Mostrando postagens com marcador HERÓIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HERÓIS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O DESEJO DE MARTIN

"Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus."

"A mãe de Bill disse que não posso mais brincar em sua casa. Por quê?" Martin, seis anos de idade, olhava para a face da mãe esperando uma resposta.

"Sente-se aqui ao meu lado, e eu lhe direi", a Sra. King respondeu. "E porque você é negro, e Bill é branco."  Então ela lhe falou sobre os navios negreiros que iam para a África e voltavam carregados com negros - os primeiros negros que chegaram à América. Ela descreveu para Martin a dura vida desses escravos. Falou-lhe sobre a Guerra Civil Americana e a libertação dos escravos por Abraão Lincoln. Explicou-lhe que muito embora eles não fossem mais escravos, as pessoas negras não se misturavam com as brancas. Os negros e os brancos frequentavam escolas diferentes e usavam sanitários públicos separados. Sentavam-se em lugares separados nos ônibus e nos teatros.

"Isto não é justo", Martin protestou.

"Não, não é", sua mãe concordou. "Mas assim é que é. Um dia as coisas poderão mudar." A medida em que ia se tornando maior, Martin ia também experimentando uma série de insultos que lhe deram a idéia de quanto sofriam também os outros negros. Gradualmente foi crescendo dentro dele o desejo de fazer alguma coisa que apressasse a mudança.

Na luta dos negros pela igualdade de direitos na América, Martin Luther King Jr. encontrou o que ele cria ser a vontade de Deus para a sua vida. A esta causa ele se entregou por completo. Esta entrega levou a seu assassinato na tarde de 4 de abril de 1968.

No dia anterior a sua morte ele tinha dito: "Eu gostaria de ter uma vida bem longa. Mas não estou preocupado com isto agora. Apenas quero fazer a vontade de Deus." O desejo de fazer a vontade de Deus é uma digna ambição para qualquer jovem de hoje. Que nobre alvo - fazer a vontade de Deus não importa o preço a pagar!

Há no mundo hoje a necessidade de homens e mulheres corajosos assim, "que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato... que permaneçam pelo direito ainda que caiam os céus".

Deus necessita de moços e moças com a dedicação e coragem de Martin Luther King Jr. Ele precisa de jovens que não temam repetir a oração de Davi: "Ensina-me a fazer a Tua vontade." Ele necessita de jovens que O sigam aonde Ele os levar, não importa quão perigoso possa ser o caminho.

Martin Luther King, Edward Preston, 1968, págs, 1-9 e 141

sábado, 11 de julho de 2015

ROBERT MORRISON - 2ª PARTE

Além de trabalhar na tradução da Bíblia, Morrison se ocupou de fazer uma gramática e um dicionário, para que os missionários depois dele, pudessem aprender o idioma com mais facilidade.

Um chinês chamado Tsae A-ko, foi um grande instrumento preparado por Deus para ajudar o trabalho de Morrison.. Ele ia de noite a sua casa, as portas e as janelas eram bem fechadas, para que ninguém de fora visse o que faziam, por que corria perigo de vida, e ali se punha a traduzir ou corrigir, enquanto que Morrison lhe ensinava as verdades do Evangelho.

Foram gastos 14 anos para traduzir a Bíblia e 16, para concluir o dicionário que foi editado em quatro volumes, com cerca de 4.500 páginas cada um. Tsa A-Ko compreendeu finalmente que aquilo que o missionário lhe ensinava era a Verdade e se batizou em 1814, tornando-se então o primeiro evangélico chinês

Depois de ter traduzido a Bíblia, o problema era sua publicação, pois as penas para quem imprimisse livros cristãos eram tão severas como para aquele que ensinava o idioma. Afortunadamente, depois de muito trabalho, Morrison encontrou quem o fizesse, todavia secretamente. Para diminuir o medo do impressor, quando os pacotes com as Bíblias eram entregues, ele os rotulava com um título falso para disfarçar o “perigoso conteúdo”.

Porém, Morrison não se dedicou somente a traduzir, senão que chegou a estabelecer uma escola chamada Colégio Anglo-Chinês, mais tarde conhecido como Ying Wa College. Esta escola foi transladada para Hong Kong no ano de 1843, quando este território passou a ser controlado pelos britânicos. Esta instituição permanece até os dias de hoje como uma escola secundária.

Robert Morrison nunca teve uma boa saúde e, como trabalha muito, era mesmo impossível que sarasse completamente. Morreu quase repentinamente em 1º de agosto de 1834 em Cantão, China, quanto tinha 52 anos.

Durante sua vida conseguiu a conversão de poucas pessoas, mas seu trabalho traduzindo a Bíblia, preparando o dicionário inglês-mandarim e de edição de uma gramática sino-inglesa, fez com que fosse possível a conversão de milhares de chineses depois da sua morte.

Fonte: João Cruzué

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ROBERT MORRISON - 1ª PARTE

Depois de trabalhar por uns tempos nas Igrejas da Inglaterra, Morrison associou-se na Sociedade Missionária de Londres com a ideia de se tornar um missionário na China. Por essa ocasião já dominava o latim, o grego e o hebraico.

Como não havia nenhum missionário protestante ainda na China, Morrison se apresentou para ser o primeiro. Como a principal tarefa que lhe haviam encomendado foi a tradução da Bíblia para o mandarim, se propôs a estudá-lo, enquanto se preparava em medicina e astronomia.

