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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

ESCOLHENDO O QUE É MAIS IMPORTANTE

Eu me lembro de um convite para falar numa igreja no centro-oeste dos Estados Unidos. Eu o recusei. Se eu tivesse ido, eu teria a atenção de um grande número de pessoas por cerca de uma hora. A oportunidade de falar de Jesus para algumas pessoas que não O conheciam.

Será que uma terça-feira em casa com a esposa e três crianças é mais importante do que pregar para uma audiência? Eu resolvi fazer uma lista de o que eu teria a perder dizendo “não” à minha família por uma noite. Eu não estaria lá para segurar Andréia quando o dedo dela foi machucado na porta. Eu não estaria lá para responder à pergunta de Jenna, “Painho, o que é uma pessoa com deficiência?” Eu teria perdido Jenna contando a história sobre Jesus na cruz durante o nosso devocional familiar.

Há centenas de preletores que poderiam falar para aquela audiência, mas as minhas filhas só têm um pai! Eu fiz a escolha certa.

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “Choosing What is More Important”

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

SELADOS EM CRISTO

Como pais, quando nossos filhos tropeçam, nós não os renegamos. Podemos disciplinar ou corrigir, mas cortá-los da nossa família? Não podemos. Eles são ligados biologicamente a nós. Aqueles que nasceram com o nosso DNA morrerão com ele.

Deus, nosso Pai, cria um relacionamento igual conosco. Uma vez salvos, nós nos tornamos, como diz João 1:12, “filhos de Deus.” Ele altera a nossa linhagem, redefine nosso parentesco espiritual, e ao fazer isso, assegura a nossa salvação. Paulo diz “Quando vocês creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:13). E uma alma selada por Deus está segura! Deus pagou um preço alto demais para nos deixar em perigo.

Novamente, uma lembrança de Paulo, de Efésios 4:30: “vocês foram selados para o dia da redenção.” Que diferença esta segurança faz!

Max Lucado
Tradução por Dennis Downing
Em Inglês: “Sealed by God”

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A HISTÓRIA DE DUAS FAMÍLIAS

Grandemente se regozijará o pai do justo e quem gerar a um sábio nele se alegrará.

Provérbios 23.24-35

Há 300 anos na Inglaterra, Ricardo Eduardo, um conceituado advogado casou-se com Elizabete Tuttie; o filho dessa união, Timóteo Eduardo, tornou-se um dos fundadores da famosa Universidade Yale. Ele, por sua vez, foi o pai de Jonatas Eduardo, um famoso professor e filósofo inglês.

Todos os descendentes dos Eduardos incluem nada menos de 265 pessoas de educação superior, 12 reitores de universidades, 65 professores, 60 médicos, 100 pastores, 75 oficiais do Exército, 80 escritores, 3 membros do Congresso americano, 2 senadores e 1 vice-presidente dos EEUU.

Em contrapartida, um dos contemporâneos de Jonatas Eduardo, Max Jucke, marginal da Nova Inglaterra, que também teve uma longa lista de descendentes, teve em sua família 300 mortos na infância, 310 mendigos profissionais, 440 aleijados por doenças crônicas, 50 prostitutas, 60 ladrões, 7 assassinos e 53 condenados por outros crimes.

Coincidência?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

A HISTÓRIA DE DUAS FAMÍLIAS

Grandemente se regozijará o pai do justo e quem gerar a um sábio nele se alegrará.

Provérbios 23.24-35

Há 300 anos na Inglaterra, Ricardo Eduardo, um conceituado advogado casou-se com Elizabete Tuttie; o filho dessa união, Timóteo Eduardo, tornou-se um dos fundadores da famosa Universidade Yale. Ele, por sua vez, foi o pai de Jonatas Eduardo, um famoso professor e filósofo inglês.

Todos os descendentes dos Eduardos incluem nada menos de 265 pessoas de educação superior, 12 reitores de universidades, 65 professores, 60 médicos, 100 pastores, 75 oficiais do Exército, 80 escritores, 3 membros do Congresso americano, 2 senadores e 1 vice-presidente dos EEUU.

