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sexta-feira, 8 de maio de 2026

A CAIXINHA

Há um tempo atrás, um homem castigou sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado. O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente ao seu pai e disse: "Isto é para você, paizinho!"

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a explodir quando viu que a caixa estava vazia. Gritou, dizendo: "Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?"

A pequena menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse: "Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixinha. Todos para você ..."

O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali...

De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada,cheia de amor incondicional e beijos de nossos pais, filhos, irmãos e amigos. Ninguém poderá ter uma propriedade ou posse mais bonita e importante que esta.

domingo, 1 de agosto de 2021

GRATIDÃO

O homem por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul. " É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?", diz ela.

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: " Quanto dinheiro você tem?". Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: "Isso dá?".

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

" Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos". O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um

vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde. "Tome!," disse para a garota. "Leve-o com cuidado". Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo.

Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

-Este colar foi comprado aqui?

- Sim senhora.

- E quanto custou?

- Ah!, falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.

A moça continuou: "Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!"

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. ELA DEU TUDO O QUE TINHA.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

"A verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece." (anônimo)

sexta-feira, 19 de julho de 2019

A CADERNETA VERMELHA

"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá."

Êxodo 20:12

O carteiro estendeu o telegrama.  José Roberto não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa. Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. Palavras breves e incisas:

- Seu pai faleceu. Enterro 18 horas. Mamãe.

José Roberto continuou parado, olhando para o vazio. Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração. Nada! Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho?

Com um turbilhão de pensamentos confundido-o, avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi, vencendo os silenciosos quilômetros de estrada enquanto a cabeça girava a mil.

No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada. Ela sabia que pai e filho não se davam bem.

A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José Roberto havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa.

Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa... Ele havia se desligado da família não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava na vida era ser parecido com ele.

O velório: Poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho - como as que o pai gostava de cultivar. José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido, um estranho, um...

O funeral: O sabiá cantando, o sol se pondo. Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la.

Agora, ele poderia voltar à casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo. Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão:

- Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse. Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes...

Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a não no bolso e sentiu o presente. O foco mortiço da luz do bagageiro revelou uma pequena caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso. Páginas amareladas. Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:

"Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!"

À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estômago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiram firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer!

"Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue"

Outra página

"Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras" ·

José Roberto mordeu os lábios. Lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia ter a sua? E quando, no dia do aniversário, a havia recebido, tinha corrido aos braços da mãe sem sequer olhar para o pai.

Ora, o "velho" vivia mal-humorado, queixando-se do cansaço, tinha os olhos sempre vermelhos... e José Roberto detestava aqueles olhos injetados sem jamais haver suspeitado que eram de trabalhar até a meia-noite para pagar a bicicleta... !

"Hoje fui obrigado a levantar a mão contra meu filho! Preferia que ela tivesse sido cortada, mas fui preciso tentar chamá-lo à razão, José Roberto anda em más companhias, tem vergonha da pobreza dos pais e, se não disciplinar amanhã será um marginal. Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo" ·

José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos...

Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o cemitério.

As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado.

O "velho" escrevia de madrugada.

Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde.

E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor

A última pagina. Aquela do dia em que ele havia partido:

"Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem? Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser o pai que ele merecia ter".

Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a ideia de que o pai tinha morrido naquele momento, José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía.

O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.

Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo.

Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, musica, cor, alegria, despreocupação, vaidade. Não era ele um semideus? Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.

De repente. No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores. Como não havia pensado nisso antes?

Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, à vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.

Ele jamais tivera a ideia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha para anotar uma a frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome.

Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?

Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade. Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenas o vazio.

Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer. Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor.

Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes? Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora:

-"Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você velho! Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego?"

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

AMOR DIVINO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

João 3:16,17

Um ministro escocês em Glasgow estava num sábado pela manhã buscando ilustrar o amor de Cristo, e contou a história de uma mãe que tomou seu pequeno filho numa noite e foi para uma das montanhas escocesas. Caiu neve e ela perdeu o caminho. Exausta, foi forçada a deitar-se na neve, depois cobriu a criança com seu "xale". Na manhã seguinte ela foi encontrada morta.

