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domingo, 8 de fevereiro de 2026

O PERDÃO VENCEU

Por que é tão difícil perdoar? Tão difícil esquecer um mal nos causado? Eu não sei porque o coração não consegue só seguir em frente, ele fica como que vivendo do passado, se apegando a um mal a esperar de um momento de revidar. 

Durante uma guerra, no Oriente, um moço com sua irmã corriam rua abaixo, perseguidos por um soldado turco. O rapaz foi ferido e acabou morrendo. A moça, no entanto, conseguiu fugir e, pulando um muro, escapou. 

A jovem era enfermeira e mais tarde foi obrigada pelas autoridades turcas a trabalhar num hospital militar. Um dia, deixaram aos seus cuidados o mesmo soldado que matara seu irmão. Estava bem mal, e um pouquinho de descuido assegurar-lhe-ia a morte. 

A moça mais tarde, quando já livre de perigo, na América do Norte, confessou a luta amarga que se travara em seu íntimo. Satanás gritava: "Vingança", mas o Espírito de Cristo dizia: "Amor". Felizmente, para ela e para o soldado, Cristo venceu, e ela cuidou do turco com imparcialidade. 

Mas tarde, o turco soubera do ocorrido, e movido pela curiosidade perguntou a jovem porque não o deixara morrer. Ela disse: "Sou discípula daquele que disse: 'Amai vossos inimigos... Fazei bem aos que vos odeiam' (Mat. 5:44).

O soldado ficou em silêncio por alguns instantes. Depois, disse: "Nunca ouvi falar de tal religião. Se é assim a sua religião, fale-me mais, pois também a quero para mim". 

Só amor de Deus pode fazer um coração cheio de ódio ser transformado em perdão que não nasce de palavras, mas vive de ações. O verdadeiro perdão é expresso com o amor e o bem.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

A VINGANÇA DO AMOR

Meu nome é Dabousu. Nasci na França e durante a Segunda Guerra Mundial defendi minha Pátria nos campos de batalha.

No ano de 1944 fui feito prisioneiro pela Gestapo (polícia alemã) e fui condenado à morte. Considerando que era casado e tinha quatro filhos, não me mataram, mas fui levado a um campo de concentração e condenado à cadeia perpétua.

Depois de nove meses, pesava somente 40 quilos. Meu corpo estava coberto de chagas. Quebrei o braço direito, e, devido á falta de recursos médicos, o osso se soldou fora do lugar.

No da 24 de dezembro meus pensamentos estavam, mais do que nos outros dias, voltados para minha família. Eu estava no meio da depravação e da sujeira e, em contraste, imaginava como estariam minha esposa e filhos. Mergulhado nestes pensamentos, um policial entrou no pavilhão onde eu e os presos dormíamos. Gritou meu nome. Apresentei-me a ele e me deu ordem para segui-lo. Levou-me à casa do comandante. Guiou-me até a sala de jantar onde o comandante estava assentado perante uma mesa preparada como se fosse o banquete de um rei. Que visão maravilhosa para os meus olhos famintos! No entanto, não me ofereceu sequer as migalhas.

Deixou-me parado, fitando-o, enquanto se regalava com as várias iguarias que estavam sobre a mesa. Assim passou o tempo; ele comendo e eu olhando-o.

Certamente, o comandante sabia que eu era um cristão no Senhor Jesus Cristo e escolheu esta maneira de torturar-me. Deve ter chegado a ele a notícia de que eu falava de meu Salvador a meus companheiros. Satanás tentou-me de maneira terrível. Soavam em minha mente estas palavras: "Como é, Dabousu, continuas crendo no Salmo 23? Nele não está escrito: "O Senhor é meu Pastor, NADA ME FALTARÁ?". Naquele momento orei fervorosamente ao Senhor, ao mesmo tempo que dizia para comigo mesmo: Sim, continuo crendo no Salmo 23. Continuo crendo na Palavra de Deus".

Naquele preciso momento, um rapaz chegou trazendo uma bandeja com uma xícara de café e vários pastéis. Os pastéis pareciam bem saborosos e o comandante comia-os com muita satisfação. Voltou-se para mim e me disse: "Sr. Dabousu, sua senhora é uma excelente cozinheira. Dou-lhe os meus parabéns por seu trabalho".

Quando o comandante percebeu que eu não o entendia foi mais explícito: "Há sete meses que sua esposa está enviando-lhe periodicamente um pacote com biscoitos, pastéis, tortas e todas estas coisas que está vendo sobre a mesa. Tenho apreciado muito a comida de sua esposa".