Em contrapartida, um dos contemporâneos de Jonatas Eduardo, Max Jucke, marginal da Nova Inglaterra, que também teve uma longa lista de descendentes, teve em sua família 300 mortos na infância, 310 mendigos profissionais, 440 aleijados por doenças crônicas, 50 prostitutas, 60 ladrões, 7 assassinos e 53 condenados por outros crimes.

Coincidência?

segunda-feira, 5 de março de 2018

EU JÁ TENHO ISSO

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los. 

– Pouco tempo.

Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante. O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família. 

O americano voltou a perguntar: "mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?" 

O mexicano respondeu: "durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, tiro a siesta com minha mulher Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada senhor". 

O americano assumiu um ar de pouco caso e disse: "eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado um intermediário, venderia diretamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão".

– Mas senhor, quanto tempo isso levaria?

– Quinze ou vinte anos

– E depois, senhor? 

O americano riu e disse que essa seria a melhor parte - "Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões". 

– Milhões, senhor, e depois?

– Depois... Você se aposentaria. Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a sesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos.

– Não senhor, eu já tenho isso.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

UMA FAMÍLIA FELIZ

"... todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do SENHOR" (Isaías 61:9).
"Uma família feliz é um céu antecipado." (John Bowring)

E para que uma família seja verdadeiramente feliz é preciso que seus participantes se coloquem sob a direção do Senhor Jesus. Ele é o caminho de nossa paz, o manancial de nossa esperança, o porto de nossas bênçãos. Sem Ele a felicidade é passageira e, muitas vezes, ilusória. Sem Ele as nossas vitórias não são completas.

Quando uma família está unida no propósito de adorar e glorificar o nome de Cristo, o ambiente é puro e iluminado, os jardins são sempre floridos, as janelas estão sempre abertas e arejadas, o céu está sempre estrelado, o amor é o visitante que a todos abraça.

Uma família sem Jesus não conhece o verdadeiro sentido da felicidade, não experimenta a paz que excede o entendimento no lar, anda neste mundo, mas não anda no Caminho, canta mas não consegue louvar, pode estar reunida mas dificilmente se une, os seus membros conversam mas quase sempre não se entendem.

Uma família com Deus é feliz e vive um céu antecipado. Uma família sem Deus, muitas vezes, vive um inferno antecipado.

Existe um cântico muito simples que eu gosto muito: "Que maravilha é ter uma família, uma família em Cristo Jesus. Uma família unida, uma família real, uma família que ama, uma família sem igual".

Uma família dirigida pelo Senhor é sempre vitoriosa. Mesmo diante das lutas e dificuldades, caminha de mãos dadas e jamais desiste de buscar as suas bênçãos. Ela sabe que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã, sabe que as chuvas das adversidades passam e o sol das vitórias logo volta a brilhar.

Felizes somos quando nossa família tem o Senhor Jesus no coração.

Paulo Barbosa

terça-feira, 19 de novembro de 2013

CASA CONSAGRADA

Então os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda não a consagrou? Vá, e torne-se à sua casa para que porventura não morra na peleja e algum outro a consagre.

Deuteronômio 20.5

A consagração era algo tão importante para um Israelita que a lei determinava a quem edificou uma casa e ainda não a consagrou que não fosse a guerra, mas voltasse para sua casa e a consagrasse.

Consagrar significa dedicar uma pessoa ou algo a Deus. E tudo aquilo que é consagrado deve servir e ser usado unicamente para o louvor e serviço de Deus.

Para consagrar uma casa ao senhor é preciso ter coragem, pois isso exige determinação e compromisso. Ao consagrar sua casa a Deus, você oferece seu lar para que o Pai tenha livre acesso a ela, habite entre vós e encha de paz e alegria os cômodos. Esta atitude, no entanto, não é simples, implica que retire dela tudo aquilo que desagrada a Deus e que possa impedir uma harmonia maior com o Pai.