Disse o ministro: "Seu filho foi achado com vida, e cresceu, deve ser hoje um homem de trinta anos de idade. Se ele ainda vive e se lembra daquela história, como sua mãe o salvou desabrigando-se a si mesma, estou certo de que se lhe expandiria o coração de amor por haver tido uma mãe tal. Deve reverenciar-lhe a memória e agradecer a Deus constantemente pelo que ela por ele fez. E tu, amigo, se não amas a Jesus cristo, que morreu para te salvar, em um filho ingrato."

Passados uns poucos dias, foi o ministro chamado para conversar com um homem moribundo, que havia muito estava enlameado no pecado. Era o filho daquela mãe. Ele fora à igreja naquela manhã e ouvira a narrativa. Não podia evadir-se da aplicação da mesma. Em seu leito de morte aceitou o Cristo do Calvário.  

Keith L. Brooks

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CORREÇÃO - UM FRUTO DE AMOR

porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe." (Hebreus 12:6)
É a maravilha das maravilhas que Deus ame os pecadores - e ainda, isto é um fato glorioso. Nada está mais claramente revelado em Sua Palavra - mas é algo muito difícil de acreditar, por vezes.

Quando nossas almas estão em trevas, quando os nossos assuntos temporais estão debaixo de confusão, e quando os nossos corpos estão com dor - então não é fácil acreditar que Deus nos ama. No entanto, nossas próprias tribulações fluem do Seu amor, e são uma prova disso!

Sim, Deus ama o Seu povo - não porque Ele veja qualquer beleza ou excelência neles - mas simplesmente porque Ele escolhe amá-los. E porque Ele os ama – Ele os corrige por suas loucuras, e os açoita por seus pecados! Todos os Seus filhos precisam de disciplina, e todos eles a recebem - alguns mais, outros menos; alguns, de uma forma - e alguns de outra.

Se o Senhor não nos amasse - Ele nos permitiria que continuássemos no pecado, e para encher a medida de nossas iniquidades. Se Ele nos amasse menos do que Ele nos ama - Ele poderia nos corrigir menos; mas porque o Seu amor por nós é infinito, terno e eterno - Ele parece lidar severamente conosco.

Vamos tomar cuidado para não confundirmos a natureza de nossas aflições, ou interpretar mal o projeto de Deus em nossos problemas. Em vez disso, vamos nos esforçar para crer no Seu amor, descansar em Suas promessas, levar-Lhe todos os nossos pensamentos, sentimentos e temores ao Seu trono, e dizer: "Ainda que Ele me mate – n`Ele confiarei!" (Jó 13:15).

Atribulado crente, Deus te ama! Ele te ama apesar de sua fé ser pequena, e seus temores fortes. Ele te ama apesar de suas fraquezas serem muitas. Ele vai mostrar o Seu amor por você - de qualquer maneira que ele julgar ser a melhor!
Ó Pai, derrama Teu amor em meu coração - e assim enche meu coração com amor por Ti! Ajuda-me a bendizer-Te por Teu amor e louvar-Te por cada golpe de Tua vara de correção!

" Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te." (Apocalipse 3:19)

Texto de James Smith, traduzido por Silvio Dutra.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O BALÃO VERMELHO

Benny tinha setenta anos quando morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illinois. Como sua neta de dez anos, Rachel, nunca teve a oportunidade de dizer adeus, ela chorou durante vários dias. Mas depois de receber um grande balão vermelho em uma festa de aniversário, voltou para casa com uma idéia - uma carta para o vovô Benny, enviada para o céu em seu balão.

A mãe de Rachel não teve coragem de dizer não e observou com lágrimas nos olhos o frágil balão subir por entre as árvores que cercavam o jardim e desaparecer.

Dois meses depois, Rachel recebeu esta carta com carimbo do correio de uma cidade a 900 quilômetros de distância, na Pensilvânia:

"Querida Rachel,

Vovô Benny recebeu a sua carta. Ele realmente a adorou. Por favor, entenda que coisas materiais não podem ficar no céu, por isso tiveram que mandar o balão de volta para a Terra - eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo no céu.

Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você.

Sinceramente, Bob Anderson (também um vovô)."

MICHAEL CODY

terça-feira, 18 de julho de 2017

OS PAIS

Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto.

