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domingo, 12 de outubro de 2025

UMA LIÇÃO DE FÉ

Era uma sexta-feira, final de tarde, e a pequena Maria aguardava com ansiedade sua mãe chegar do trabalho. Ela ainda trajava o uniforme da creche quando ouviu o barulho da chave, era alguém abrindo a porta da sala. Então a pequena gritou:  a mamãe chegou!

Todos os dias, quando chegava do trabalho a mãe de Maria passava um tempo brincando com ela. Mas, naquele dia a sessão de brincadeiras não aconteceria. Joana,  a mãe daquela menininha estava exausta e ainda havia pego um resfriado. Maria insistia, mãe, vamos brincar! Não, querida, responde a mãe: hoje a mamãe não está bem,  está resfriada e com muita dor de cabeça e em seguida, jogou-se no sofá da sala.

Maria pôs as duas mãozinhas no queixo e disse, eu posso orar por você. Sim, claro, responde Joana e assim ela orou: papai do Céu, sara a mamãe e virando-se para Joana disse: pronto, já sarou, vamos brincar! 

Joana não se conteve, por um minuto esqueceu a dor de cabeça e o cansaço, sorriu e disse: quem me dera ter a sua fé, Maria! Bem falou Jesus:  “em verdade vos digo que, quem não receber o reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele” (Lc 18.17).

Maria Ignez Menegatte

sábado, 14 de outubro de 2023

APASCENTA MEUS CORDERINHOS

Anos atrás, numa distante terra missionária, seis meninos nus brincavam na rua suja de uma aldeia. Sem qualquer educação ou boa criação doméstica, nada haviam recebido que lhes proporcionasse um fundamento para o serviço do Senhor. Eram "apenas seis menininhos selvagens". 

Deus, porém, tinha os olhos naquelas terras, e reservara-lhes uma obra. Mandou um missionário à aldeia deles, e, pouco tempo depois, encontravam-se em uma escola cristã. Que mudança ocorreu em suas vidas! Ficaram limpos por dentro e por fora. 

Hoje, em virtude de alguém ter dado ouvidos à ordem do Mestre: "Apascenta os meus cordeiros", existem seis bravos obreiros de Deus naquela terra missionária. Em suas três ordenanças a Pedro, Jesus empregou duas palavras diferentes para "apascenta". 

Uma significa exclusivamente alimentar, mas, no versículo 16, "apascenta" inclui o sentido mais geral de "cuidar", "velar" ou pastorear". Jesus quer que não só "apascentemos" espiritualmente os meninos e meninas, mas quer que os "pastoreemos", conservando-lhes os pés juvenis nas veredas da justiça.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

O CORAÇÃO DE UMA CRIANÇA

Nenhuma criança entende a lógica de ir para a cama enquanto sobra energia no corpo. Minha filha Andrea tinha apenas cinco anos. Finalmente a levamos para a cama. Entrei para lhe dar um beijo final e, quando ela ergueu as pálpebras, disse: “Mal posso esperar para acordar!” Oh, a atitude de uma criança de cinco anos.

É de admirar que Jesus tenha dito que devemos ter o coração de uma criança antes de podermos entrar no reino dos céus? Ele disse: “Digo a verdade a vocês: Vocês devem mudar de atitude e se tornar como crianças. Se não fizerem isso, jamais entrarão no reino de Deus!” (Mateus 18:3 VFL).

Em outras palavras, pare de olhar a vida como um adulto. Veja com os olhos de uma criança. “Mal posso esperar para acordar!” são as palavras da fé de uma criança. Andrea podia dizê-las porque brinca muito, ri muito e deixa as preocupações para o pai. Vamos fazer o mesmo.