Quando encontrou um manuscrito que continha a tradução de alguns trechos da Bíblia em uma biblioteca, tirou uma cópia para estudar detalhadamente, com a ajuda de um chinês que se ofereceu para ajudar. Esse esforço lhe foi muito útil, pois lhe permitiu economizar um tempo precioso quando esteve na China.

Para chegar até lá teve que viajar por cinco meses. Em 04 de setembro de 1807 aportou-se na cidade de Cantão, ao Sul do país, ao lado de Macau, uma colônia portuguesa. Permaneceu ali durante algum tempo, depois conheceu a jovem Mary Morton, com quem se casou em fevereiro de 1809.

Morrison não se deu conta de quão grandes eram as dificuldades que precisava vencer para chegar lá. O que sabia do idioma não lhe permitia o necessário para uma tradução, e quando buscou um mestre não pode encontrá-lo, pois havia uma lei que condenava à morte qualquer pessoa que ensinasse a língua chinesa a um estrangeiro.

Finalmente apareceram dois homens que tinham conhecido alguns missionários católicos que aceitaram ajudar, embora cheios de temor. O medo que possuíam não era tanto quanto à morte em si, senão pela sua forma, em meio a torturas terríveis. Estavam a tal ponto assustados que levavam sempre consigo um frasco com veneno para suicidarem-se caso fossem descobertos.

Aprender o chinês não era coisa fácil e por aquela época era ainda pior, pois não existiam nem dicionários nem bons professores.

John Wesley afirmou certa vez que “ O chinês era um invento do diabo para que não se pudesse pregar o evangelho aos chineses”. Milne, um missionário que mais tarde seria companheiro de Morrison, dizia que para aprender o mandarim era preciso: um corpo de bronze, pulmões de aço, cabeça de carvalho, olhos de águia, coração de apóstolo e memória de anjo... e a vida de Matusalém”

Fonte: João Cruzué

segunda-feira, 29 de junho de 2015

IRENA SENDLER - O ANJO DO GUETO

"Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco"

Irena Sendler

Na minha busca por abnegados, sempre me deparo com alguém que arriscou a própria vida para salvar outras vidas no período do Holocausto.
Irena Sendler, nascida em 1910 na Polônia, tem em sua conta mais de 2500 vidas salvas entre 1939 e 1943, quando trabalhou como enfermeira em Varsóvia, atuando diretamente nos guetos e levando medicamentos, comida, roupas e até dinheiro, contrariando o regime nazista.

Mas o que mais impressiona é o risco que ela se determinou a correr quando, sabendo que mais cedo ou mais tarde, todos ali seriam incinerados, começou a tirar as crianças do local, com o consentimento dos parentes.


Ela tentava persuadir os pais ou avos a permitirem que ela retirasse os pequenos em ambulâncias, dizendo que eles tinham contraído tifo, e posteriormente até mesmo em sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacas de batatas e caixões.


Quando os pais ou parentes não deixavam que ela os levasse para fora do gueto, por motivo óbvio, muitas vezes ela retornava para tentar persuadi-los, e constatava que todos na casa já tinham sido enviados para as câmaras de gás nos campos de extermínio.


Para conservar o histórico familiar das crianças salvas, ela montou um arquivo para cada uma delas com nome original das crianças, nome dos pais e suas novas identidades.


Este trabalho durou até 20 de Outubro de 1943, quando Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a prisão de Pawiak onde teve suas pernas e pés quebrados pelos nazistas em busca da confissão sobre o paradeiro das crianças salvas e suas verdadeiras identidades, o qual ela resistiu bravamente.

Foi condenada à morte, e enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Mais tarde descobriu que a instituição em que ela trabalhava havia subornado alguns alemães.

Mais tarde, após o término da guerra, ela foi reconhecida por algumas crianças salvas por ela, e um pouco antes de sua morte, foi indicada ao Nobel da paz, mas quem ganhou foi Al Gore.


Agora nos cabe uma reflexão: O que motiva uma pessoa a colocar sua própria vida em risco para salvar desconhecidos? Com certeza não é o instinto e duvido que esteja em seu DNA.



Arvore plantada em sua homenagem, em Yad Vashem (Tree planted in her honor)

domingo, 25 de setembro de 2011

GRANDE HONRA

"Na cidade de Stepanavan, Armênia, eu encontrei uma mulher que todos chamavam de 'esposa do Palasan.' Ela tinha seu próprio nome, é claro, mas a população a chamava pelo nome do seu marido para mostrar a sua grande honra. 

Quando o terremoto devastador de 1988 atingiu a Armênia, era quase meio-dia, e Palasan estava no trabalho. Ele correu para a Escola Primária onde seu filho estudava. A fachada do prédio estava ruindo mas mesmo assim ele entrou no edifício e começou a retirar crianças para um local seguro. 

Após livrar 28 crianças, um novo abalo fez todo o prédio ruir e ele acabou morrendo sob os escombros. Por isso, as pessoas de Stepanavan honram sua memória e sua jovem viúva chamando-a de esposa do senhor Palasan." (L. Nishan Bakalian - Beirut, Líbano) 

Muitas vezes a maior honra de uma pessoa não está propriamente em quem ela é e sim com quem está relacionada. A mais alta honra de um cristão consiste em ser chamado "discípulo do Senhor Jesus Cristo" que ofereceu Sua vida em favor de toda a humanidade.