Para um Israelita isto era fundamental e necessário para a saúde espiritual e emocional da nação. Uma casa consagrada significava um lar mais perto de Deus, homens e mulheres compromissados com o Pai e, sobretudo, famílias felizes.

A presença de Deus é o segredo para uma família equilibrada, feliz e vivendo em harmonia. Nós, cristão, temos a necessidade de consagrar nosso lar a Deus.

Fandermiler Freitas

quarta-feira, 19 de junho de 2013

NENHUM SUCESSO COMPENSA O FRACASSO DO LAR

O lar foi constituído pelo SENHOR para ser uma benção para todas as nações. Quando uma coluna do lar se desfaz, a possibilidade do desmoronamento é inevitável. Posso dizer: “Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar”.

Muitos querem ser próspero se referindo a “ganhar muito dinheiro” em detrimento do lar e deixá-lo de lado, quando falo em lar, estou falando de filho, da filha, da esposa, e os demais membros que fazem parte de um lar. A solução que alguns pais propõem de dar tudo, se referindo aos “bens materiais”, pensando que a materialidade poderá suprir as necessidades reais.

O homem antigo, em sociedades remotas, entende que o homem é o provedor e a mulher a governanta da casa. Na modernidade, os papéis se tornaram responsabilidades mútuas tanto o pai como a mãe são supridores da casa. No entanto, o lar não pode ser deixado na prolixidade pelos tutores, que em teses, são os responsáveis.

Saiba meu amigo, que a paternidade será cobrada pelo SENHOR pela a benção que você alcançou. Pois o salmista expressou: “Os filhos são herança do SENHOR”. Se ele declarou, nós declaramos os filhos são herança e benção do SENHOR.

Vivemos uma sociedade consumista e incentivadora por meio das propagandas de todos os lados, sejam pela Internet, TV, Rádio, “Outdoors”. Este enlevo suscita nos pequenos a querer mais e consumir aquilo que não está no limite.

O que poderá suprir a um lar segundo os padrões de Deus. Noé teve um chamado, este perseverou por anos a fio, e pregou, pregou sem cansar, se desanimar, até que, todo o seu esforço redundou na salvação dos seus familiares. Ele, o patriarca, por meio deste gesto conseguiu salvar o mundo, e o remanescente da existência humana.

Portanto, amigo, você que é o responsável direto, tem o papel de ser o pai ou de ser a mãe. Se você conseguir destinar tempo, para ter comunhão, alegria, cânticos, e estar juntos aos seus, isto será suficiente para conservar o seu lar a salvo, salvando o lar, você poderá conservar o Mundo a salvo. Por isso, afirmo “Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar”. Pense nisso.

Um Grande Abraço.
No Senhor Jesus.

JESUS TE AMA!

Élcio Cunha

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

QUANTO É UMA HORA

- “Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?” 
 
- “O que é?” – respondeu o homem.

- “Pai, quanto você ganha em uma hora?” 

- “Isso não é da sua conta. Por que você esta perguntando uma coisa dessas?”, o homem disse agressivo. 
 
- “Eu só quero saber . Por favor me diga, quanto você ganha em uma hora?”

- “Se você quer saber, eu ganho R$ 50 por hora.” 
 
- “Ah…” o menino respondeu, com sua cabeça para baixo. 
 
- “Pai, pode me emprestar R$ 25,00?” 
 
O pai estava furioso, “Essa é a única razão pela qual você me perguntou isso? Pensa que é assim que você pode conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou algum outro disparate? Vá direto para o seu quarto e vá para a cama. Pense sobre o quanto você está sendo egoísta”, ”Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades.”

O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta. O homem sentou e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do menino. "Como ele ousa fazer essas perguntas só para ganhar algum dinheiro". Após cerca de uma hora, o homem tinha se acalmado e começou a pensar: "Talvez houvesse algo que ele realmente precisava comprar com esses R$ 25,00 e ele realmente não pedia dinheiro com muita freqüência". O homem foi para a porta do quarto do menino e abriu a porta. 
 