Agora eu estava entendendo o que ele quis dizer-me. Pensei em minha querida esposa e nas crianças. Do pouco que certamente teriam para comer, abstinham-se do melhor para que eu tivesse alguma coisa para comer. E ali estava um homem enchendo seu estômago com ricos manjares à custa de minha querida família.

Mais uma vez, o diabo veio tentar-me. A voz do tentador soava em minha mente: "Odeie-o, Dabousu, aborreça-o, maldiga-o, grite, bata nele..." Eu orei fervorosamente e Deus me ajudou. Nenhum sentimento de ódio encheu meu coração, porém, eu ansiava que ele me convidasse para comer. Mesmo que não me desse nada para comer, que pelo menos deixasse pegar naqueles alimentos feitos carinhosamente pelas mãos de minha esposa. Mas o comandante egoísta e glutão comeu tudo e depois me dirigiu palavras grosseiras. Finalmente, disse-lhe: "Senhor comandante, embora o Sr. tenha tantas coisas, na realidade é pobre. Quanto a mim, sou rico, pois sou salvo pelo sangue precioso do Senhor Jesus Cristo".

Após ouvir meu testemunho, seu furor acendeu-se contra mim de tal maneira que suas palavras passaram a cair sobre mim como uma cachoeira. Mandou-me de volta para o pavilhão, junto com meus companheiros.

Quando terminou a guerra fui libertado junto com os outros prisioneiros. Daquele dia em diante me propus a descobrir o paradeiro do comandante. A maior parte dos comandantes dos campos de concentração foram mortos. Este, porém, tinha escapado usando um disfarce. Durante mais de dez anos o procurei, até que por fim consegui descobrir seu paradeiro. Fui visitá-lo, acompanhado de um pregador do Evangelho. Inicialmente, fingiu não me reconhecer.

"Eu era o número 175 no registro do campo de concentração", disse-lhe eu. "O Sr. não se lembra do dia 24 de dezembro de 1944?"

Como uma folha estremecida pelo vento, o homem começou a tremer. Sua esposa, que estava a seu lado, ficou cheia de pânico. "Veio para vingar-se?", disse-me ela com voz temerosa e fraca. Eu respondi: "Sim, vim para vingar-me". Olhou-me atemorizada.

Abaixei-me para pegar um pacote que eu tinha trazido, abri-o e apareceu uma magnífica torta feita por minha esposa. Pedi à Sra. do comandante que nos preparasse um café. Quando ficou pronto, os quatro nos assentamos à mesa.

Enquanto comíamos, os olhos do antigo comandante se encheram de lágrimas. Implorou-me que o perdoas-se. Respondi-lhe: "Ali mesmo, enquanto o Sr. me perseguia, eu o perdoei em nome do Senhor Jesus Cristo".

Um ano mais tarde, o antigo comandante juntamente com sua esposa aceitaram o Senhor Jesus como seu Salvador. Continuaram na fé e deram evidências de que tinham nascido de novo. Guiados pelo Espírito Santo, eles entenderam o amor de Deus, derramado em nosso coração. Este mesmo amor nos ajuda a obedecer as palavras do Senhor Jesus Cristo. "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos de vosso Pai celeste (Mateus 5.44-45)"

Fonte: Revista Plenitude nº 21 – Agosto/1984

terça-feira, 22 de março de 2022

A APOSTA

Amado, não imites o mal, mas o bem.

III João 1.11

Um sujeito apostou com seus amigos que, apesar do gelo e da neve, seria capaz de sobreviver por toda uma noite em uma montanha próxima. Levou um livro e uma vela, e passou a noite sentado, exposto ao um frio que jamais havia experimentado.

Pela manhã, mais morto do que vivo, cobrou o pagamento da aposta, mas eles o interpelaram: Não teve nada, nada mesmo, para se aquecer?

- Nada - respondeu.

- Nem mesmo uma vela? - continuaram.

- Sim, levei uma vela.

- Então, perdeu a aposta - gritou um deles, ao som das risadas dos demais.

Alguns meses depois o sujeito convidou os mesmos amigos para jantar em sua casa.

Na sala de estar, eles aguardavam que a refeição fosse servida, mas as horas foram se passando, e nada. Quando começaram a resmungar pela demora, ele os convidou a ir à cozinha, onde lhes mostrou uma enorme panela cheia de água e, bem embaixo dela, uma vela acesa. A água nem estava morna. Então, comentou com frieza e indiferença:

- Ainda não está pronto. Não sei por qual motivo, afinal, a vela está aí acesa desde ontem.