Êxodo 21:17

Deus valoriza muito os chamados valores familiares, ou qualquer outro nome que se queira dar aos princípios e regras de um bom relacionamento familiar. Respeito, amor, cuidado, zelo, dedicação, amizade, participação, proteção, suprimento, carinho, afeto e por aí adiante.

Aos filhos, neste esquema divino, honrar seus pais com obediência, gratidão, cuidado na velhice, suprimento de necessidades quando se fizer necessário. Retribuição mínima pelo que eles fizeram por sua vida no início dela, inclusive ser intrumento de Deus para começá-la.

Amplia muito o conceito que aparece resumido nos 10 mandamentos. Note: não precisava matar seus pais para ser punido com a morte, dentro daquele contexto. Bastava amaldiçoar, praguejar, falar ou desejar o mau.

Motivo? Porque Deus escolheu seus pais, meu irmão, para te dar vida e cuidar dela até você ter capacidade de cuidar-se sozinho e glorificar a Deus sozinho. Ao amaldiçoar ao pai ou mãe estará amaldiçoando a escolha de Deus, e indiretamente ao próprio Deus. E Deus não aceita isso.

Se seus pais foram falhos neste papel para o qual Deus os elegeu, deixe que eles se entendam com Deus no juízo da vida deles, não se ponha no papel de juiz porque isso cabe a Deus somente. Agradeça a Deus por tê-los tido, abençoe-os se ainda viverem e seja grato pelo que teve. Seja muito seja pouco, seja bom seja ruim.

Acerte-se com Deus pela sua vida e seja um pai ou uma mãe melhor que os seus o foram, não importando o quanto foram bons ou ruins. Seja melhor. Seja mais parecido com o PAI do que seus pais o foram. É isto que significa obedecer a Deus e aceitar a missão que lhe foi dada ao constituir uma família. Fazer filhos os animais também fazem, mas criá-los nos caminhos do Senhor é para seres humanos. E poucos.

Enquanto escrevo estas linha comemoro meu 35° aniversário, com gratidão a meu falecido pai e minha mãe. Na verdade quem merece os parabéns são eles.

Pai, quero ser mais grato do que jamais fui pelos meus pais, e quero vir a ser um bom pai/mãe aos Teus olhos. 

Mário Fernandez 

domingo, 10 de julho de 2011

NÃO ERAM OVELHAS...

Era um homem bondoso o cura de La Roudaire, cidadezinha francesa de Bourg-em-Forêt. Atento à necessidade de seus paroquianos velava em particular pelos pobres e desprotegidos.

Entre os necessitados havia dois irmãos infelizes: uma jovem cuja vida fora desviada do seu curso de pureza graças a impiedade humana e um moçço doentio que, sem a assistência da irmã, órfãos ambos, abandonado ele à sua pobreza e miséria, enquanto ela estivera na prisão, ficara corcunda.

Desprezado por todos, perambulava o corcunda pelas vielas escuras da cidade quando, uma noie, um grupo de jovens bêbados o tomou para suas brincadeiras de mau gosto, que culminaram em deixá-lo amarrado a um poste de iluminação. O bondoso padre, passando e vendo, tirou-o dali e levou para tratar suas feridas. Pouco depois, no entanto, as águas do rio recebiam o seu corpo e o sepultavam na morte. Suicidara-se. A mesma sorte era reservada à sua irmã que, desanimada e abatida, golpeada pelo que sucedera ao irmão, suicidava-se no mesmo dia.

Marcada a hora do enterro, as casas de comércio cerravam as portas para que todos pudessem assistir à cerimônia fúnebre. Templo cheio. O cura subiu ao púlpito. Ali estavam, no meio da igreja, cercados de gente, reinava o silêncio!

E o cura começou:

-- Cristãos!

A palavra soara como uma chicotada. E, de novo:

-- Cristãos! Quando, no Dia Final, o Senhor me perguntar: “Pastor de La Roudaire, onde estão as tuas ovelhas?” não lhe responderei. Nem mesmo que me pergunte segunda vez. Mas se terceira vez Ele me fizer a mesma pergunta, eu, coberto de vergonha, responderei humilde: Não eram ovelhas, Senhor; eram lobos famintos.

(Extraído de VASSÃO, Amantino Adorno. Esteiras de Luz. Rio de Janeiro: Juerp, 1971.)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SABEDORIA

Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura."

