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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

CUIDADO COM A MÁGOA

Dê um presente em segredo a quem estiver zangado com você, e a raiva dele acabará.

Provérbios 21.14 (linguagem de hoje)


Nós vivemos num mundo nada perfeito e somos atingidos por adversidades, sofremos injustiças, dores e perseguições. O problema de nosso coração é que ele resiste em esquecer o mal e exige que a vingança seja feita. Se não lutarmos contra nossos desejos primitivos estaremos a um passo de também cometermos o mal.

Ao meu redor, com facilidade encontro gente carregada de mágoa, rancor, ódio, amargura. Como eu sei? É pelo modo de falar, de olhar que esse sentimento é revelado. Ninguém foge a essa regra. O mal, mesmo que seja o que sofremos, se não for perdoado e esquecido, tem o poder de contaminar-nos com as suas tranças diabólicas.

A Bíblia diz que ninguém pode esconder uma cidade erguida no alto do monte, da mesma forma o mal, no interior de um coração, não permanecerá oculto pra sempre. Mais cedo ou mais tarde, ele brotará na forma de agressão, revide, troco.

O problema de se conviver com o mal, é que ele também pode tornar o coração mal, além de problemas espirituais, emocionais e físicos. Essas emoções negativas e o estresse liberam substâncias químicas no organismo que provocam  dores no estômago, na cabeça, nos músculos, fatiga, tontura e podem causar doenças do sistema imunológico, cardiovasculares, aumento o risco de sofrer derrame e câncer (http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL694038-15605,00.html).

O conselho que eu dou é: Tem alguém com raiva de você? Dê um presente! E viva a felicidade de conviver na paz.

Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você. - Friedrich Nietzsche

Fandermiler Freitas

terça-feira, 13 de agosto de 2019

MÁGOA, O CÁRCERE DA ALMA II

Quem retém o perdão não pode orar a Deus nem receber dele o perdão.

A mágoa é autodestrutiva. Ferimo-nos a nós mesmos quando nutrimos mágoa por alguém. Guardar mágoa no coração é como beber veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Quem guarda mágoa no coração vive amarrado pelas grossas correntes da culpa. Quem vive nessa masmorra adoece emocional, física e espiritualmente.

Há muitas pessoas doentes porque se recusaram a perdoar. Na igreja de Corinto havia pessoas fracas, outras doentes e algumas que já estavam mortas em virtude de relacionamentos adoecidos (1Co 11.3).

Tiago ordena os crentes a confessarem seus pecados uns aos outros para serem curados (Tg 5.16). Há muitas pessoas vivendo cativas no calabouço do diabo, prisioneiras do ódio, acorrentadas pela mágoa, cuja vida espiritual está arruinada. Gente que precisa ser liberta dessa prisão existencial, desse cativeiro espiritual.

O salmista Davi orou pedindo a Deus para tirar a sua alma do cárcere (Sl. 142.7).

A chave que abre a porta dessa masmorra é o perdão. O perdão traz cura onde a mágoa gerou doença. O perdão traz reconciliação onde a mágoa gerou afastamento. O perdão traz alegria, onde a mágoa produziu tristeza e dor. O perdão restitui aquilo que a mágoa saqueou.

O perdão é a faxina da mente, a assepsia da alma, a limpeza dos porões do coração.

Perdoar é zerar a conta. É nunca mais lançar no rosto da pessoa a sua dívida. Perdoar é lembrar sem sentir dor. 

Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

MÁGOA, O CÁRCERE DA ALMA I

Nós sofremos mais por causa das pessoas do que por causa das circunstâncias.

As pessoas nos fazem chorar mais do que as vicissitudes da vida. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas.

Os relacionamentos dentro da família, no trabalho e até igreja, algumas vezes, se tornam tensos. Feridas são abertas na alma e mágoas profundas se instalam no coração.

Amizades são rompidas, casamentos são abalados, relacionamentos sólidos entram em colapso. Nesse processo, a comunicação é rompida, o silêncio gelado substitui as palavras de amor e a desconstrução da imagem do outro se torna uma verdadeira ação de desmonte.

O resultado do adoecimento das relações humanas é a mágoa. Esse sentimento de amargura se instala no solo do coração e lança suas raízes trazendo perturbação para a alma e contaminação para os que vivem ao redor.

A mágoa é a ira congelada. A mágoa é o armazenamento do ressentimento. A mágoa é entulhar o coração com o rancor, é alimentar-se do absinto do ranço, é afogar-se no lodo do ódio, é viver prisioneiro na armadilha da vingança.

A mágoa é uma prisão. Ela é o cárcere da alma, o calabouço das emoções, a masmorra escura onde seus prisioneiros são atormentados pelos verdugos da consciência.

Quem se alimenta da mágoa não tem paz. Não tem liberdade. Não tem alegria. Não conhece o amor. Não tem comunhão com Deus. Não pode adorar a Deus, nem trazer sua oferta ao altar.

Rev. Hernandes Dias Lopes