"Ele acendeu a vela da vingança, mas apagou para sempre a chama de uma grande amizade".

quinta-feira, 30 de julho de 2020

DEUS NÃO TERMINOU AINDA

Há uns anos atrás um Rottweiler atacou nosso filhote de Golden Retriever num canil. O animal escalou para fora de sua cela e para dentro da de Molly e quase a matou. Escrevi uma carta para o dono do cachorro, tentando persuadi-lo a sacrificar seu cão. Mas quando eu mostrei a carta à dona do canil, ela me implorou para reconsiderar. “O que o cachorro fez foi terrível, mas eu ainda o estou treinando. Ainda não terminei com ele.”

Deus diria o mesmo sobre o Rottweiller que atacou você. “O que ele(a) fez foi inaceitável, indesculpável, mas eu ainda não terminei com ele(a)”. Seus inimigos ainda se encaixam no plano de Deus. O fato de ainda estarem vivos é prova disso. Deus não desistiu deles. Eles podem estar fora da vontade dEle, mas não fora de Seu alcance. Você honra a Deus quando os vê não como Seus fracassos, mas como Seus projetos.

MAX LUCADO
Tradução de Dennis Downing
Em Inglês: “God’s Not Finished”
de “Derrubando Golias”

sábado, 18 de maio de 2013

VINGANÇA NÃO VINGA


Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

Romanos 12.19

No livro, O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, o personagem central é acusado injustamente por três falsos amigos.

Por causa disso é atirado na masmorra no dia do seu casamento. Ali fica durante doze anos. Perde a esposa, a juventude, os bens, tudo.

Quando finalmente consegue fugir da prisão, dedica sua vida a vingar-se de seus detratores. Vai atrás de um por um e consegue arruinar a vida de todos.

No final da história, apesar de concluir sua vingança, ele descobre que com aquilo não conseguia aliviar as dores do seu coração. Tornara-se uma pessoa amarga e infeliz. Arruinara a vida de seus inimigos, mas não pudera impedir que eles destruíssem a sua.

Fonte: Marcelo Aguiar, em Cura Pela Palavra, pg 37.

sábado, 10 de dezembro de 2011

SEJA COMO O SÂNDALO

Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o SENHOR."

Lv 19:18

Ditados são frases que concentram sabedoria, tanto é que o rei Salomão nos deixou centenas deles. Há um ditado chinês que diz: "Seja como o sândalo, que perfuma o machado que o fere". 

O sândalo é uma planta cuja madeira exala um cheiro agradável. É usado para confeccionar leques, de modo que quando alguém se abana, sente a leve fragrância da madeira, vinda com o ar. Ao ser atingida pelo machado que a corta, a árvore do sândalo faz com que também este seja perfumado. Os chineses, em sua sabedoria, procuraram condensar nesse ditado o que Deus diz ao povo por meio de Moisés, em Lv 19. 

No sermão do monte, Jesus afirmou que, apesar da validade da lei do "dente por dente", novos tempos haviam chegado: "...mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra" (Mt 5.39). 

Se, por um lado, a lei se baseia na justiça, o mandamento de Jesus baseia-se no amor. Não é para menos que Jesus nos ordena que amemos nossos inimigos. Mesmo as pessoas que não aceitam Jesus como Filho de Deus confessam reconhecer nele um homem que somente praticava o bem. Jesus declarou que suas obras eram obediência ao Pai: "Desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou" (Jo 6.38). Podemos concluir com toda a razão que, se Jesus materializou a vontade do Pai, o nosso Deus é um Deus de amor. Sendo nós filhos de Deus por meio de Jesus Cristo, e sendo Deus nosso Pai, cabe-nos, por descendência, fazer o mesmo. Deixemos a Deus a prerrogativa da vingança, pois ele mesmo diz: "A mim pertence a vingança e a retribuição" (Dt 32.35). – NE

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

REAÇÕES VIOLENTAS

Estamos vivendo uma época de muita agressividade. E nos queixamos da violência que toma conta das ruas, sem atentarmos que nós mesmos, muitas vezes, também agimos com violência.

Conta-se que um grande militar, desejando se espiritualizar, escolheu um sábio religioso e lhe perguntou: "Onde começa o inferno?"

O pensador experiente meditou e falou: "Por que um homem sem escrúpulos deseja saber onde começa o inferno? Cheio de armas destruidoras de vida, acerca-se de mim para perguntas tolas. O que espera que lhe diga, eu, que sou um homem de paz e justiça?"