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “The Heart of a Child”

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

FILHOS DA ESPERANÇA

Já pensou se, por algum motivo, as crianças deixassem de existir ou se não nascessem mais Como a vida na terra seria seria afetada? Não haveriam lojas de brinquedos nem parquinhos infantis... os circos estariam abandonados e os zoológicos vazios... as datas especiais seriam menos festejadas... as escolas aos poucos morreriam e a vida perderiam muito da alegria.

No filme Filhos da Esperança, em sua primeira cena, o personagem Theo, vivido por Clive Owen, vê, no noticiário em um bar, a comoção mundial pela morte de Baby Diego, 17 anos, a pessoa mais jovem do mundo. A princípio, o espectador não se atenta e não dá a devida importância a esse fato, até que percebemos que, em pleno ano de 2027, não há crianças, jovens ou adolescentes nas ruas. Não há gritos nas brincadeiras ou choros de bebês. Em 2027, as mulheres se tornaram inférteis e há exatamente 17 anos não nasce uma criança em todo o planeta Terra. Filhos da Esperança é um filme que deve ser discutido e pensado, e que deixa uma questão: o choro de uma criança pode, às vezes, irritar. E quando este não for mais ouvido? 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

BOCA DE CRIANÇA

Certa vez um caminhão enorme ficou preso debaixo de uma ponte de pouca altura. Todo o tráfego ficou paralisado enquanto ele tentava desvencilhar-se dali, dando marcha ré ou forçando para frente. boca de criança

Guardas de trânsito e homens experientes também vieram para ajudar a resolver o problema, porém, quanto mais tentavam mover o veículo, mais preso ele ficava. Finalmente, todos decidiram que a única solução seria cortar parte do teto da carroceria e arrancá-lo de lá com um guincho, e foram buscar as ferramentas necessárias. boca de criança

Enquanto tudo isso acontecia, um garoto estava ali observando e tentando dizer algo para os homens. Eles apenas o empurravam para fora do caminho e até lhe disseram que fosse para casa e não atrapalhasse. boca de criança

Mas ele tinha uma boa ideia e gritou: “EI, PORQUE VOCÊS NÃO MURCHAM OS PNEUS?”

Os homens pararam e olharam para o alto da carroceria e depois para baixo, para os enormes pneus. Era a melhor solução. A mais simples.

Pela boca das crianças e dos recém nascidos instruíste os sábios e poderosos, silenciando os inimigos e maldosos, porque são adversários teus – Salmos 8.2

Do livro “O amanhã começa hoje” de Alf Lohne

quarta-feira, 11 de março de 2020

AMOR PELAS CRIANÇAS

…Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. 

Mateus 19.14

Thomas Barnado entrou para a escola de medicina em Londres em 1865, sonhando ser missionário na China. Porém, logo descobriu a necessidade extrema no próprio quintal — as muitas crianças sem-teto vivendo e morrendo nas ruas de Londres. Decidiu fazer algo sobre essa horrenda situação. Abriu lares para as crianças destituídas, e resgatou cerca de 60 mil meninos e meninas da pobreza e possível morte precoce. O teólogo e pastor John Stott disse: “Hoje podemos chamá-lo de ‘o santo padroeiro das crianças de rua’”.

Jesus disse: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus” (v.14). Imagine a surpresa que as multidões, e os próprios discípulos de Jesus, devem ter sentido nessa declaração. Na antiguidade, as crianças tinham pouco valor e eram muito relegadas às margens da vida. Contudo, Jesus as acolheu, abençoou e as valorizou.

Tiago, autor de uma das cartas do Novo Testamento, desafiou os seguidores de Cristo dizendo: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos […] nas suas tribulações” (1:27). Hoje, como aqueles órfãos do primeiro século, crianças de todas as camadas sociais, etnia e ambiente familiar estão sob riscos devido à negligência, tráfico de seres humanos, abuso e drogas dentre outras coisas. Como podemos honrar o Pai que nos ama mostrando o Seu cuidado por esses pequeninos que Jesus acolhe?

