e sair da mesmice.

Pular o muro de uma nova vida, de um novo projeto, de amizades, um novo emprego, um amor, sonhos esquecidos. Com a ajuda de Deus, somos vencedores, somos capacitados. Somos guiados, protegidos e amparados.

Pois, o Senhor vosso Deus é o que vai conosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos. Deuteronômio 20:4.
Valéria Belotti