Antes que continuasse, o militar o interrompeu, levantando a espada e exigindo, cheio de raiva, que o sábio o respeitasse. Sem qualquer receio, o homem velho esclareceu: "Aqui começa o inferno: na raiva descontrolada."

O guerreiro compreendeu e num gesto rápido, tornou a colocar na bainha a espada, pedindo desculpas. O sábio então o esclareceu: "Homem, nesse seu gesto começa o céu."

**********

A raiva pode ser comparada a uma faísca portadora do poder de atear grandes incêndios. Basta uma palavra mal pensada, um gesto imprevisto para a gerar. Quando solta, desencadeia conflitos inúteis e destruidores. O homem que alimenta a raiva e se deixa dominar por ela, se torna bruto e violento.

Os antídotos para a raiva são a humildade que leva o indivíduo a reconhecer a própria fragilidade; a paciência, que lhe permite acompanhar o desenvolvimento da questão; a tolerância que entende a dificuldade alheia; enfim, o amor que é abençoada luz em todas as circunstâncias.


Fonte: Livro Perfis da vida

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A VINGANÇA DO AMOR

Meu nome é Dabousu. Nasci na França e durante a Segunda Guerra Mundial defendi minha Pátria nos campos de batalha.



No ano de 1944 fui feito prisioneiro pela Gestapo (polícia alemã) e fui condenado à morte. Considerando que era casado e tinha quatro filhos, não me mataram, mas fui levado a um campo de concentração e condenado à cadeia perpétua.



Depois de nove meses, pesava somente 40 quilos. Meu corpo estava coberto de chagas. Quebrei o braço direito, e, devido á falta de recursos médicos, o osso se soldou fora do lugar.



No da 24 de dezembro meus pensamentos estavam, mais do que nos outros dias, voltados para minha família. Eu estava no meio da depravação e da sujeira e, em contraste, imaginava como estariam minha esposa e filhos. Mergulhado nestes pensamentos, um policial entrou no pavilhão onde eu e os presos dormíamos. Gritou meu nome. Apresentei-me a ele e me deu ordem para segui-lo. Levou-me à casa do comandante. Guiou-me até a sala de jantar onde o comandante estava assentado perante uma mesa preparada como se fosse o banquete de um rei. Que visão maravilhosa para os meus olhos famintos! No entanto, não me ofereceu sequer as migalhas.



Deixou-me parado, fitando-o, enquanto se regalava com as várias iguarias que estavam sobre a mesa. Assim passou o tempo; ele comendo e eu olhando-o.



Certamente, o comandante sabia que eu era um cristão no Senhor Jesus Cristo e escolheu esta maneira de torturar-me. Deve ter chegado a ele a notícia de que eu falava de meu Salvador a meus companheiros. Satanás tentou-me de maneira terrível. Soavam em minha mente estas palavras: "Como é, Dabousu, continuas crendo no Salmo 23? Nele não está escrito: "O Senhor é meu Pastor, NADA ME FALTARÁ?". Naquele momento orei fervorosamente ao Senhor, ao mesmo tempo que dizia para comigo mesmo: Sim, continuo crendo no Salmo 23. Continuo crendo na Palavra de Deus".



Naquele preciso momento, um rapaz chegou trazendo uma bandeja com uma xícara de café e vários pastéis. Os pastéis pareciam bem saborosos e o comandante comia-os com muita satisfação. Voltou-se para mim e me disse: "Sr. Dabousu, sua senhora é uma excelente cozinheira. Dou-lhe os meus parabéns por seu trabalho".



Quando o comandante percebeu que eu não o entendia foi mais explícito: "Há sete meses que sua esposa está enviando-lhe periodicamente um pacote com biscoitos, pastéis, tortas e todas estas coisas que está vendo sobre a mesa. Tenho apreciado muito a comida de sua esposa".



Agora eu estava entendendo o que ele quis dizer-me. Pensei em minha querida esposa e nas crianças. Do pouco que certamente teriam para comer, abstinham-se do melhor para que eu tivesse alguma coisa para comer. E ali estava um homem enchendo seu estômago com ricos manjares à custa de minha querida família.