Pv 12:18
 
O gabinete daquela escola de ensino médio se convertera, por alguns momentos, em palco para uma cena constrangedora.  Um aluno de 16 anos de idade estava ali, sentado, cabeça baixa, pensamento em desalinho, aguardando a sentença final. Os pais, desolados, olhavam em silêncio para o filho, sem saber o que dizer diante daquele momento acerbo.

Vários de seus professores já haviam dado seus depoimentos, todos desfavoráveis ao jovem rebelde. Se o garoto fosse expulso seria um peso a menos na sua árdua obrigação de ensinar... Se, se livrassem daquele estorvo sua tarefa ficaria mais leve, talvez pensassem alguns daqueles educadores.

O silêncio enchia a pequena sala, quando chegou o último professor para dar seu parecer sobre a questão: era o professor de física. Homem maduro, lúcido, educador por excelência, sentou-se e, antes de dizer qualquer palavra, olhou detidamente nos olhos de cada uma daquelas criaturas ali sentadas, e sentiu-se extremamente comovido diante da situação.

"Como poderia ajudar a resolver a questão sem prejuízo para o seu aluno? Afinal, para aquele nobre mestre, expulsar um aluno seria decretar a própria falência como educador."

Então, ele olhou carinhosamente para a mãe e perguntou: "O que está havendo? O que aconteceu para que a situação chegasse a esse ponto? "

Tamanha era a vibração de ternura que emanava da voz suave do educador, que a mãe se sentiu amparada na sua desdita e decidiu falar. Olhou com afeto para o filho, e, num tom de extremado carinho disse: "Meu filho! "

O jovem, diante da pequena frase que ecoou em seu íntimo com mais força do que mil palavras de reprimenda desatou a chorar... Chorou e chorou, compulsivamente... A comoção tomou conta do gabinete e as lágrimas rolaram quentes dos olhos daqueles pais sofridos, e também do professor e da diretora.

Após quase meia hora, as lágrimas foram cedendo lugar a um certo alívio, como se uma chuva de bênçãos tivesse lavado o travo de fel que pairava sobre a pequena assembléia...

Quebrando o silêncio, o garoto falou: "Mãe, posso lhe prometer uma coisa? Vocês nunca mais virão à escola por motivos como este."

Um ano se passou, e a promessa que o jovem fez se cumpriu. Um dia, o professor encontrou seu aluno no corredor da escola e lhe fez a pergunta que há muito desejava fazer: "O que fez você mudar, aquele dia, no gabinete?"

E o jovem respondeu um tanto constrangido: "É que minha mãe nunca havia me chamado de meu filho. Aquelas duas palavras, professor, pronunciadas pela minha mãe com uma sonoridade espiritual tão profunda, foram o suficiente para eu mudar o rumo da minha vida..."

O rapaz se despediu e se foi, deixando o mestre absorto em seus pensamentos... Em sua mente voltou a cena daquele dia distante, em que adentrou a pequena sala do gabinete... Em suas conjecturas se perguntou sobre qual seria a situação daquele moço, se tivesse sido expulso da escola naquela oportunidade... Pensou também na força da pequena frase: meu filho! E ficou a imaginar quão poderoso é o afeto de mãe.

E, como homem notável e admirável educador, concluiu, em seus lúcidos raciocínios: "O dia que as mães quiserem, elas mudarão o mundo."

Autor Desconhecido

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O NÓ DO AFETO

E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Efésios 6.4

Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo e, quando voltava, já era muito tarde, e o garoto não mais estava acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da sua turma.

domingo, 14 de março de 2010

O MILAGRE DA CANÇÃO DE UM IRMÃO

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada.

Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer.

A gravidez se desenvolveu normalmente, entretanto surgiram algumas complicações no trabalho de parto e a menina foi levada para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.

Os dias passavam e a menininha piorava. O médico disse aos pais que deveriam preparem-se para o pior, pois as chances dela eram muito pequenas. Enquanto isso Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.

A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para conhecer sua irmãzinha, mas crianças não eram permitidas naquela UTI.

Karen decidiu que levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu: "Ele não irá embora até que veja a irmãzinha!"

Finalmente Michael foi levado até a incubadora. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha, a mesma canção que cantava para ela ainda na barriga da mãe: "Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...".

Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando. Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave. "Continue, querido!", pediu Karen, emocionada. Todos se emocionaram e alguns até choraram.

No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.

O Womans Day Magazine chamou essa história de "O milagre da canção de um irmão." Karen chamou de "O milagre do amor de Deus". O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A BICICLETINHA


Amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro.

I Pedro 1.22

Certa vez fui convidado para falar durante um banquete numa sexta-feira à noite. Ao chegar em casa, de volta do seminário onde leciono, entrei com o carro na garagem e à luz do farol vi a bicicleta do meu filho Bob. Havia dias que permanecia na garagem com o pneu traseiro completamente vazio. Eu havia prometido consertá-lo, mas não encontrava tempo para fazê-lo. No dia seguinte, pela manhã, eu iria sair em viagem; por isso, ou o consertava agora ou o momento ideal nunca chegaria.

Chamei o Bob, pegamos a bicicleta e colocamos um remendo no pneu rasgado. A seguir, tomei um banho rápido, troquei de camisa e gravata e saí correndo para banquete.

Cheguei com apenas vinte minutos de atraso, mas o anfitrião já estava tendo úlceras.

- Por onde andava? perguntou ansioso.

- Perdoe-me o atraso, disse sincero, mas tive que consertar um pneu.

- Achei que seu carro era novo!

- É sim. Era o pneu da bicicleta do meu filho.

Puff! O sujeito perdeu a calma! Não poupou palavras. Rasgou o verbo, irado, insinuando que eu estava desperdiçando o precioso tempo dele e dos convidados por causa de uma bicicletinha. Quando parou para tomar fôlego, perguntei calmo: Já lhe ocorreu alguma vez, meu amigo, que para mim é muito mais importante consertar a bicicleta do meu filho do que participar do seu banquete?

Não muito tempo depois deste incidente, eu e o Bob jogávamos bola num parque quando lhe perguntei:  Diga-me a verdade, filho, você me ama?

- Te amo demais, pai! respondeu ele.

- Fico feliz em ouvi isto. Mas por que você me ama?

- Porque jogamos bola juntos e você conserta a minha bicicleta.

Fonte: Aprenda a mentorear, de Howard Hendricks (pg. 15),

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

PORTA ABERTA


E, [o filho pródigo] levantando-se, voltou para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

Lucas 15.20
 
Foi em Glasgow, na Escócia, que esta história se passou. Uma adolescente fugiu de casa para viver "sua" liberdade, mas logo caiu na realidade da vida. Sem dinheiro para se manter e sem coragem de voltar para casa, acabou por entrar no mundo da prostituição.

Os anos se passaram, mas, apesar da saudade dos pais, ela nunca mais tentou qualquer contato com eles. Seus pais sempre a procuraram, em vão, porém, desde a morte do seu pai (que ela nem ficou sabendo), sua mãe intensificou as buscas, deixando um cartaz de "Procura-se" em qualquer lugar onde lhe permitissem.

Neste cartaz a mãe havia colocado sua própria foto, escrito embaixo: "Eu ainda amo você. Volte para casa".

Os meses se passaram sem qualquer notícia, até que um dia, numa fila de sopa para pessoas carentes, a moça viu a foto da sua mãe, que apesar de ter envelhecido bastante, ainda conservava o mesmo olhar que ela guardava em suas lembranças.

Não pode conter a emoção e, naquele dia mesmo, voltou para casa. Era tarde da noite quando chegou. Tímida, ela se aproximou da porta. Ia bater, mas ela se abriu sozinha. Entrou assustada, apavorada com a idéia de que algum ladrão tivesse invadido a casa e "sabe lá Deus o quê" poderia ter feito.

Correu para o quarto e viu sua mãe dormindo. Acordou-a. Ambas choraram muito. Abraçaram-se. Reconciliaram-se. Lembrando-se da porta aberta, a moça disse: Puxa, mãe, levei um susto tão grande quando cheguei.

- Por que, minha filha?

- É que a porta da frente estava aberta e eu pensei que algum ladrão tivesse invadido a casa. Você precisa tomar mais cuidado, mãe. Não pode mais esquecer a porta aberta.

- Não meu amor, você não está entendendo. Eu não esqueci a porta aberta. Desde o dia em que você foi embora, esta porta nunca mais foi fechada.