- “Você está dormindo, meu filho?”, Ele perguntou.

- “Não pai, estou acordado”, respondeu o garoto.

- “Eu estive pensando, talvez eu tenha sido muito duro com você a pouco?”, afirmou o homem. “Tive um longo dia e acabei descarregando em você. Aqui estão os R$ 25 que você me pediu.” 
 
O menino se levantou sorrindo. “Oh, obrigado pai!” gritou. Então, chegando em seu travesseiro ele puxou alguns trocados amassados.O homem viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a se enfurecer novamente. O menino lentamente contou o seu dinheiro, em seguida olhou para seu pai.

- “Por que você quer mais dinheiro se você já tinha?” – Gruniu o pai. 
 
- “Porque eu não tinha o suficiente, mas agora eu tenho”, respondeu o menino. - "Papai, eu tenho R$ 50 agora. Posso comprar uma hora do seu tempo? Por favor, chegue em casa mais cedo amanhã. Eu gostaria de jantar com você.” 

O pai foi destroçado… Ele colocou seus braços em torno de seu filho, e pediu o seu perdão. 

................
 
É apenas uma pequena lembrança a todos nós que trabalhamos arduamente na vida. Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente importam para nós, os que estão perto de nossos corações. 

Não se esqueça de compartilhar esses R$ 50 no valor do seu tempo com alguém que você ama.Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas. Se tiver um tempo, envie esse texto para alguém que você gosta!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

FORMAÇÃO PARA A VIDA

Reinaldo era um jovem príncipe, herdeiro de um grande reino. Toda manhã, ao despertar, recebia uma lista de tarefas que devia cumprir. Tarefas que o deixavam muito zangado, porque iam desde limpar os seus sapatos e vestes reais, organizar brinquedos e jogos, até lavar e escovar seu cavalo e organizar o seu quarto. Embora não gostasse, em respeito a seu pai, o rei, ele obedecia. Mas não deixava de ficar olhando as terras e os campos infindáveis que pertenciam à sua família. Também os rebanhos, palácios e os súditos. No palácio, onde vivia, existiam muitos criados prontos para executar todas as tarefas. Por isso mesmo é que o príncipe não entendia porque ele mesmo tinha que limpar os seus sapatos.

Certo dia, ele foi convidado a visitar um pequeno reino para conhecer um príncipe de sua idade, com o intuito de estreitar amizade. O contato com o herdeiro daquele reino fez Reinaldo pensar ainda mais em como ele era injustiçado. É que aquele príncipe tinha a seu serviço três servos. Até o banho era preparado por um deles. Nada de tarefas a cumprir. Era só dar ordens.

Quando regressou para sua casa, Reinaldo foi logo falar com seu pai: "Não entendo", disse ele, "porque o senhor faz isso comigo. Sou seu único filho e herdeiro. Por que devo cumprir tarefas? Devo ser motivo de risos entre todo o povo. Vi hoje, no reino vizinho, o que um verdadeiro herdeiro deve fazer: somente dar ordens."

O rei, paciente, perguntou ao filho: "como era o reino que você visitou? Era grande como o nosso?"

"É claro que não, pai. É muito menor que o nosso, mais pobre, tem menos súditos e o castelo real é dez vezes menor que o nosso."

"Veja bem, pai: se num reino pobre, o príncipe pode ter três criados para servi-lo, porque eu, num reino tão rico, devo fazer trabalho de criado?"