Bill Crowder

sábado, 12 de fevereiro de 2011

NO CORAÇÃO DE UMA CRIANÇA

"Amanhã de manhã eu vou abrir o teu coração". Explicava o cirurgião para uma criança. E a criança o interrompeu: "Você encontrará Jesus ali?"

O cirurgião olhou para ela, e continuou: "Eu vou cortar uma parede do teu coração para ver o dano completo."

"Mas quando você abrir o meu coração, encontrará Jesus lá?" - A criança voltou a interrompê-lo. O cirurgião se voltou para os pais, que estavam sentados em silêncio.

- Quando eu tiver visto todo o dano causado, planejaremos o que fazer em seguida, ainda com teu coração aberto.

- Mas você encontrará Jesus em meu coração? A Bíblia diz claramente que Ele mora ali. Todos que acreditam Nele dizem que Ele vive ali... Então você vai encontrá-lo no meu coração!

O cirurgião pensou que era suficiente e lhe explicou: "Após a operação, te direi o que encontrei em teu coração, de acordo? Eu tenho certeza que encontrarei músculo cardíaco danificado, baixa resposta de glóbulos vermelhos, e fraqueza nas paredes e vasos. E, além disso, eu vou concluir se posso te ajudar ou não.

- Mas você encontrará Jesus ali também? É sua casa, Ele vive ali, sempre está comigo.

O cirurgião não tolerou mais os comentários insistentes e se foi. Em seguida, ele se sentou em seu consultório e começou a gravar seus estudos prévios para a cirurgia: aorta danificada, veia pulmonar deteriorada, degeneração muscular cardíaca massiva. Sem possibilidades de transplante, dificilmente curável. Terapia: analgésicos e repouso absoluto. Prognóstico: fez uma pausa e em tom triste disse: "Morte nos primeiros anos de vida." Então, parou o gravador.

Mas tenho algo a mais a dizer: "Por quê?" - Perguntou em voz alta. "Por que acontecer isso com ela? O Senhor a colocou aqui, nessa dor e já a havia condenado a uma morte precoce. Por quê?"

De repente, Deus, nosso Criador respondeu: "O menino, minha ovelha já não pertencerá a teu rebanho, porque ele é parte de mim e comigo estará por toda a eternidade. Aqui no céu, em meu rebanho sagrado, já não terá nenhuma dor, será consolado de uma forma inimaginável para ti ou para qualquer outra pessoa. Seus pais, um dia, se unirão com ele, conhecerão a paz e a harmonia juntos em meu reino e meu rebanho sagrado continuará crescendo.

O cirurgião começou a chorar muito, mas sentiu ainda mais raiva, não entendia as razões. E replicou: "Tu criastes este menino, e também seu coração para quê? Para que morresse em poucos meses?"


O Senhor lhe respondeu: "Porque é tempo de regressar ao seu rebanho, sua missão na terra já se cumpriu. Há alguns anos atrás enviei uma ovelha minha com dom de médico para que ajudasse a seus irmãos, mas com tantos conhecimentos na ciência se esqueceu de seu Criador. Então enviei outra de minhas ovelhas, o menino enfermo, não para perdê-lo, e sim para que a ovelha perdida há tanto tempo, com dotes de médico volte para mim." Então o cirurgião chorou e chorou inconsolavelmente.

Dias depois, após a cirurgia, o médico sentou-se ao lado da cama do menino, enquanto seus pais estavam a frente do médico. O menino acordou e murmurando rapidamente perguntou: "Abriu meu coração?"

"Sim" - Disse o cirurgião.

– O que encontrou? Perguntou o menino.