Mais uma vez, o diabo veio tentar-me. A voz do tentador soava em minha mente: "Odeie-o, Dabousu, aborreça-o, maldiga-o, grite, bata nele..." Eu orei fervorosamente e Deus me ajudou. Nenhum sentimento de ódio encheu meu coração, porém, eu ansiava que ele me convidasse para comer. Mesmo que não me desse nada para comer, que pelo menos deixasse pegar naqueles alimentos feitos carinhosamente pelas mãos de minha esposa. Mas o comandante egoísta e glutão comeu tudo e depois me dirigiu palavras grosseiras. Finalmente, disse-lhe: "Senhor comandante, embora o Sr. tenha tantas coisas, na realidade é pobre. Quanto a mim, sou rico, pois sou salvo pelo sangue precioso do Senhor Jesus Cristo".



Após ouvir meu testemunho, seu furor acendeu-se contra mim de tal maneira que suas palavras passaram a cair sobre mim como uma cachoeira. Mandou-me de volta para o pavilhão, junto com meus companheiros.



Quando terminou a guerra fui libertado junto com os outros prisioneiros. Daquele dia em diante me propus a descobrir o paradeiro do comandante. A maior parte dos comandantes dos campos de concentração foram mortos. Este, porém, tinha escapado usando um disfarce. Durante mais de dez anos o procurei, até que por fim consegui descobrir seu paradeiro. Fui visitá-lo, acompanhado de um pregador do Evangelho. Inicialmente, fingiu não me reconhecer.



"Eu era o número 175 no registro do campo de concentração", disse-lhe eu. "O Sr. não se lembra do dia 24 de dezembro de 1944?"



Como uma folha estremecida pelo vento, o homem começou a tremer. Sua esposa, que estava a seu lado, ficou cheia de pânico. "Veio para vingar-se?", disse-me ela com voz temerosa e fraca. Eu respondi: "Sim, vim para vingar-me". Olhou-me atemorizada.



Abaixei-me para pegar um pacote que eu tinha trazido, abri-o e apareceu uma magnífica torta feita por minha esposa. Pedi à Sra. do comandante que nos preparasse um café. Quando ficou pronto, os quatro nos assentamos à mesa.



Enquanto comíamos, os olhos do antigo comandante se encheram de lágrimas. Implorou-me que o perdoas-se. Respondi-lhe: "Ali mesmo, enquanto o Sr. me perseguia, eu o perdoei em nome do Senhor Jesus Cristo".



Um ano mais tarde, o antigo comandante juntamente com sua esposa aceitaram o Senhor Jesus como seu Salvador. Continuaram na fé e deram evidências de que tinham nascido de novo. Guiados pelo Espírito Santo, eles entenderam o amor de Deus, derramado em nosso coração. Este mesmo amor nos ajuda a obedecer as palavras do Senhor Jesus Cristo. "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos de vosso Pai celeste (Mateus 5.44-45)"



Fonte: Revista Plenitude nº 21 – Agosto/1984

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A VINGANÇA NÃO VINGA

Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

Romanos 12.19

No livro, O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, o personagem central é acusado injustamente por três falsos amigos.

Por causa disso é atirado na masmorra no dia do seu casamento. Ali fica durante doze anos. Perde a esposa, a juventude, os bens, tudo.

Quando finalmente consegue fugir da prisão, dedica sua vida a vingar-se de seus detratores. Vai atrás de um por um e consegue arruinar a vida de todos.

No final da história, apesar de concluir sua vingança, ele descobre que com aquilo não conseguia aliviar as dores do seu coração. Tornara-se uma pessoa amarga e infeliz. Arruinara a vida de seus inimigos, mas não pudera impedir que eles destruíssem a sua.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NOBRE VINGANÇAS


Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem, entre vós, e para com todos.

I Tes. 5:15.

Certo dia, um oficial do exército bateu num jovem soldado que era conhecido por praticar artes marciais. O golpe era injustificado, mas os regulamentos militares proibiam o revide; além disso, o jovem era cristão.

- O senhor ainda vai se arrepender disso - comentou o soldado com um sorriso.

Tempos depois, a companhia daquele soldado estava envolvida numa feroz batalha, quando ele viu um oficial ferido tentando desesperadamente arrastar-se de volta para a trincheira. O jovem soldado reconheceu-o como o oficial que o havia golpeado. Arriscando a própria vida, foi em auxílio do homem ferido e ajudou-o a ir a um posto de primeiros socorros.

Enquanto o oficial jazia deitado no chão, esperando que os médicos o atendessem, tomou a mão do soldado, gaguejou um pedido de desculpas e expressou-lhe gratidão. Apertando a mão do oficial, o jovem soldado deu uma risadinha amigável e disse: "Eu tinha certeza de que algum dia o senhor se arrependeria." Dali em diante, os dois tornaram-se os melhores amigos.