"Pois é, meu filho. Saiba que há anos atrás, o reino vizinho era vinte vezes maior do que o nosso. Nós crescemos, fomos ampliando e o reinado vizinho foi perdendo território. Seu avô sempre me dizia: 'se você não pode sequer limpar os próprios sapatos, como poderá cuidar de todo um reino? Se você não é capaz de organizar seu próprio quarto, como irá governar todo um povo? As tarefas simples, Reinaldo, nos educam, nos preparam para executar as maiores. Para comandar é preciso saber fazer. Até mesmo para exigir qualidade. Se você nunca lavou as próprias vestes, como saberá se o outro as lavou bem? Apenas aceitará o que lhe entregam, da forma que vier. Os seus antepassados foram comprando as terras do reino vizinho, que as perdeu por não saber administrar. Talvez falte ensinar aos príncipes herdeiros lições de humildade, da importância do trabalho simples, diário. O que me diz, filho amado?"

O menino pensou um pouco, e declarou: "digo que tenho uma lista de tarefas para executar agora, e começarei limpando os sapatos que se sujaram de lama pelo caminho."

***

Não permita que seu filho se torne um incapaz, em razão do descaso em sua educação. Não o prepare para os tempos de facilidade e abastança, mas para os dias de necessidade e carência, de modo que a incapacidade não o mutile. Prepare-o na arte de auxiliar, de prestar colaboração, todos os dias. Logo mais, ele andará sem você pelos caminhos do mundo. Ensine-o a andar com seus próprios pés, seguro e confiante.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

COM VOCÊ

Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.

Hebreus 12.6

Certa vez um pai deu um castigo ao filho: Dormir no sótão.

Lá pela meia-noite o pai foi vê-lo e o encontrou com os olhos arregalados.

- Pai, deixe-me ir dormir na minha cama.

- Não, meu filho, você foi rebelde e precisa aprender a arcar com as conseqüências dos seus atos.

- Mas, pai, eu tenho medo de ficar aqui sozinho.

- Então, o papai vem dormir com você.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PARA MEU NETO


Ouvi num domingo, na igreja, a história de uma família de refugiados do Leste europeu, forçada a sair de casa por tropas invasoras. Perceberam que a única chance de escapar dos horrores da guerra era atravessar as montanhas que circundavam a cidade. Tinham certeza de que estariam a salvo num país vizinho e neutro, caso conseguissem fazer a travessia. mas o avô não estava bem e a viagem seria dura.

- Me deixem para trás – pediu ele - os soldados não vão se importar com um homem velho como eu.

- Vão sim – disse o filho – para o senhor será a morte.
- Não podemos deixar o senhor aqui, papai – reforçou a filha – Se o senhor não for, então nós também não vamos.

O idoso finalmente cedeu e a família, composta de umas dez pessoas de diversas idades, inclusive uma netinha de um ano, partiu em direção à cadeia de montanhas que se via à distancia. Caminharam em silêncio, revezando-se para carregar o bebê, o que tornou mais difícil a subida do desfiladeiro.

Depois de várias horas, o avô se sentou numa rocha e deixou pender a cabeça.

- Continuem sozinhos. Não vou conseguir – disse.

- Vai, sim – encorajou o filho – Tem de conseguir.

- Não – disse o avô – Me deixem aqui.

- Vamos – disse o filho – Precisamos do senhor, é sua vez de carregar o bebê.

O homem levantou o rosto e viu as fisionomias cansadas dos demais. Olhou para o bebê envolto num cobertor, agora no colo de seu neto de treze anos, um menino magrinho.

- Claro – disse o avô – É a minha vez. Vamos passem o bebê para mim. Ele se levantou e ajeitou o bebê no colo, olhando seu rostinho inocente. De repente, sentiu uma força renovada e um enorme desejo de ver sua família a salvo numa terra em que a guerra seria uma memória distante.

- Vamos – disse ele, com determinação – Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando.

O grupo prosseguiu, com o avô carregando o bebê. E, naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo. Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo, inclusive o avô.


Floyd Wickman e Terri Sjodin
Histórias para Aquecer o Coração dos Pais
Jack Canfield & Mark V. Hansen & Jeff Aubery & Mark & Chrissy Donnelly
Editora Sextante
Fonte: www.metaforas.com.br