– Tinha razão, reencontrei Jesus ali.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O PÁSSARO E O MESTRE

Eram cinco horas da tarde, de um dia de verão escaldante, quando Jesus e seus discípulos chegaram a um morro onde havia muitas árvores. Eram oliveiras, as árvores que dão azeitonas. Jesus, cansado de andar, sentou-se à sombra de uma delas e, encostando-se no tronco, tirou as sandálias, esticou as pernas e, curvando-se, massageou os doloridos pés. Os seus apóstolos, chefiados por Pedro, confabulavam sobre o trabalho daquele dia. Foi estafante. Sermões, milagres e crianças, muitas crianças. A saúde de Jesus era a preocupação de todos. Pedro, com o olhar perdido no horizonte, lembrava de fatos acontecidos entre o Mestre e as crianças.

A presença de Jesus, em qualquer lugar da Galiléia, atraía as crianças, e Pedro se perguntava de onde o Mestre tirava tanta energia para atendê-las. Ele sentava meninos e meninas em círculo e, no centro do círculo, ele, acomodado sobre um tapete, contava histórias da casa do seu pai. Depois brincava com elas. Jogos e cantoria eram os favoritos. Depois ele fazia desenhos na terra e perguntava:

- Quem sabe que bicho é este?

Foi num dia de muitas brincadeiras que, no meio da confusão de vozes, o Mestre ouviu a resposta a sua pergunta vinda do mais novinho dos meninos:

- É um tavalinho... um tavalinho...

Jesus, sorrindo, levantou o pequenino, sentou-o em seu colo para dar prosseguimento à brincadeira. A lembrança estampou um sorriso no rosto do discípulo. Mas as recordações alegres não foram suficientes para afastar, de Pedro, a preocupação com o bem-estar do Mestre.

- Ele precisa descansar... Não sei como agüenta... – resmungava ele.

- Pedro, não se esqueça: Ele é filho de Deus! – disse, enfático, Tiago, um dos seguidores de Jesus.

- Eu sei! Você reparou no semblante dele? Ele é de carne e osso como nós... – insistia o apóstolo.

- O melhor que se tem a fazer é deixá-lo sossegado. Não façamos barulho. Vamos parar com esta discussão sobre o trabalho de hoje para que ele possa dormir um pouco. – sugeriu André, outro apóstolo de Jesus.

Judas Tadeu, primo de Jesus, disse:

- Estou de acordo. Vamos nos calar. – repetiu “calar” duas vezes olhando para Bartolomeu (outro discípulo) que continuava falando sem parar.

Enquanto esta conversa acontecia, um pássaro, pousado num dos galhos da oliveira, começou a cantar como se quisesse alegrar e, ao mesmo tempo, amenizar o cansaço do Mestre. Eram trinados graves, agudos e médios. A voz do pássaro foi aumentando, aumentando. Jesus, maravilhado, ouvia o canto. Agora o seu rosto não tinha mais os sinais de fadiga. Ele ganhou um brilho, uma luz que só se vê na face de um santo. Em determinado momento, ele levanta os olhos e vê o cantor concentrado em sua melodia. Então Jesus começou a imitar o passarinho.

Os discípulos ficaram caladinhos. Só se ouvia o pássaro e o Mestre. E foram muitos minutos de disputa. Lá pelas tantas, Jesus parou, mas o pássaro continuou. Pedro, admirado, cochichou no ouvido de Tiago:

- Por que será que ele parou? Ele pode vencer o passarinho... Para quem derrotou doutores na sinagoga é muito fácil...

- Talvez não tenha mais fôlego para acompanhar a avezinha. Respondeu Tiago.

Jesus, que ouvira o cochicho de Pedro, disse sorrindo:

- Meu filho, cada um com seu talento. Minha garganta está seca. Mesmo que eu cantasse dia e noite, ele me venceria porque foi feito para cantar e eu para escutá-lo.

Os apóstolos ficaram de boca aberta. Que dizer diante de tanta sabedoria? Limitaram-se a olhar, com respeito e admiração, para aquele homem sábio, plácido e santo. As palavras dele ecoavam na mente de todos como um desafio, uma equação cujo resultado era sempre uma lição de vida.

Maria Hilda de J. Alão.